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Venezuela Acusa EUA de “Ameaça Grotesca” com Bloqueio a Petroleiros e Denuncia à ONU

Venezuela Acusa EUA de "Ameaça Grotesca" com Bloqueio a Petroleiros e Denuncia à ONU

Tensão se Agrava com Nova Ordem de Trump

O governo venezuelano declarou nesta terça-feira (16) seu veemente repúdio à ordem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor um bloqueio total a navios petroleiros que se destinam ou partem da Venezuela. A administração de Nicolás Maduro classificou a medida como uma “ameaça grotesca” e anunciou que levará o caso à Organização das Nações Unidas (ONU), alegando uma grave violação do Direito Internacional.

Justificativas dos EUA e Reação de Caracas

A resposta de Caracas surgiu após declarações de Trump nas redes sociais, onde ele afirmou que a Venezuela está sob o cerco da “maior Armada já reunida na história da América do Sul”. O presidente americano justificou o bloqueio ao designar o governo venezuelano como uma “Organização Terrorista Estrangeira”, citando supostos roubos de petróleo e terras pertencentes a americanos, além de acusações de envolvimento com tráfico de drogas e de pessoas.

Soberania Nacional em Xeque

Em comunicado oficial, a vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou que a ação americana viola a soberania nacional, o livre comércio e a navegabilidade no Mar do Caribe. O governo venezuelano sustenta que o bloqueio tem como objetivo “roubar as riquezas” do país e reafirma que a nação não se curvará a poderes estrangeiros.

Contexto de Sanções e “Navios Fantasmas”

O conflito se intensificou na última semana com a apreensão de um petroleiro venezuelano pela Marinha dos EUA, ato que Caracas rotulou de “pirataria”. Washington, por sua vez, alegou que a embarcação fazia parte de uma rede ilegal de apoio ao terrorismo. Apesar das sanções impostas desde 2019, a Venezuela mantém uma exportação diária de cerca de 1 milhão de barris de petróleo, frequentemente utilizando “navios fantasmas” que alteram suas identificações para evitar o rastreamento. Informações de mercado indicam que aproximadamente 18 navios sancionados estão atualmente em águas venezuelanas, embora os detalhes operacionais do bloqueio prometido por Trump ainda não tenham sido divulgados.

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