Tensões aumentam no Conselho de Segurança da ONU
O embaixador da Venezuela na Organização das Nações Unidas (ONU), Samuel Moncada, acusou os Estados Unidos de submeterem Caracas à “maior extorsão” de sua história. A declaração foi feita durante uma reunião do Conselho de Segurança, onde Moncada condenou o bloqueio imposto por Washington aos navios petroleiros venezuelanos, que ocorre em meio a uma ofensiva militar americana no Caribe. Segundo o representante venezuelano, as ações dos EUA “exigem” que o povo da Venezuela “abandone o país e o entregue”.
Rússia e China criticam “comportamento de caubói” dos EUA
Os embaixadores da Rússia, Vassily Nebenzia, e da China, Sun Lei, expressaram forte crítica à pressão militar e econômica exercida pelos Estados Unidos sobre a Venezuela. Ambos qualificaram as ações americanas como um “comportamento de caubói” e “intimidação”. Nebenzia classificou o bloqueio naval como “uma agressão flagrante” e ressaltou que os atos dos EUA violam todas as normas fundamentais do direito internacional, atribuindo a Washington a responsabilidade pelas “consequências catastróficas” dessa postura. A reunião de emergência foi solicitada pela Venezuela, com apoio principal da Rússia e da China.
China defende soberania e opõe-se ao unilateralismo
O representante chinês, Sun Lei, declarou que a China se opõe a todos os atos de unilateralismo e intimidação, e manifestou apoio a todos os países na defesa de sua soberania e dignidade nacional. A declaração reforça a posição de Pequim contra as sanções e ações unilaterais impostas pelos Estados Unidos a outras nações.
EUA reiteram acusações e mantêm bloqueio naval
Em resposta às acusações, o embaixador americano, Mike Waltz, afirmou que os Estados Unidos farão tudo ao seu alcance para proteger o hemisfério, suas fronteiras e o povo americano. Ele reiterou as acusações do presidente Donald Trump de que o líder venezuelano, Nicolás Maduro, é um fugitivo procurado pelas autoridades americanas e chefe do suposto “Cartel de los Soles”. A Casa Branca recentemente aumentou a recompensa por informações que levem à prisão de Maduro para US$ 50 milhões (aproximadamente R$ 278 milhões). Especialistas apontam que o cartel mencionado funciona mais como uma rede de corrupção do que como uma organização de tráfico de drogas.















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