Argentina: Aposta em Reformas de Livre Mercado
A revista The Economist elegeu a Argentina como um dos ‘Países do Ano’ de 2025, reconhecendo a profunda transformação econômica impulsionada pelo presidente Javier Milei. Segundo a publicação, o país sul-americano se destacou pela manutenção de um programa ambicioso de reformas de livre mercado, iniciado em 2023.
Medidas como a eliminação de controles de preços, a drástica redução de gastos públicos e o corte de subsídios foram citadas como cruciais para a melhora. A The Economist ressalta que tais reformas são politicamente desafiadoras e historicamente difíceis de sustentar na Argentina.
Resultados Econômicos Impressionantes
Os dados apresentados pela revista apontam para uma queda significativa da inflação, que teria recuado de 211% em 2023 para cerca de 30% neste ano. A taxa de pobreza também apresentou uma redução expressiva de 21 pontos percentuais. Além disso, o controle do orçamento, a aproximação do peso a um câmbio mais flutuante e a remoção da maioria dos controles de capital foram destacados como avanços importantes.
Apesar do otimismo, a publicação pondera que riscos persistem, incluindo a possibilidade de retorno do peronismo e críticas ao estilo de Milei. Contudo, a revista sugere que a continuidade das reformas pode alterar a trajetória do país de forma duradoura e servir de modelo para outras nações.
Síria: Um Novo Capítulo Pós-Regime
A Síria também foi agraciada com o título, em reconhecimento a uma ‘melhora política significativa’. A queda do regime de Bashar al-Assad é vista como um ponto de virada crucial. A transição, coordenada por Ahmed al-Sharaa, surpreendeu analistas ao evitar tanto o colapso institucional quanto a imposição de uma teocracia islamista.
Sinais de Recuperação e Segurança
A revista britânica aponta que a “nova Síria” tem mantido liberdades sociais básicas, permitido atividades culturais e estabelecido relações mais construtivas com os Estados Unidos e países do Golfo. O afrouxamento das sanções ocidentais também contribuiu para sinais de recuperação econômica e o retorno de cerca de três milhões de sírios ao país.
Apesar de reconhecer os desafios remanescentes, como massacres e fragilidade institucional, a The Economist conclui que a Síria atual é mais segura e menos marcada pelo medo em comparação ao ano anterior, justificando sua inclusão como país do ano.















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