Putin descarta novas invasões com condição de respeito
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou nesta sexta-feira (19) que as alegações de que o Kremlin planeja expandir suas ações militares para além da Ucrânia são “bobagem”. No entanto, ele ressaltou que a ausência de novas invasões em outros países europeus dependerá do tratamento que a Rússia receber, enfatizando a necessidade de respeito aos seus interesses.
Durante um evento televisionado em Moscou, com duração superior a quatro horas, Putin respondeu a questionamentos de público e imprensa. “Não haverá operações se vocês nos tratarem com respeito, se respeitarem nossos interesses, assim como sempre tentamos respeitar os seus”, afirmou o líder russo em resposta a uma pergunta de um jornalista da BBC.
Rússia exige respeito e fim de “enganos” com expansão da Otan
O termo “operação militar especial” é utilizado por Putin para descrever a guerra em curso na Ucrânia, iniciada com a invasão russa em fevereiro de 2022. Ele adicionou outra condição para evitar novas ofensivas contra vizinhos: “Se vocês não nos enganarem como nos enganaram com a expansão da Otan para o leste”.
Antes do início do conflito na Ucrânia, a Rússia vinha demandando que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) retornasse à sua configuração de antes de 1997, período em que diversos países do antigo Bloco de Leste ainda não haviam aderido à aliança militar, incluindo os Estados Bálticos, Polônia, Hungria e Romênia.
Putin se diz “pronto” para cessar-fogo, mas impõe entraves
Em relação às negociações para um cessar-fogo na Ucrânia, Putin declarou estar “pronto e disposto” a encerrar o conflito de forma “pacífica”. Contudo, observadores apontam que o Kremlin tem consistentemente criado obstáculos nas conversas que visam pôr fim à guerra.
Contexto: UE aprova empréstimo à Ucrânia, mas debate ativos russos
As declarações de Putin ocorreram em um momento em que líderes da União Europeia chegaram a um acordo para emprestar 90 bilhões de euros à Ucrânia até 2027. No entanto, não houve consenso sobre a utilização de ativos russos bloqueados para auxiliar o país invadido.















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