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MSC Proíbe Óculos Inteligentes em Áreas Públicas de Navios por Preocupação com Privacidade e Segurança

MSC Proíbe Óculos Inteligentes em Áreas Públicas de Navios por Preocupação com Privacidade e Segurança

Restrição visa proteger dados e imagem de passageiros e funcionários

A MSC Cruzeiros implementou uma nova política que restringe o uso de óculos inteligentes e outros dispositivos capazes de gravar ou transmitir dados de forma oculta ou discreta em áreas públicas de seus navios. A decisão, que visa garantir a privacidade e a segurança de todos a bordo, permite que os equipamentos sejam levados na viagem, mas seu uso é limitado às cabines ou a espaços não públicos.

Entenda a nova regra da MSC

A medida, que consta na política de conduta de hóspedes atualizada em julho de 2025, não se limita apenas aos óculos inteligentes mais populares do mercado, como o Ray-Ban Meta, mas a qualquer equipamento que possa captar informações de maneira sigilosa. A empresa informou que sua equipe de segurança está instruída a reter os dispositivos em caso de uso indevido, reforçando que a ação é exclusiva para a proteção de todos.

Especialista em Direito Digital apoia a proibição

Patrícia Peck, advogada especialista em direito digital, avalia a proibição como uma tendência necessária diante da popularização de tecnologias de gravação discreta. Ela explica que navios de cruzeiro, por serem considerados espaços privados de uso coletivo, demandam atenção especial. A captação de imagens de terceiros sem consentimento expresso pode violar tanto a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) quanto o Código Civil, que proíbe a exposição ou utilização da imagem de uma pessoa sem permissão, especialmente se destinada a fins comerciais ou que afete sua honra.

Privacidade em foco em ambientes compartilhados

A advogada ressalta que o uso indiscriminado de óculos inteligentes por passageiros em um cruzeiro pode configurar abuso de direito. Peck diferencia essa situação da captação de imagens para fins de vigilância e segurança, que é vista como uma exceção ao consentimento. A tendência de restrição desses dispositivos já é observada em outros locais de uso coletivo, como clubes e casas noturnas, à medida que a tecnologia se torna mais acessível.

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