Ofensiva americana mira principal fonte de receita de Maduro
Os Estados Unidos têm intensificado as ações de interceptação de navios petroleiros em águas internacionais próximas à costa da Venezuela. A mais recente operação ocorreu neste domingo (21), com a apreensão do petroleiro Bella 1, de bandeira panamenha, que se dirigia a terminais venezuelanos para carregamento. Esta é a terceira embarcação apreendida em pouco mais de 10 dias, marcando uma escalada na estratégia americana de asfixia econômica contra o governo de Nicolás Maduro.
Disputa geopolítica em torno da maior reserva de petróleo do mundo
Por trás dessa ofensiva, reside uma disputa geopolítica centrada na Venezuela, país que detém a maior reserva de petróleo do mundo, com cerca de 303 bilhões de barris comprovados, segundo a Energy Information Administration (EIA). Essa vasta riqueza, no entanto, enfrenta desafios de extração devido à necessidade de alta tecnologia e investimentos significativos, recursos escassos no país devido à infraestrutura deteriorada e sanções internacionais.
Interesses estratégicos dos EUA e o mercado de petróleo
A ação do governo americano cumpre um duplo objetivo: estrangular a principal fonte de receita do governo de Maduro e atender a interesses domésticos. O petróleo pesado venezuelano é tecnicamente ideal para o processamento em refinarias americanas, especialmente na Costa do Golfo. Desde 2019, o comércio venezuelano tem dependido de uma “frota fantasma” para ocultar rotas e evitar punições, mas o bloqueio atual já causa gargalos logísticos, com o país enfrentando dificuldades para armazenar a produção acumulada.
Impacto no mercado global e ampliação da operação militar
A China é a maior compradora da commodity venezuelana, absorvendo cerca de 4% de suas importações totais. Analistas alertam que a manutenção do bloqueio americano pode retirar quase um milhão de barris por dia do mercado global, pressionando os preços internacionais para cima. Paralelamente, o cerco aos petroleiros ocorre em meio a uma operação militar mais ampla ordenada por Trump no Caribe e no Pacífico, com a justificativa de combater o contrabando de drogas. Declarações recentes indicam a intenção de continuar a ofensiva até que o líder venezuelano ceda à pressão americana.















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