Juara 77

Notícias & Entretenimento

Prefeito Renuncia Após Justiça Francesa Ordenar Casamento de Imigrante sob Expulsão

Prefeito Renuncia Após Justiça Francesa Ordenar Casamento de Imigrante sob Expulsão

Renúncia em Chessy

O prefeito de Chessy, cidade próxima a Paris, Olivier Bourjot, apresentou sua renúncia após uma decisão judicial que o obrigou a celebrar o casamento de um imigrante com ordem de expulsão da França (OQTF). A decisão, proferida pelo Tribunal Judicial de Meaux em 10 de dezembro, gerou um impasse administrativo e político na comuna.

Decisão Judicial e Recusa Municipal

Na França, a celebração de casamentos civis é atribuição dos prefeitos ou seus adjuntos, que atuam como oficiais do estado civil. A prefeitura de Bourjot havia se recusado a oficializar a união, alegando a situação migratória de um dos noivos, cuja nacionalidade não foi divulgada. Contudo, o juiz determinou que a cerimônia fosse realizada.

Manobra Política e Coerência

Em um comunicado oficial, Bourjot e seus adjuntos renunciaram às suas funções executivas, mas mantiveram seus cargos de vereadores. O objetivo declarado foi o de se colocar “na impossibilidade de celebrar o casamento”, uma vez que deixariam de exercer a função de oficial do estado civil. O prefeito justificou a atitude como uma forma de cumprir a ordem judicial sem contrariar seus princípios políticos.

Investigação do Ministério Público

O Ministério Público informou que não foram encontrados indícios de que o casamento seja por conveniência, ou seja, realizado unicamente para evitar a deportação do imigrante. A promotoria considerou a relação entre o casal legítima e destacou que a ordem de expulsão contra o imigrante estava suspensa. Apesar da renúncia, o MP alertou que a oposição reiterada ao cumprimento da decisão judicial pode levar a responsabilização penal, conforme previsto no Código Penal francês.

Kremlin Afirma Não Ter Visto Propostas Europeias de Segurança para Ucrânia

Kremlin Afirma Não Ter Visto Propostas Europeias de Segurança para Ucrânia

Kremlin Cauteloso Diante de Propostas Europeias

O Kremlin declarou nesta terça-feira (16) que ainda não teve acesso oficial às propostas europeias que visam oferecer garantias de segurança à Ucrânia, anunciadas no dia anterior. Dmitri Peskov, porta-voz do governo russo, afirmou que, até o momento, as informações disponíveis são apenas reportagens jornalísticas, e que a Rússia não comentará as medidas antes de analisar o texto oficial.

Detalhes da Proposta Europeia

A declaração conjunta dos líderes europeus, publicada pelo governo da Alemanha após negociações em Berlim, propõe a criação de uma “força multinacional para a Ucrânia”. Essa força seria composta por contribuições de nações voluntárias e teria o apoio dos Estados Unidos. Além disso, o plano inclui o suporte contínuo a um exército ucraniano de 800.000 homens e a instituição de um mecanismo de supervisão e verificação do cessar-fogo, liderado pelos EUA. O objetivo principal é dissuadir novas ofensivas russas após um eventual fim dos combates.

Oposição Russa à Presença Militar Estrangeira

Um dos pontos centrais das discussões é a proteção que a Ucrânia receberia de países europeus e dos Estados Unidos. No entanto, Moscou já manifestou sua oposição à presença de tropas europeias ou de países membros da OTAN em território ucraniano como forma de garantir a paz. A Rússia aguarda a apresentação formal do documento para definir sua posição oficial sobre as garantias de segurança propostas.

Trump amplia proibição de entrada nos EUA para mais sete países; 15 sofrem restrição parcial

Trump amplia proibição de entrada nos EUA para mais sete países; 15 sofrem restrição parcial

Expansão das Restrições de Viagem

O governo do presidente Donald Trump anunciou nesta terça-feira (16) a inclusão de sete novos países na lista de nações cujos cidadãos estão proibidos de entrar nos Estados Unidos. A medida, justificada pela Casa Branca como necessária para a segurança nacional, combate ao terrorismo e cumprimento das leis de imigração, eleva o número de países sob restrições totais.

Novos Países na Lista Negra

Os países adicionados à proibição total de entrada são: Burkina Faso, Laos, Mali, Níger, Serra Leoa, Sudão do Sul e Síria. Além disso, a administração Trump impôs restrições totais à entrada de pessoas com documentos de viagem emitidos pela Autoridade Palestina.

Restrições Parciais e Histórico das Medidas

Em paralelo, 15 países tiveram a entrada de seus cidadãos sujeita a restrições parciais. São eles: Angola, Antígua e Barbuda, Benin, Costa do Marfim, Dominica, Gabão, Gâmbia, Malaui, Mauritânia, Nigéria, Senegal, Tanzânia, Tonga, Zâmbia e Zimbábue. Essa ampliação segue uma lógica de controle migratório que já havia impactado outros 12 países em junho, como Afeganistão, Irã e Somália, que enfrentam proibição total, e Burundi, Cuba e Venezuela, com restrições parciais.

Contexto e Justificativas Oficiais

A Casa Branca declarou que as novas restrições visam obter a cooperação de governos estrangeiros, especialmente na redução de permanência ilegal de seus cidadãos nos EUA, além de promover objetivos de política externa e segurança. As medidas surgem em um contexto de tensões na imigração, após um incidente em Washington no mês passado, onde um imigrante afegão baleou dois agentes da Guarda Nacional, resultando na morte de um deles. Na sequência, o Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) suspendeu o processamento de pedidos de imigração de afegãos e anunciou a revisão de green cards de cidadãos de 19 países considerados de “preocupação” pelos EUA.

Eurocâmara aprova maior proteção a agricultores no acordo Mercosul, mas França pede adiamento

Eurocâmara aprova maior proteção a agricultores no acordo Mercosul, mas França pede adiamento

Parlamento Europeu Impulsiona Segurança para Produtores Agrícolas

O Parlamento Europeu deu um passo significativo nesta terça-feira (16) ao aprovar um conjunto de medidas de proteção reforçada para os agricultores do bloco. O objetivo é mitigar os potenciais impactos negativos do acordo de livre comércio com os países do Mercosul. As novas regras, que passaram com 431 votos a favor e 161 contra, visam estabelecer um mecanismo de vigilância para produtos considerados sensíveis, como carne bovina, aves e açúcar. Em caso de desestabilização do mercado, as medidas abrem a possibilidade de reintrodução de tarifas de importação.

França Lidera Oposição e Pede Atraso na Assinatura

Apesar da aprovação das salvaguardas, a França, um dos países mais céticos em relação ao acordo, sinalizou que não deve endossar o pacto comercial. Paris solicitou formalmente à União Europeia (UE) o adiamento da assinatura do acordo, que a Comissão Europeia pretendia concretizar já no próximo sábado (20), durante a cúpula do Mercosul no Brasil. A proposta do Parlamento Europeu é ainda mais rigorosa do que a inicialmente acordada entre os Estados-membros, sugerindo que a Comissão Europeia atue caso o preço de um produto do Mercosul caia 5% abaixo do valor europeu correspondente e o volume de importações isentas de tarifa aumente mais de 5% – limites mais apertados que os 10% iniciais.

Estados-Membros Divididos e Itália como Fator Decisivo

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, almeja a assinatura do tratado durante o encontro em Foz do Iguaçu, no Paraná. Contudo, o aval dos Estados-membros é crucial. Enquanto a França defende um adiamento até 2026, a Alemanha apoia a assinatura imediata. A Itália, com posições que variaram nos últimos meses, emerge como um pivô na decisão. Um diplomata europeu, sob anonimato, comentou que a chefe de governo italiana, Giorgia Meloni, detém as “chaves” para o desfecho da negociação.

Setores Agrícolas Europeus Mobilizam-se Contra o Acordo

Sindicatos agrícolas de toda a Europa manifestaram forte oposição ao acordo comercial com Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai. Uma manifestação foi convocada para esta quinta-feira (18) em Bruxelas. O tratado tem potencial para impulsionar as exportações europeias de setores como automóveis, máquinas, vinhos e bebidas alcoólicas. Em contrapartida, prevê-se uma maior entrada de produtos sul-americanos, como carne, açúcar, arroz, mel e soja, o que gera apreensão em diversos segmentos da produção agrícola europeia.

ONU Alerta: Milícias de Maduro Recrutam Adolescentes à Força na Venezuela

ONU Alerta: Milícias de Maduro Recrutam Adolescentes à Força na Venezuela

ONU Denuncia Recrutamento Forçado de Jovens

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, liderado por Volker Türk, emitiu um alerta contundente nesta terça-feira (16) sobre o recrutamento coercitivo de adolescentes para as Milícias Bolivarianas na Venezuela. Segundo as denúncias recebidas pelo órgão da ONU, essa prática, que também afeta idosos, configura uma grave violação das normas internacionais de direitos humanos sob o regime de Nicolás Maduro.

Mecanismo de Medo e Desconfiança

Além do alistamento forçado, a ONU apontou que o governo venezuelano tem incentivado ativamente a delação entre os cidadãos. Através de aplicativos patrocinados pela ditadura, familiares, vizinhos e colegas são encorajados a denunciar uns aos outros. Türk ressaltou que essa estratégia alimenta um clima de medo, desconfiança e autocensura na sociedade venezuelana, minando a liberdade e a segurança dos indivíduos.

Leis Obscuras Ampliam Poderes do Executivo

Volker Türk também expressou preocupação com a aprovação, pelo Parlamento controlado pelo chavismo, de novas leis que expandem os poderes do Executivo. Embora justificadas como medidas de combate a ameaças externas, o conteúdo dessas normas não foi divulgado publicamente, impedindo qualquer avaliação independente sobre sua conformidade com o direito internacional. Essa falta de transparência gera incertezas sobre o alcance e as intenções por trás dessas novas legislações.

Condições Precárias e Detenções Arbitrárias

O Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU reiterou a persistência de casos de detenções arbitrárias, o uso de leis antiterrorismo com definições vagas e desaparecimentos forçados na Venezuela. Türk destacou sua profunda preocupação com as condições de detenção dos opositores políticos, descritas como precárias, com escassez de alimentos, falta de medicamentos essenciais e severas restrições às visitas de familiares. Essas condições sublinham a grave crise humanitária e de direitos humanos que assola o país.

Javier Milei compara Brasil e países governados pela esquerda a favelas em mapa divulgado nas redes sociais

Javier Milei compara Brasil e países governados pela esquerda a favelas em mapa divulgado nas redes sociais

Mapa Divisório na América do Sul

O presidente da Argentina, Javier Milei, gerou repercussão ao compartilhar em suas redes sociais uma ilustração que faz uma divisão entre países da América do Sul. Na imagem, o Brasil, Uruguai, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa são representados como uma grande favela, enquanto outros países da região aparecem como áreas futuristas.

Associação Política

A ilustração, originalmente publicada pelo perfil “Leon Libertario”, que se dedica a divulgar notícias sobre o governo argentino, associa as áreas representadas como favela a governos de esquerda e as áreas futuristas a governos de direita. A legenda que acompanhava a postagem original dizia que “o povo sul-americano grita liberdade” e criticava o “socialismo empobrecedor”.

Contexto da Publicação

A divulgação do mapa ocorreu logo após a eleição de José Antonio Kast, de direita, como novo presidente do Chile. Milei já havia compartilhado anteriormente uma ilustração similar, feita pelo criador do personagem Gaturro, Cristian Dzwonik, onde a divisão era rotulada como “civilização” e “barbárie”, com a afirmação de que a “Argentina definiu o rumo para a América Latina”.

Cenário Político Regional

A publicação de Milei reflete um cenário político em transformação na América do Sul. Antes da eleição de Milei em 2023, apenas Equador, Paraguai e Uruguai possuíam governos alinhados à esquerda. A expectativa é que, em 2026, a direita esteja no comando de seis dos doze países da região, indicando uma mudança no espectro político regional.

Parlamento Francês Suspende Reforma da Previdência de Macron, Congelando Idade de Aposentadoria em 62 Anos e Meio

Parlamento Francês Suspende Reforma da Previdência de Macron, Congelando Idade de Aposentadoria em 62 Anos e Meio

Vitória Política e Derrota Simbólica

O Parlamento da França aprovou o orçamento da seguridade social para 2026, em uma votação que também suspendeu a controversa reforma da Previdência implementada em 2023 pelo governo do presidente Emmanuel Macron. A Assembleia Nacional aprovou o texto com 247 votos a favor e 232 contra. Embora a reforma não seja revogada completamente, sua execução foi congelada, interrompendo o aumento gradual da idade mínima de aposentadoria, que permaneceria em 62 anos e nove meses até 2028, já sob um novo governo.

Concessão Estratégica para Aprovação Orçamentária

A suspensão da reforma foi incorporada ao orçamento como uma concessão política do primeiro-ministro Sébastien Lecornu ao Partido Socialista. O voto socialista era crucial para garantir a aprovação do orçamento, uma vez que o governo Macron detém minoria no Parlamento e enfrenta desafios para formar maiorias estáveis. A imprensa francesa avaliou a votação como um sucesso para Lecornu, que conseguiu aprovar um orçamento antes do prazo final de 31 de dezembro, mas também como uma derrota simbólica para Macron, que considerava a reforma da Previdência um ponto inegociável.

Relembrando os Protestos de 2023

A reforma da Previdência de 2023 gerou intensos protestos em toda a França. Sua aprovação ocorreu através do artigo 49.3 da Constituição, que permite ao Executivo sancionar leis sem a necessidade de votação parlamentar, um mecanismo que gerou forte contestação popular e política na época.

O Futuro da Previdência Francesa

A decisão de congelar a idade mínima de aposentadoria em 62 anos e nove meses, com a possibilidade de estagnação até 2028, coloca em xeque os planos originais da reforma de Macron. O cenário atual aponta para um debate sobre o futuro do sistema previdenciário francês, cujas definições podem ser moldadas pelo próximo presidente eleito em 2027.

Brasileiro morre em acidente de quadriciclo em Curaçao ao comemorar aniversário

Brasileiro morre em acidente de quadriciclo em Curaçao ao comemorar aniversário

Tragédia no Caribe

Um jovem brasileiro, Sávio Emanuel Arruda Duarte Trajano da Silva, de 26 anos, morreu em um trágico acidente ocorrido em Curaçao, no Caribe. Natural de Mossoró, no Rio Grande do Norte, Sávio estava na ilha para celebrar seu aniversário, que seria no dia 22 de dezembro.

Acidente inesperado

Segundo informações divulgadas pela família, Sávio estava passeando de quadriciclo com uma amiga quando o veículo teria perdido o controle após passar por um buraco na pista. A colisão com um muro resultou em ferimentos graves para o jovem.

Socorro e estado de saúde da amiga

Apesar de ter sido socorrido e levado a um hospital local, Sávio não resistiu aos ferimentos e veio a óbito. A amiga que o acompanhava no momento do acidente está em estado estável, consciente e em processo de recuperação.

Retorno ao Brasil e custos

A família de Sávio informou que arcará com os custos do traslado do corpo para o Brasil e que não realizará nenhuma campanha de arrecadação de fundos. O jovem e sua amiga haviam chegado a Curaçao na sexta-feira, dia 12.

Greve no Louvre: Funcionários Debatem Prorrogação da Paralisação por Salários e Condições de Trabalho

Greve no Louvre: Funcionários Debatem Prorrogação da Paralisação por Salários e Condições de Trabalho

Paralisação Afeta Visitantes e Expõe Falhas no Museu

O Museu do Louvre, em Paris, um dos destinos turísticos mais icônicos do planeta, manteve suas portas fechadas na manhã desta quarta-feira (17). A decisão de estender a greve, iniciada na segunda-feira (15), está sendo debatida pelos funcionários, que reivindicam melhores salários e condições de trabalho. A paralisação tem gerado filas de visitantes frustrados em frente ao museu, que busca equilibrar a demanda turística com as demandas de seus colaboradores.

Reivindicações dos Trabalhadores e Contexto da Greve

A votação que deflagrou a greve ocorreu na última segunda-feira, com cerca de 400 funcionários participando. Segundo o sindicato CFDT, os trabalhadores se sentem sobrecarregados e mal administrados. Entre as principais exigências estão mais contratações para lidar com o aumento do fluxo de visitantes, aumentos salariais e uma reorientação nos gastos do museu. A greve atual se soma a protestos anteriores, como a paralisação em junho deste ano, motivada pela superlotação e o descompasso entre o número de visitantes e o quadro de pessoal.

Falhas de Segurança e Infraestrutura no Louvre

A greve acontece em um momento delicado para o Louvre, que recentemente foi abalado por um espetacular roubo de joias em outubro e por problemas de infraestrutura. Um vazamento de água, por exemplo, danificou quase 400 livros raros, evidenciando falhas graves de segurança e o estado de deterioração de algumas áreas do museu. Esses incidentes expuseram a necessidade urgente de melhorias na gestão e na manutenção do patrimônio cultural.

Negociações e Comunicação Oficial

Apesar das negociações realizadas na semana passada com autoridades governamentais, incluindo a ministra da Cultura, Rachida Dati, as preocupações dos sindicatos relacionadas ao quadro de funcionários e ao financiamento do Louvre não foram totalmente resolvidas. No site oficial do museu, um aviso informa os visitantes sobre possíveis atrasos na abertura e o fechamento de algumas salas: “Devido a greves, o museu poderá abrir mais tarde e algumas salas de exposição poderão permanecer fechadas. Pedimos desculpas pelo inconveniente”. A decisão sobre a prorrogação da greve é aguardada com expectativa por funcionários e pelo público.

Zezé Di Camargo: Show em Pernambuco é cancelado após polêmica com programa do SBT

Zezé Di Camargo: Show em Pernambuco é cancelado após polêmica com programa do SBT

Decisão Administrativa em São José do Egito

O cantor Zezé Di Camargo teve um show cancelado na cidade de São José do Egito, em Pernambuco. A apresentação, que estava agendada para 4 de janeiro de 2026, como parte da tradicional Festa de Reis do município, foi retirada da programação após uma polêmica envolvendo o cantor e o SBT. O contrato com Zezé Di Camargo foi encerrado por decisão administrativa do prefeito Fredson Brito.

Motivação do Cancelamento

Em nota oficial divulgada nas redes sociais, o prefeito Fredson Brito declarou que sua responsabilidade é zelar pela imagem, paz social e bem-estar do município. “Não aceito, em hipótese alguma, que São José do Egito seja colocado no centro de polêmicas decorrentes de questões individuais de quem quer que seja”, afirmou Brito. Ele ressaltou que a cidade não será “palco para especulações, rotulações ou narrativas que não representam os valores da nossa gente”. Com o objetivo de proteger a cidade e seus habitantes, a decisão de encerrar o contrato foi tomada.

Entenda a Polêmica com o SBT

A controvérsia que levou ao cancelamento do show teve início na madrugada de segunda-feira (15), quando Zezé Di Camargo publicou um vídeo em seu Instagram pedindo o cancelamento de um especial do SBT. O cantor expressou discordância com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na inauguração do SBT News, ocorrida na sexta-feira anterior. Em resposta, o SBT emitiu uma carta aberta defendendo que o lançamento do novo canal de notícias está alinhado a um projeto jornalístico “confiável, plural e apartidário”. Posteriormente, a emissora decidiu não exibir o “Especial Natal é Amor”, que estava previsto para ir ao ar na quarta-feira (17).

Contrato e Substituição

Segundo informações publicadas no Diário Oficial da União, Zezé Di Camargo receberia R$ 500 mil, pagos com recursos federais, pela apresentação em São José do Egito. Com o cancelamento, a Prefeitura já anunciou a contratação da banda Seu Desejo (Yara Tchê & Alessandro) para se apresentar na Festa de Reis de 2026, no mesmo dia 4 de janeiro. O prefeito também destacou um aumento no investimento em artistas locais para esta edição centenária do evento, prometendo ser o maior da história.

Posicionamento do Prefeito

Fredson Brito concluiu sua nota enfatizando um “novo momento” em São José do Egito, de “união, de esperança e de transformação”. Ele afirmou que a cidade está avançando e se reafirmando como um lugar de cultura, acolhimento e orgulho para o Sertão, Pernambuco e o Brasil. “Aqui não é espaço para plantar discórdias nem para alimentar falsas especulações. São José do Egito merece respeito”, declarou o prefeito, garantindo que a cidade continuará sendo lembrada pela força de seu povo, cultura e história.