Juara 77

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Venezuela Anuncia Desbloqueio de Ativos nos EUA Após Diálogos com Governo Trump

Venezuela Anuncia Desbloqueio de Ativos nos EUA Após Diálogos com Governo Trump

Ativos Liberados para Investimento

A Venezuela anunciou nesta terça-feira (27) o desbloqueio de ativos no exterior, incluindo nos Estados Unidos, como resultado de diálogos estabelecidos com o governo do presidente americano Donald Trump. A informação foi divulgada pela vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, em pronunciamento transmitido pela emissora estatal VTV.

Segundo Rodríguez, foram estabelecidos “canais de comunicação de respeito e de cortesia” com Trump e o secretário de Estado dos EUA. Ela detalhou que, no âmbito de uma agenda de trabalho conjunta, recursos pertencentes ao povo venezuelano foram liberados. Esses fundos, conforme a vice-presidente, permitirão investimentos significativos em equipamentos para hospitais, além de melhorias no sistema de energia elétrica e na indústria de gás do país.

Contexto e Declarações Recentes

O anúncio surge em um momento de retórica acirrada entre Caracas e Washington. Nos dias anteriores, Rodríguez havia elevado o tom contra os Estados Unidos, afirmando que o povo venezuelano “não aceita ordens de nenhum fator externo” e que as decisões do país são tomadas por seu próprio governo. Ela também declarou que “já basta de ordens de Washington sobre políticos na Venezuela” e defendeu que as divergências internas sejam resolvidas pela política venezuelana, sem a interferência de potências estrangeiras.

Diálogo Diplomático como Caminho

Apesar das declarações mais combativas, Rodríguez defendeu a necessidade de um “diálogo diplomático para dirimir as controvérsias”. Ela reiterou a proposta de que as diferenças entre os dois países sejam resolvidas através da conversa política entre as autoridades venezuelanas e americanas, desde 3 de janeiro deste ano.

Posição de Trump e Impacto nas Sanções

O governo de Donald Trump ainda não se pronunciou oficialmente sobre o desbloqueio dos ativos. Anteriormente, Trump chegou a afirmar ter uma “relação muito boa” com o regime chavista e expressou receio de que a queda abrupta do governo venezuelano pudesse transformar o país em um foco de terrorismo, semelhante ao Iraque após a queda de Saddam Hussein. O regime venezuelano tem denunciado o bloqueio de bilhões de dólares, ouro e outros ativos no exterior devido a sanções internacionais, especialmente as impostas pelos Estados Unidos.

Trump Afasta Comandante da Patrulha de Fronteira Após Morte de Enfermeiro em Minnesota

Trump Afasta Comandante da Patrulha de Fronteira Após Morte de Enfermeiro em Minnesota

Revista Aponta Afastamento de Comandante da Patrulha de Fronteira

O presidente Donald Trump teria decidido afastar Gregory Bovino, comandante geral da Patrulha de Fronteira, de suas funções em Minneapolis. A decisão ocorreria após a morte de um enfermeiro por agentes da Imigração e Alfândega (ICE) durante protestos contra operações de imigração ilegal no estado de Minnesota. Segundo informações da revista The Atlantic, que cita um funcionário do Departamento de Segurança Interna (DHS) e outras duas fontes, Bovino retornaria ao seu posto anterior em El Centro, Califórnia, onde estaria próximo da aposentadoria.

DHS Nega Exoneração e Elogia Comandante

Em contrapartida às informações da revista, Tricia McLaughlin, secretária-adjunta do DHS, utilizou o X (antigo Twitter) para negar que Bovino seria “exonerado de suas funções”. McLaughlin afirmou que ele “é uma peça fundamental da equipe do presidente e um grande americano”, buscando desmentir os rumores sobre o afastamento.

Mortes em Protestos Geram Investigações e Acusações

O incidente que teria motivado o afastamento ocorreu no último sábado (24), quando o enfermeiro Alex Pretti, de 37 anos, foi morto por agentes da Patrulha de Fronteira sob o comando de Bovino. Este caso está sob investigação. Anteriormente, no dia 7 do mesmo mês, Renée Good, outra manifestante, foi baleada e morta por um agente do ICE. A gestão Trump classificou Pretti e Good como “terroristas domésticos” e alegou que os agentes agiram em autodefesa, afirmando que o enfermeiro portava uma arma e a mulher tentou atropelá-los. Defensores dos manifestantes, no entanto, sustentam que Pretti segurava um celular e que Good apenas tentava se afastar, acusando os agentes de abuso.

Tom Homan Encarregado de Operações em Minnesota

O presidente Trump havia anunciado anteriormente que Tom Homan, seu “czar das fronteiras”, seria enviado a Minnesota para supervisionar a situação. Após culpar os democratas, que administram o estado e Minneapolis, pela violência nos protestos, Trump publicou mensagens mais conciliadoras na Truth Social após conversar com o prefeito Jacob Frey e o governador Tim Walz. Trump informou que Homan se reunirá com Frey para dar continuidade às discussões e que tanto ele quanto Walz demonstraram “estar em sintonia”. O prefeito Frey confirmou que alguns agentes federais começarão a se retirar da área, e que ele continuará pressionando pela retirada dos demais envolvidos na operação.

Papa Leão XIV Retoma Tradições no Vaticano e Critica Suicídio Assistido em Illinois

Papa Leão XIV Retoma Tradições no Vaticano e Critica Suicídio Assistido em Illinois

Natal com Paz e Tradição

O Papa Leão XIV, em seu primeiro Natal como líder da Igreja Católica, preparou uma agenda especial para as celebrações no Vaticano, sob o tema “O Natal do Senhor é o Natal da Paz”. A ocasião será marcada por fortes mensagens diplomáticas e pela volta de ritos que haviam sido deixados de lado nas últimas décadas, visando resgatar tradições importantes para os fiéis.

Apelo por Paz e Crítica ao Suicídio Assistido

Nas vésperas do Natal, Leão XIV expressou profunda tristeza com a continuidade dos conflitos internacionais, especialmente com a recusa russa a um cessar-fogo temporário na Ucrânia. O pontífice renovou seu apelo por pelo menos 24 horas de paz entre todas as nações. Em um pronunciamento que gerou grande repercussão, o primeiro papa americano da história manifestou sua “profunda decepção” com a recente aprovação da lei que autoriza o suicídio assistido no estado de Illinois, nos Estados Unidos. Segundo Leão XIV, tal medida vai contra o princípio fundamental da sacralidade da vida humana, “do início ao fim”.

Mudanças na Programação das Missas

A Missa do Galo, um dos momentos centrais das celebrações natalinas, foi antecipada para às 22h no horário local (18h em Brasília), retornando ao horário tradicional após ter sido modificada durante o pontificado de Francisco. A principal novidade, no entanto, é o retorno da Missa do dia de Natal, no dia 25 de dezembro, às 10h locais (6h no Brasil). Este rito não era presidido por um papa desde 1994, no pontificado de São João Paulo II, marcando um significativo resgate litúrgico.

Transmissão no Brasil

No Brasil, a Missa do Galo poderá ser acompanhada ao vivo através do canal Vatican News no YouTube. A TV Globo, por sua vez, manterá a tradição de exibir a celebração gravada à meia-noite, oferecendo diferentes opções para os fiéis brasileiros acompanharem os ritos papais.

Natal: como diferentes culturas celebram o nascimento de Jesus

Natal: como diferentes culturas celebram o nascimento de Jesus

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"subtitle": "Descubra as ricas tradições natalinas em diferentes países, que, apesar das particularidades, mantêm a essência da fé cristã e a união familiar.",
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<h3>A Essência Universal do Natal</h3>
<p>O Natal, data que celebra o nascimento de Jesus Cristo, transcende fronteiras e se manifesta de maneiras únicas em cada cultura. Embora a mensagem central de fé e esperança seja a mesma, os costumes, rituais e símbolos variam enormemente, refletindo a história, o clima e as particularidades de cada sociedade. Essa diversidade enriquece a compreensão da fé cristã e demonstra como ela se adapta e se enraíza em diferentes partes do globo.</p>

<h3>Tradições que Moldam a Celebração</h3>
<p>Em muitos países cristãos, o dia 25 de dezembro é marcado por três pilares: o culto religioso, a convivência familiar e os símbolos que remetem ao nascimento de Jesus. A Missa do Galo, por exemplo, é um ritual comum, embora apresente variações em horários e estilos. O clima, a herança cultural e influências locais moldam as celebrações, criando um mosaico de práticas natalinas.</p>

<h3>Um Panorama Global das Celebrações</h3>
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<li><strong>Estados Unidos:</strong> A fé se une à tradição doméstica com decorações exuberantes, presépios, coroas de Advento e a tradicional ceia com peru assado, reforçando a união familiar.</li>
<li><strong>México:</strong> A religiosidade popular se destaca nas 'Posadas', que encenam a peregrinação de Maria e José, e na Missa do Galo seguida por ceias com tamales e bacalhau, simbolizando partilha e comunidade.</li>
<li><strong>Canadá e Islândia:</strong> Em meio ao inverno rigoroso, as celebrações são mais íntimas e espirituais. No Canadá, há influências britânicas, francesas e indígenas. Na Islândia, a troca de livros incentiva a reflexão e o silêncio.</li>
<li><strong>Singapura:</strong> Em um contexto multicultural, o Natal é celebrado com cultos e apresentações musicais, mantendo o foco religioso dentro das comunidades cristãs, mesmo com a marcante decoração em áreas comerciais.</li>
<li><strong>Austrália:</strong> Celebrado em pleno verão, o Natal australiano adapta as tradições, com missas ao ar livre e ceias mais leves, incluindo frutos do mar, e reuniões familiares em parques e praias.</li>
<li><strong>Suécia:</strong> Com forte tradição luterana, a celebração sueca valoriza a sobriedade, a luz como símbolo de Cristo, a leitura bíblica e cultos especiais, com uma ceia que inclui pratos locais como arenque e carne suína.</li>
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<h3>Fé, Cultura e Comunhão Universal</h3>
<p>As distintas tradições natalinas ao redor do mundo revelam a capacidade do cristianismo de dialogar com diversas realidades. Seja através de missas solenes, encenações bíblicas, ceias fartas ou momentos de recolhimento, o Natal reafirma sua essência: celebrar o nascimento de Jesus, fortalecer os laços familiares e renovar a esperança. Essas diferenças não diminuem, mas sim ampliam a beleza e o significado universal desta data, incentivando a reflexão sobre a própria cultura e a comunhão entre os povos.</p>
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Oposição Venezuelana Alerta para Risco de Execução de Presos Políticos por Regime de Maduro

Oposição Venezuelana Alerta para Risco de Execução de Presos Políticos por Regime de Maduro

Tensão Elevada na Venezuela

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, expressou nesta quarta-feira (24) profunda preocupação com a segurança de presos políticos detidos na penitenciária de El Rodeo, nas proximidades de Caracas. Machado denunciou que agentes ligados ao governo de Nicolás Maduro estariam ameaçando os detentos com execuções extrajudiciais, colocando suas vidas em perigo iminente.

Relatório de ONG Reforça Denúncia

As alegações de Machado foram corroboradas por um relatório divulgado pela ONG Observatório Venezuelano de Prisões. Segundo a organização de direitos humanos, guardas da prisão de El Rodeo teriam ameaçado utilizar os presos políticos como “escudos humanos” caso houvesse uma intervenção militar dos Estados Unidos no país. A situação se agrava em um contexto de crescente tensão regional.

Apelo por Reação Internacional

Em sua conta na rede social X, María Corina Machado responsabilizou diretamente o regime de Maduro por quaisquer danos físicos ou psicológicos que possam ocorrer com os prisioneiros. Ela fez um apelo urgente por uma resposta de organismos internacionais e solicitou que governos democráticos intensifiquem a pressão diplomática sobre Caracas para assegurar a integridade dos detidos. “Há vidas em risco agora”, enfatizou a opositora.

Contexto de Mobilização Militar Americana

O episódio ocorre em meio a um aumento das tensões na região, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenar uma mobilização militar no Caribe e no Pacífico. Essa operação resultou na destruição de mais de 30 embarcações associadas ao narcotráfico. O governo venezuelano reagiu à ação, classificando-a como uma “ameaça de invasão” e uma tentativa de desestabilizar o país.

China Acelera Influência na América Latina com Investimentos Estratégicos e Críticas Veladas aos EUA

China Acelera Influência na América Latina com Investimentos Estratégicos e Críticas Veladas aos EUA

Expansão Multissetorial

A China intensifica seus esforços para consolidar sua presença na América Latina, anunciando um ambicioso plano de expansão em diversas frentes. O governo chinês divulgou um documento oficial, conhecido como “Livro Branco”, que detalha as intenções de Pequim em aprofundar relações com os países latino-americanos e caribenhos. O plano abrange desde o aumento de investimentos em comércio e tecnologia até a participação em setores considerados estratégicos, como o militar, espacial e de inteligência artificial.

Críticas à Política Externa Americana

O documento chinês, embora sem citar diretamente os Estados Unidos, tece críticas a políticas de imposição unilateral de tarifas e outras medidas de “intimidação” voltadas para a região. Essa postura surge em um momento de crescente tensão geopolítica entre as duas potências globais, com os EUA recentemente definindo a América Latina como um foco central de sua política externa. Pequim busca fortalecer sua influência através de fóruns regionais como a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), evitando menções a instituições onde os EUA têm forte presença, como a Organização dos Estados Americanos (OEA).

Desdolarização e Novos Mecanismos de Financiamento

Um dos pontos centrais da nova estratégia chinesa é a promoção da desdolarização nas relações comerciais com a América Latina. O “Livro Branco” destaca o interesse de Pequim em incentivar transações em moedas locais, utilizando mecanismos como swaps e outras ferramentas financeiras para reduzir a dependência do dólar americano. Além disso, o documento menciona a criação de mecanismos de financiamento, como os “títulos panda”, destinados a custear projetos chineses na região.

Foco em Infraestrutura e Recursos Naturais

Os investimentos chineses na América Latina se concentrarão em áreas cruciais para o desenvolvimento e a economia regional. O plano estratégico chinês especifica o interesse em projetos de petróleo e gás, infraestrutura (incluindo energia elétrica e telecomunicações), a indústria manufatureira e o setor agrícola. Essa abordagem visa não apenas fortalecer os laços comerciais, mas também posicionar a China como um parceiro fundamental no desenvolvimento de longo prazo dos países latino-americanos.

EUA intensificam "quarentena" econômica na Venezuela e priorizam sanções em vez de ação militar imediata

EUA intensificam “quarentena” econômica na Venezuela e priorizam sanções em vez de ação militar imediata

Foco em “quarentena” do petróleo

A Casa Branca direcionou as forças militares dos Estados Unidos a concentrar seus esforços na manutenção de uma “quarentena” econômica sobre a Venezuela. A principal estratégia, segundo um funcionário do governo americano ouvido pela agência Reuters, é priorizar a pressão econômica através da aplicação rigorosa de sanções, em detrimento de uma ação militar direta no curto prazo. A ordem é para que as forças americanas se dediquem quase exclusivamente ao “cerco do petróleo venezuelano” pelos próximos dois meses.

Sanções como principal ferramenta

A diretriz do governo dos EUA visa aumentar a pressão sobre o regime do presidente Nicolás Maduro. O funcionário anônimo declarou que os esforços até o momento já exerceram uma “pressão tremenda” sobre Maduro e que a expectativa é que, até o final de janeiro, a Venezuela enfrente uma “calamidade econômica” caso não faça “concessões significativas” aos Estados Unidos. Em linha com essa estratégia, os EUA informaram ao Conselho de Segurança da ONU que imporão e farão cumprir sanções contra a Venezuela e Maduro “na máxima extensão permitida”.

Opções militares permanecem, mas em segundo plano

Embora a possibilidade de uma ação militar não tenha sido totalmente descartada, a ordem atual reduz a probabilidade de uma ofensiva terrestre imediata. O foco é, primeiramente, utilizar a pressão econômica como meio de alcançar os objetivos da Casa Branca. Essa abordagem difere das declarações mais incisivas do presidente Donald Trump, que reiteradamente mencionou a hipótese de intervenção militar.

Reforços e apreensões de petroleiros

Como parte da estratégia de cerco econômico, a Guarda Costeira dos Estados Unidos aguarda a chegada de reforços para tentar abordar e apreender um terceiro petroleiro ligado à Venezuela. A ação visa intensificar o isolamento econômico do país e pressionar ainda mais o governo de Maduro, que Trump aconselhou a renunciar ao cargo, alertando para “consequências” caso contrário.

Onda Conservadora na América Latina: Brasil Pode Seguir Tendência Puxada pela Segurança e Frustração

Onda Conservadora na América Latina: Brasil Pode Seguir Tendência Puxada pela Segurança e Frustração

Onda Conservadora na América Latina: Brasil Pode Seguir Tendência Puxada pela Segurança e Frustração

Eleições recentes no Chile e Argentina, aliadas à insatisfação popular com crime e economia, sinalizam possível virada à direita no Brasil em 2026.

A América Latina vive um momento de inflexão política, com a ascensão de forças de direita em diversos países, impulsionada pelo desgaste de governos de esquerda e pela crescente centralidade da pauta de segurança pública. Esse cenário, que já se manifesta em nações como Argentina e Chile, acende expectativas sobre um possível realinhamento ideológico no Brasil, especialmente com as eleições presidenciais de 2026 em vista.

Segurança Pública como Pilar do Avanço Conservador

Especialistas apontam que a busca por soluções eficazes contra a criminalidade organizada e a violência urbana tornou-se um fator decisivo para o eleitorado. Márcio Coimbra, diretor-geral do Instituto Monitor da Democracia, destaca que a segurança pública “tem forte capacidade de mobilização eleitoral” e já demonstrou seu potencial de impacto nas urnas brasileiras. A eleição de José Antonio Kast no Chile, que assume a presidência em março, sucedendo um governo de esquerda, reforça a tendência observada em outros países da região, como a Argentina sob Javier Milei e a Bolívia com Rodrigo Paz, que romperam com longas hegemonias de esquerda.

Frustração e Impaciência Aceleram Mudanças

Eduardo Galvão, diretor de relações públicas da consultoria Burson, ressalta que o voto na América Latina tem sido cada vez mais guiado pela frustração com a incapacidade dos governos em entregar resultados concretos em áreas sensíveis como inflação, crescimento econômico, segurança e serviços públicos. Em uma sociedade hiperconectada, a percepção de fracasso se intensifica rapidamente, tornando o pêndulo político mais instável. “A alternância passa a funcionar como punição, não como escolha programática”, explica Galvão. Essa dinâmica pode levar a ciclos eleitorais mais curtos e imprevisíveis.

Um Mapa Político em Contraste

Apesar da onda conservadora, o mapa político latino-americano ainda exibe contrastes. Enquanto países como Brasil, Uruguai e Colômbia migraram da direita para a esquerda nos últimos anos, o entorno demonstra um movimento inverso. Regimes de esquerda consolidados, como Venezuela, Cuba e Nicarágua, mantêm seus formatos autoritários, enfrentando condenações internacionais. Nesse contexto, os Estados Unidos intensificaram a pressão sobre o governo venezuelano de Nicolás Maduro, com sanções e reforço militar no Caribe, uma estratégia apoiada por líderes de direita regionais como Milei e Kast, evidenciando uma coordenação mais assertiva contra governos de esquerda.

O Brasil em 2026: Referendo Ideológico?

Para o Brasil, a expectativa é que a eleição de 2026 se configure menos como uma disputa convencional e mais como um referendo sobre os rumos ideológicos do país. A capacidade do governo em promover crescimento, gerar empregos e garantir previsibilidade econômica será crucial. Caso as frustrações sociais se acumulem, o Brasil pode reproduzir o padrão recente da América Latina, com alternâncias rápidas e um eleitorado cada vez mais volátil, inclinando-se para um caminho mais conservador e de direita, em sintonia com a tendência regional.

EUA prometem sanções máximas contra Maduro na ONU e acusam Venezuela de narcotráfico

EUA prometem sanções máximas contra Maduro na ONU e acusam Venezuela de narcotráfico

Tensão na ONU: EUA Ameaçam Maduro com Sanções Máximas

O Conselho de Segurança da ONU foi palco de um acirrado debate nesta terça-feira (23), com os Estados Unidos prometendo impor sanções em sua máxima extensão contra o regime de Nicolás Maduro. A reunião de emergência, solicitada pela Venezuela, girou em torno do bloqueio de navios petroleiros e de operações militares americanas no Caribe e no Pacífico, que Washington alega estarem ligadas ao narcotráfico e ao financiamento de cartéis.

Washington Acusa Maduro de Financiar Cartéis com Petróleo

O embaixador americano na ONU, Mike Waltz, declarou que os Estados Unidos irão “impor e fazer cumprir sanções na máxima extensão permitida para privar [o ditador Nicolás] Maduro dos recursos que ele utiliza para financiar o Cartel de Los Soles e o Tren de Aragua”, organizações designadas por Washington como terroristas estrangeiras. Segundo Waltz, isso inclui os lucros da venda de petróleo venezuelano, que, segundo ele, permitem a Maduro manter-se no poder e financiar suas “atividades narcoterroristas”. O representante americano reiterou que os EUA não reconhecem o regime chavista, afirmando que o povo venezuelano “merece algo melhor”.

Reino Unido e Rússia Apresentam Perspectivas Divergentes

O embaixador do Reino Unido, Archie Young, mencionou a fraude eleitoral de 2024 e as violações de direitos humanos na Venezuela, mas evitou endossar as ações americanas, afirmando que o Reino Unido continuará buscando uma “transição pacífica e negociada” no país. Em contrapartida, o enviado da Rússia, Vassily Nebenzia, classificou o bloqueio americano a petroleiros venezuelanos como “ilegal” e um “ato de agressão”, alertando que a ação dos EUA pode servir de precedente para futuros conflitos na América Latina.

Venezuela Denuncia Extorsão Internacional

O embaixador venezuelano na ONU, Samuel Moncada, acusou os Estados Unidos de praticarem a “maior extorsão” da história de seu país, agindo fora do direito internacional e exigindo que a Venezuela seja entregue. Ele retratou a situação como uma potência que busca controlar o país sul-americano.

Joia energética na Patagônia: Vaca Muerta impulsiona Argentina a recorde de petróleo e mira transformação econômica

Joia energética na Patagônia: Vaca Muerta impulsiona Argentina a recorde de petróleo e mira transformação econômica

Produção de Petróleo Atinge Novo Patamar Histórico

A Argentina alcançou um marco significativo em sua produção de petróleo bruto em outubro, registrando a marca de 859.500 barris por dia. Este feito não apenas supera o recorde anterior de 847.000 barris diários estabelecido em 1998, mas também solidifica o potencial energético do país.

Vaca Muerta: O Motor da Revolução Energética

O sucesso na produção está intrinsecamente ligado à colossal formação geológica Vaca Muerta, localizada na Patagônia. Considerada uma das maiores reservas não convencionais de gás e petróleo do mundo, Vaca Muerta é o segundo maior reservatório de gás de xisto e o quarto de petróleo não convencional globalmente. Sua área, que explora a bacia de Neuquén, demonstra um crescimento anual impressionante de 30% na produção não convencional, compensando o declínio de 7% observado em outras bacias convencionais. Atualmente, Vaca Muerta responde por 60% do abastecimento total do país, com mais de 515.000 barris diários, um salto expressivo em relação aos 280.000 barris diários de quatro anos atrás.

Argentina Torna-se Exportadora Líquida de Energia e Ganha Espaço Regional

Graças ao desempenho de Vaca Muerta, a Argentina conseguiu, pela primeira vez em 14 anos, exportar mais energia do que importou no último ano. Essa conquista é vista como um pilar fundamental nas estratégias do governo de Javier Milei para reverter o prolongado declínio econômico. Projeções indicam que a Argentina ultrapassará a Colômbia ainda este ano, tornando-se o terceiro maior produtor de petróleo bruto da América do Sul, atrás apenas da Venezuela e do Brasil. A revista The Economist estima que o setor de xisto possa gerar entre 250 mil e 500 mil empregos até o início da década de 2030.

Ambiente de Negócios Favorável e Cooperação Energética

Sob a gestão de Javier Milei, a região de Vaca Muerta tem recebido um impulso renovado através da flexibilização de controles cambiais, eliminação de barreiras regulatórias e concessão de incentivos fiscais de longo prazo. Um exemplo notável de cooperação energética foi o acordo firmado em novembro entre Argentina e Brasil, prevendo a importação brasileira de gás de Vaca Muerta. A expectativa é que o Brasil adquira até 30 milhões de metros cúbicos diários de gás argentino até 2030, conforme anunciado pelo Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.