O advogado israelense de direitos humanos Arsen Ostrovsky, que sobreviveu ao ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, foi ferido em um atentado ocorrido neste domingo (14) na praia de Bondi, em Sydney, Austrália. O ataque, que visou a comunidade judaica durante a celebração do Chanucá, deixou pelo menos 15 mortos e mais de 40 feridos, de acordo com as autoridades locais.
Ostrovsky estava no evento com sua esposa e filhos quando dois homens armados abriram fogo contra a multidão. Ele foi atingido de raspão na cabeça e levado a um hospital. Médicos descreveram sua sobrevivência como um “milagre”.
O momento mais aterrorizante para Ostrovsky foi a separação de sua família durante o caos. “Fui atingido quando corri na direção deles. Graças a Deus, conseguiram sair ilesos”, relatou ele ao The Jerusalem Post. O advogado descreveu a cena como um “banho de sangue”, com feridos de todas as idades espalhados pelo local.
Curiosamente, duas semanas antes do atentado em Sydney, Ostrovsky já havia alertado publicamente sobre o aumento do antissemitismo na Austrália. Ele mencionou episódios de pichações e o uso de pontos turísticos para intimidar a comunidade judaica, conforme noticiado pela imprensa israelense.
Dados do Executive Council of Australian Jewry (ECAJ) indicam um aumento recorde de incidentes antissemitas na Austrália desde o início da guerra em Gaza, com mais de 1.600 ocorrências registradas no último ano. O chefe da agência de inteligência australiana (ASIO), Mike Burgess, já havia classificado o antissemitismo como a principal ameaça à segurança no país.
Para Arsen Ostrovsky, a vivência de sobreviver a dois ataques terroristas em contextos tão distintos reforça seu alerta sobre o alcance global do ódio antissemita. “Nunca imaginei ver algo assim na Austrália”, declarou à imprensa, expressando surpresa e preocupação com a situação.