Ampliação de Pesquisas Médicas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto que determina a reclassificação da maconha, com o objetivo de expandir as bases para pesquisas sobre seu uso medicinal. A Casa Branca informou que a iniciativa visa remover obstáculos regulatórios e gerar mais dados científicos para auxiliar pacientes e profissionais de saúde.
Da Lista I para a Lista III
O decreto instrui a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, a agilizar a transferência da maconha da Lista I para a Lista III da Lei de Substâncias Controladas (CSA). Atualmente, a maconha está classificada na Lista I, que abrange substâncias sem uso médico comprovado e com alto potencial de abuso. A mudança para a Lista III atende a uma recomendação de 2023 do Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS), que reconheceu o uso médico da maconha.
Estudos e Acesso ao CBD
A reclassificação permitirá a intensificação de estudos sobre segurança, eficácia e efeitos a longo prazo da maconha, que eram limitados pela classificação anterior. O governo americano também atuará em conjunto com o Congresso para facilitar o acesso a produtos de canabidiol (CBD) de espectro completo, mantendo restrições a itens que possam representar riscos à saúde pública.
Evidências e Aplicações Terapêuticas
A Food and Drug Administration (FDA) reconhece evidências científicas sobre o uso da maconha no tratamento de náuseas, vômitos, anorexia associada a doenças e dor. O decreto destaca que a dor crônica é um dos principais motivos relatados por usuários de maconha medicinal, afetando uma parcela significativa da população adulta e idosa nos EUA. A Casa Branca ressalta que o decreto não legaliza a maconha em nível federal, mas cria um ambiente regulatório propício para pesquisas, orientação médica e desenvolvimento de políticas públicas na área da saúde.















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