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Chile: Kast e Jara votam em segundo turno com promessas de união e destaque para trabalho e segurança

Chile: Kast e Jara votam em segundo turno com promessas de união e destaque para trabalho e segurança

Candidatos votam em dia decisivo para o Chile

Os dois candidatos que disputam o segundo turno da eleição presidencial chilena, José Antonio Kast e Jeannette Jara, já exerceram seu direito ao voto neste domingo (19). Kast, do Partido Republicano, votou na capital, Santiago, enquanto Jara, representando o Partido Comunista, depositou seu voto no município de Conchalí.

Kast prega união e foca em segurança e migração

Após votar, José Antonio Kast, que lidera as pesquisas de intenção de voto, fez um discurso de conciliação. “Quem quer que vença, seja Jeannette Jara ou eu, terá de ser presidente de todos os chilenos, independentemente de as pessoas terem votado em mim ou nela”, declarou aos jornalistas. Kast, cujo discurso de campanha se concentrou em temas como segurança e migração, áreas de grande preocupação para os chilenos, busca consolidar uma possível vitória.

Jara se distancia do governo e ressalta conquistas ministeriais

Jeannette Jara, que atuou como ministra do Trabalho no governo do atual presidente Gabriel Boric, buscou se desvincular da gestão atual, que tem enfrentado baixos índices de aprovação. Ela enfatizou que seu desempenho deve ser avaliado individualmente. “O que posso contar é o que fiz como ministra. Não só avancei na redução da jornada de trabalho para 40 horas, no aumento histórico do salário mínimo e na reforma previdenciária, como também na Lei Karin”, afirmou, referindo-se à legislação que homenageia uma vítima de assédio no trabalho.

Pesquisas indicam vantagem para Kast, mas incertezas permanecem

As projeções indicam uma vantagem para José Antonio Kast, que recebeu apoio de figuras como o libertário Johannes Kaiser e a ex-prefeita Evelyn Matthei, somando mais de 50% das intenções de voto após o primeiro turno. Jeannette Jara, que liderou o primeiro turno, enfrenta o desafio de expandir sua base eleitoral. Uma das incógnitas desta eleição, a primeira com voto obrigatório para mais de 15 milhões de chilenos, é a porcentagem de votos em branco e nulos, especialmente após o candidato populista Franco Parisi, que obteve cerca de 20% dos votos no primeiro turno, recomendar o voto em branco.

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