Brasil se distancia de outros países sul-americanos em relação à Venezuela
Argentina, Paraguai, Panamá, Bolívia, Equador e Peru divulgaram um comunicado conjunto neste sábado (20) expressando profunda preocupação com a crise na Venezuela. O documento pede o restabelecimento da ordem democrática e a libertação de todos os presos políticos no país. O governo brasileiro, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, optou por não assinar a declaração.
Críticas ao regime de Maduro e falta de consenso no Mercosul
O comunicado dos seis países exorta as autoridades venezuelanas a cumprirem padrões internacionais de direitos humanos, garantirem o devido processo legal e libertarem imediatamente cidadãos presos de forma arbitrária. A Gazeta do Povo buscou contato com o Itamaraty para entender os motivos da não assinatura do Brasil, mas não obteve resposta até o momento da publicação. A situação da Venezuela foi discutida durante a cúpula do Mercosul, mas não entrou na declaração final do bloco devido à falta de consenso.
Divergências sobre a abordagem à Venezuela
Fontes indicam que o Brasil defendia que qualquer menção à Venezuela incluísse críticas aos Estados Unidos, tanto em relação ao seu movimento militar na região quanto às sanções unilaterais. Essa posição não foi aceita pelos demais membros do Mercosul. Diante do impasse, Argentina, Paraguai, Panamá, Bolívia, Equador e Peru decidiram emitir o comunicado separado. Uruguai e Chile também não aderiram ao texto.
Posições distintas entre Lula e Milei na cúpula
As divergências ficaram evidentes nos discursos dos chefes de Estado. O presidente argentino, Javier Milei, defendeu publicamente a pressão dos EUA sobre o regime de Maduro e instou os países do Mercosul a adotarem uma postura mais dura. Em contrapartida, o presidente Lula classificou uma eventual intervenção militar na Venezuela como uma “catástrofe” para a América do Sul e defendeu uma “saída diplomática” para a crise.















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