A inteligência artificial (IA) deixou de ser uma promessa futurista para se consolidar como um pilar essencial nas estratégias corporativas globais. Impulsionada pela ascensão da IA generativa e pela crescente demanda dos colaboradores por maior produtividade, a tecnologia está moldando a forma como as empresas inovam e operam. Este cenário foi o foco de um recente debate no Podcast Canaltech, que contou com a participação de Jaqueline Ariane, especialista em IA na IBM, para analisar um estudo global sobre a aplicação da tecnologia no mercado.
Adoção Multimodelo e o Poder do Código Aberto
Segundo Jaqueline Ariane, a busca por inovação acelerada tem levado as organizações a adotar modelos de código aberto (open source). Essa abordagem permite que as empresas não fiquem reféns de um único provedor, optando por uma estratégia ‘multimodelo’. Soluções como Llama e Mixtral são integradas e customizadas conforme as necessidades específicas de cada caso de uso. ‘As empresas não vão adotar um único provedor (…) essa tecnologia avança todos os dias. Uma hora sai um novo modelo, a gente usa’, ressaltou a especialista, destacando a dinamicidade do setor.
Obstáculos no Caminho da Transformação
Apesar do entusiasmo com o potencial da IA, a especialista da IBM aponta que a qualidade dos dados permanece como um dos principais entraves, especialmente no Brasil. Projetos promissores em fases de prova de conceito frequentemente falham na produção devido à falta de unificação e organização das informações dos clientes. Outros desafios críticos incluem a definição clara do retorno sobre o investimento (ROI) e a implementação de uma governança robusta para mitigar riscos de imagem e as chamadas ‘alucinações’ dos modelos de IA, que podem gerar informações imprecisas.
Redefinindo o Mercado de Trabalho com IA
O impacto da IA no mercado de trabalho é notável, com o surgimento de novas funções, como o ‘engenheiro de prompt’, e a valorização de habilidades de comunicação e pensamento crítico. Jaqueline Ariane compartilhou exemplos internos da IBM, onde a automação de processos, especialmente no setor de Recursos Humanos, resultou em uma economia de 40% no orçamento operacional. Essa otimização libera equipes para tarefas mais estratégicas e criativas.
O Futuro Orquestrado da Inteligência Artificial
Para os próximos anos, a perspectiva até 2026 é a orquestração de agentes de IA especializados, que atuarão em diferentes departamentos, como suprimentos e tecnologia, de forma autônoma e integrada. Essa visão aponta para um futuro onde a IA não apenas assiste, mas assume papéis proativos na gestão e otimização de processos corporativos. Para aprofundar-se em como o Brasil pode se destacar globalmente com a criatividade em IA, o episódio completo do Podcast Canaltech oferece análises detalhadas.















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