Rússia ratifica apoio a Maduro
O governo da Venezuela, liderado por Nicolás Maduro, informou nesta segunda-feira (22) que a Rússia ofereceu “toda sua cooperação” e apoio contra o bloqueio de navios imposto pelos Estados Unidos. A declaração foi feita pelo chanceler venezuelano, Yván Gil, em meio a uma escalada de tensões no Mar do Caribe, onde os EUA mantêm um destacamento militar e já confiscaram dois petroleiros.
Em comunicado divulgado em seu canal no Telegram, Gil detalhou uma conversa telefônica com seu homólogo russo, Sergey Lavrov. Na ocasião, ambos discutiram o que o chanceler venezuelano classificou como “agressões” e “violações” ao direito internacional. Gil referiu-se a ataques contra embarcações, que ele qualificou como “execuções extrajudiciais” no Caribe, e aos “atos ilícitos de pirataria” atribuídos aos Estados Unidos.
Lavrov expressa solidariedade e respaldo
Segundo o chanceler venezuelano, Lavrov teria expressado “de maneira firme a solidariedade da Rússia com o povo da Venezuela e com o presidente Nicolás Maduro Moros, e ratificou seu pleno respaldo diante das hostilidades contra nosso país”. Gil antecipou que a Rússia manifestará seu “total apoio” à Venezuela durante uma reunião do Conselho de Segurança da ONU prevista para a próxima terça-feira.
Irã também oferece cooperação à Venezuela
Esta não é a primeira oferta de apoio internacional recebida pela Venezuela recentemente. No último sábado, Yván Gil também anunciou ter recebido do Irã uma proposta de cooperação “em todos os âmbitos” para combater o que Caracas descreve como “pirataria e o terrorismo internacional” dos Estados Unidos. Gil relatou ter conversado com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, para analisar “os recentes acontecimentos no Caribe, especialmente as ameaças, atos de pirataria dos Estados Unidos e o roubo de navios carregados com petróleo venezuelano”.
EUA intensificam pressão sobre regime de Maduro
As declarações ocorrem em um contexto de crescente pressão dos Estados Unidos sobre o governo de Maduro. No último domingo, a imprensa americana noticiou uma operação para interceptar um terceiro petroleiro no Mar do Caribe, próximo à costa venezuelana. No dia anterior, Washington apreendeu um navio de bandeira panamenha que, segundo os EUA, traficava petróleo sob sanções, parte da chamada “frota fantasma” venezuelana. Esta é a terceira tentativa de interceptação de um navio-tanque em um curto período, sinalizando um endurecimento das ações americanas para cortar o fluxo de petróleo da Venezuela.
No dia 10 de abril, os Estados Unidos já haviam apreendido o navio Skipper e confiscado o petróleo que ele transportava. Dias depois, o presidente Donald Trump ordenou um bloqueio total à entrada e saída do país de navios petroleiros sancionados pelos EUA, em uma estratégia para pressionar Maduro, a quem Washington acusa de liderar uma rede de tráfico de drogas.















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