Kast vence e Direita volta ao poder no Chile
Confirmando as projeções das pesquisas, o candidato de direita José Antonio Kast, do Partido Republicano, foi eleito presidente do Chile neste domingo (17). Ele obteve uma vitória expressiva no segundo turno, superando a candidata governista Jeannete Jara, do Partido Comunista, com uma margem de quase 20 pontos percentuais. Com mais de 95% das urnas apuradas, Kast somou 58,17% dos votos, enquanto Jara alcançou 41,84%.
Promessas e agradecimentos do eleito
Em seu discurso após a vitória, o presidente eleito agradeceu a Deus e pediu “força e temperança”, reiterando seu compromisso de “restabelecer o respeito à lei no país”. Kast, durante sua campanha, defendeu a redução da intervenção do Estado na economia, um combate mais rigoroso ao crime e um controle mais estrito das fronteiras para conter a imigração ilegal.
Reconhecimento da derrota e parabéns
A governista Jeannete Jara reconheceu a derrota e telefonou para Kast para parabenizá-lo. “A democracia falou forte e claro. Acabo de conversar com o presidente eleito, a quem desejei sucesso, pelo bem do Chile”, declarou Jara em sua conta na plataforma X. Em sua campanha, Jara apresentou um discurso socialista, com foco em “colocar o bem-estar do povo no centro, e não os lucros de poucos”.
Vitória de Kast reforça tendência regional de Direita
A eleição de José Antonio Kast é vista como um reforço para a consolidação de uma guinada política à direita na América do Sul. O presidente da Argentina, Javier Milei, celebrou a vitória de Kast, classificando-a como “esmagadora” e um “passo para nossa região em defesa da vida, da liberdade e da propriedade privada”. O presidente do Equador, Daniel Noboa, também felicitou Kast, afirmando que a eleição “abre uma nova etapa para o Chile e para a região”.
Essa tendência de realinhamento político na América do Sul já havia sido observada com a ascensão de Javier Milei na Argentina e de Rodrigo Paz na Bolívia, que encerrou quase duas décadas de governos do Movimento ao Socialismo (MAS). Há dois anos, o cenário regional era diferente, com uma maioria de presidentes de esquerda. Atualmente, o equilíbrio de forças entre governos de esquerda e direita se mostra mais equilibrado, com a pressão sobre o governo de Nicolás Maduro na Venezuela adicionando uma dinâmica adicional ao cenário político sul-americano.















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