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África do Sul Realiza Operação em Centro de Refugiados Brancos Ligado a Trump em Joanesburgo

África do Sul Realiza Operação em Centro de Refugiados Brancos Ligado a Trump em Joanesburgo

Tensões Diplomáticas Crescem Após Ação em Joanesburgo

O Ministério do Interior da África do Sul confirmou a realização de uma operação em um centro que processa pedidos de asilo para sul-africanos brancos nos Estados Unidos, localizado em Joanesburgo. A ação, que ocorreu na terça-feira (16), resultou na prisão de sete quenianos que atuavam no local. Segundo o ministério, os indivíduos estavam no país com vistos de turista, o que os impedia legalmente de exercer atividades laborais.

EUA Reagem Fortemente e Exigem Esclarecimentos

O governo sul-africano informou que nenhum funcionário americano foi detido durante a operação. No entanto, a ação gerou uma forte reação de Washington. Tommy Pigott, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, declarou que “interferir em nossas operações com refugiados é inaceitável” e que os Estados Unidos buscam “esclarecimentos imediatos do governo sul-africano e esperam total cooperação e responsabilização”. O centro em questão é parte de um programa de refúgio para brancos sul-africanos, iniciado sob a administração do ex-presidente Donald Trump.

Programa de Refúgio para Brancos Sul-Africanos Sob Fogo

O programa, que segundo a alegação da gestão Trump visa acolher brancos sul-africanos supostamente perseguidos em seu país – alegação negada pelo governo sul-africano –, já teria transferido cerca de 400 pessoas para os EUA até o início de novembro. Os quenianos presos eram funcionários da RSC Africa, uma empresa terceirizada sediada no Quênia, responsável por auxiliar no processamento desses pedidos. O Ministério do Interior sul-africano alegou que os vistos para que realizassem tal trabalho haviam sido negados anteriormente.

Diálogo Diplomático Formal Iniciado Pelas Autoridades Sul-Africanas

A pasta sul-africana afirmou que o funcionamento do centro levanta “sérias questões sobre intenções e protocolo diplomático” e que já iniciou “diálogos diplomáticos formais com os Estados Unidos e o Quênia para resolver esta questão”. Recentemente, a administração Trump anunciou uma restrição no número de refugiados admitidos nos EUA, estabelecendo um limite de 7,5 mil para o ano fiscal corrente, com prioridade dada a sul-africanos brancos. Isso contrasta com a cota de 125 mil estabelecida por seu antecessor, Joe Biden.

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