A internet residencial tornou-se um pilar fundamental na vida dos brasileiros, essencial para trabalho remoto, educação, lazer e o uso crescente de tecnologias como inteligência artificial e dispositivos inteligentes. Contudo, uma nova pesquisa lança luz sobre uma realidade preocupante: a qualidade da banda larga fixa no país está aquém das expectativas, gerando insatisfação generalizada.
De acordo com o estudo “Percepção da Internet Residencial 2025”, conduzido pela plataforma Melhor Escolha, um expressivo percentual de 63% dos consumidores brasileiros manifesta insatisfação com o serviço de internet fixa em suas residências. Um dos dados mais alarmantes é que mais da metade dos testes de velocidade realizados pelos próprios usuários revelaram uma entrega inferior ao plano contratado, evidenciando uma lacuna significativa entre o que é prometido pelas operadoras e o que efetivamente chega às casas.
Velocidade Abaixo do Esperado e Instabilidade Lideram Reclamações
Entre os problemas mais frequentemente relatados pelos consumidores, destacam-se a queda frequente de sinal, a lentidão percebida durante o uso e os travamentos constantes em atividades que exigem conexão estável, como videoconferências, streaming de vídeo, jogos online e a integração de dispositivos conectados. Essas falhas impactam diretamente a produtividade e o entretenimento diário, frustrando os usuários.
Apesar de o brasileiro estar entre os povos que mais dedicam tempo online, com uma média diária superior a nove horas, a experiência de navegação ainda deixa a desejar. A maioria dos entrevistados classificou a qualidade da internet residencial como “regular” ou “ruim”, refletindo uma percepção negativa generalizada sobre a eficiência do serviço.
Consumidores Mais Atentos e a Busca por Novas Operadoras
O levantamento indica uma mudança no comportamento do consumidor, que se mostra cada vez mais vigilante em relação à qualidade do serviço. Testes de velocidade se consolidaram como uma ferramenta comum para avaliar a performance da internet, e a constatação de desempenho abaixo do esperado é frequente entre aqueles que realizam essas medições.
Essa onda de insatisfação tem um impacto direto e mensurável no mercado: 43% dos entrevistados afirmaram ter trocado de operadora nos últimos dois anos, sendo que uma parcela considerável realizou mais de uma mudança no período. Problemas técnicos, como a instabilidade e a velocidade insuficiente, figuram como o principal motivo para a troca, seguidos de perto por questões financeiras, incluindo preços elevados e reajustes na mensalidade.
A Expectativa por um Serviço Mais Confiável
Os resultados da pesquisa sublinham que o consumidor brasileiro está se tornando mais exigente e consciente de seus direitos. A combinação de instabilidade, velocidade inferior à contratada e custos elevados contribui para uma crescente perda de confiança nas operadoras de banda larga. A demanda por um serviço mais confiável, transparente e que realmente entregue o prometido é clara e urgente.















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