Ataque Choca Austrália em Dia de Celebração Judaica
A Praia de Bondi, um dos cartões postais de Sydney, foi palco de um trágico atentado terrorista na tarde de domingo (14), quando um tiroteio chocou a comunidade local e o mundo. O ataque, ocorrido no primeiro dia da festa judaica de Hanukkah, resultou na morte de 15 pessoas, incluindo um dos atiradores, e deixou pelo menos 40 feridos, muitos em estado grave. As autoridades australianas, em coletiva de imprensa, classificaram o incidente como um ato de antissemitismo, com fortes indícios de motivação terrorista.
Suspeitos Identificados: Pai e Filho Autores do Massacre
A polícia divulgou que os responsáveis pelo ataque são pai e filho. O pai, um homem de 50 anos com licença para portar armas, foi morto em confronto com as forças de segurança. Seu filho, de 24 anos, foi detido com ferimentos graves, mas sua condição é estável. A investigação também levou à prisão de um homem e uma mulher em um subúrbio de Sydney, suspeitos de terem ligações com o ataque. Dispositivos explosivos improvisados foram encontrados em um veículo associado a um dos atiradores e foram desativados pela brigada anti-bombas.
Vítimas e Heróis em Meio ao Caos
Entre as vítimas fatais está o rabino Eli Schlanger, de 58 anos, uma figura conhecida na comunidade judaica de Bondi e um dos organizadores das celebrações de Hanukkah. As vítimas tinham idades entre 10 e 87 anos, com a mais jovem, uma menina, falecendo no hospital. Em meio ao pânico, um homem identificado como Ahmed el Ahmed, de 43 anos, é celebrado como herói por ter confrontado um dos atiradores, desarmando-o e possivelmente salvando mais vidas. Ele foi ferido no braço e na mão durante a ação.
Condenações Internacionais e Alerta sobre Antissemitismo
O ataque gerou fortes reações de líderes mundiais. O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, condenou o ato como um “perverso antissemitismo” e um ataque direto à comunidade judaica. O presidente de Israel, Isaac Herzog, pediu que a Austrália combata a crescente onda de antissemitismo, enquanto o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reiterou que a intolerância não tem lugar no mundo. O governo australiano já vinha monitorando um aumento na violência contra a comunidade judaica desde o início das operações militares em Gaza, em outubro de 2023.















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