Juara 77

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Brasil acusa EUA de violar Carta da ONU com mobilização militar e bloqueio naval perto da Venezuela

Brasil acusa EUA de violar Carta da ONU com mobilização militar e bloqueio naval perto da Venezuela

Brasil critica ações militares dos EUA no Caribe

O Brasil manifestou forte oposição à recente mobilização militar dos Estados Unidos no Caribe e ao bloqueio de petroleiros venezuelanos. Em pronunciamento no Conselho de Segurança da ONU, o embaixador brasileiro Sérgio Danese declarou que tais ações violam a Carta das Nações Unidas e devem cessar imediatamente.

Defesa da Carta da ONU e do multilateralismo

Danese ressaltou o compromisso histórico do Brasil com os princípios da ONU, o multilateralismo e a busca por soluções pacíficas para conflitos internacionais. Segundo o diplomata, o uso da força militar pela potência americana agrava tensões na região, dificultando o diálogo e a estabilidade.

Apelo por diálogo e região de paz

O representante brasileiro enfatizou o desejo de que a América Latina e o Caribe permaneçam como zonas de paz, livres de intervenções armadas estrangeiras. Danese fez um apelo direto para que Estados Unidos e Venezuela iniciem um diálogo genuíno, conduzido de boa-fé e sem coerção. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se colocou à disposição para colaborar, caso haja consentimento mútuo.

Posição dos Estados Unidos e tensões na região

Em contrapartida, o representante dos EUA, Mike Waltz, defendeu as ações, alegando que o petróleo venezuelano estaria sendo utilizado para sustentar atividades ligadas ao narcotráfico. Waltz afirmou que os EUA farão o possível para proteger o hemisfério e o povo americano. Recentemente, o governo americano anunciou um bloqueio total de navios petroleiros sancionados que se aproximam ou partem da Venezuela, além de ter apreendido petroleiros em águas internacionais próximas à costa venezuelana.

Flávio Bolsonaro se apresenta como 'mais centrado' e defende 'moderação' em legado familiar para

Flávio Bolsonaro se apresenta como ‘mais centrado’ e defende ‘moderação’ em legado familiar para 2026

Candidatura e estratégia para 2026

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) revelou em entrevista à imprensa internacional sua intenção de conduzir uma campanha presidencial em 2026 com um discurso focado em “moderar” o legado de sua família. Segundo o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, a estratégia inclui a promoção de um governo menor, com redução de impostos e um programa de privatizações. Flávio Bolsonaro se autodenominou um “Bolsonaro mais centrado” e “mais ponderado”, buscando distanciar-se de percepções de radicalismo.

Agenda internacional e possíveis alianças

O senador planeja viajar para o exterior em janeiro, com destinos que podem incluir Estados Unidos, Argentina, Chile, Israel, Europa e Oriente Médio. Durante essas viagens, Flávio Bolsonaro expressou o desejo de se encontrar com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pretende convidá-lo para sua eventual posse em janeiro de 2027, caso seja eleito.

Reações do mercado e propostas econômicas

O anúncio da candidatura de Flávio Bolsonaro gerou reações nos mercados financeiros, que apostavam em um nome considerado mais experiente, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para uma possível oposição ao atual governo. Apesar disso, o senador afirmou que manterá uma agenda pró-mercado, herdada do governo de seu pai. Suas propostas econômicas incluem cortes de impostos, modernização do Estado e privatizações para “dinamizar” a economia brasileira, com menção específica aos Correios. Além disso, indicou que seu governo avaliaria a alienação de ativos da Petrobras para otimizar as operações da estatal.

Visão de governo e legado familiar

Ao se apresentar como um candidato mais moderado, Flávio Bolsonaro busca equilibrar a imagem associada ao sobrenome com propostas que visam atrair um eleitorado mais amplo. A ênfase em um governo menor e em medidas de desburocratização e eficiência estatal sinaliza uma tentativa de construir uma plataforma que combine a base de apoio familiar com uma abordagem mais pragmática para a gestão pública e a economia.

DOJ refuta alegações contra Trump nos arquivos de Jeffrey Epstein, chamando as de 'falsas e sensacionalistas'

DOJ refuta alegações contra Trump nos arquivos de Jeffrey Epstein, chamando-as de ‘falsas e sensacionalistas’

Divulgação de Documentos

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) divulgou nesta terça-feira (23) cerca de 30 mil páginas adicionais de documentos sigilosos referentes ao financista Jeffrey Epstein. Em paralelo, a pasta afirmou categoricamente que as alegações contra o ex-presidente Donald Trump presentes nesses arquivos são “falsas e sensacionalistas”. A declaração veio como resposta a especulações que surgiram com a liberação dos documentos.

Alegações Contra Trump Desmentidas

“Alguns desses documentos contêm alegações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump, que foram submetidas ao FBI pouco antes da eleição de 2020”, declarou o DOJ em uma postagem na rede social X. A pasta reforçou que as alegações são “infundadas e falsas” e que, caso possuíssem qualquer credibilidade, “certamente já teriam sido usadas como arma contra o presidente Trump”. O Departamento de Justiça reiterou seu compromisso com a transparência, liberando os documentos com as proteções legais necessárias para as vítimas de Epstein.

Contexto da Divulgação

A liberação dos documentos atende a uma lei aprovada pelo Congresso americano e sancionada por Trump, que estipulava um prazo para a divulgação de todos os arquivos relacionados às acusações federais contra Epstein. O financista, que se matou em 2019 na prisão enquanto aguardava julgamento por um esquema de tráfico sexual, teve parte de seus documentos revelados na última sexta-feira (19). A promessa do DOJ era de publicar o restante nas semanas seguintes, o que gerou críticas da oposição democrata.

Detalhes nos Documentos Revelados

Entre as novas páginas liberadas, consta um e-mail de janeiro de 2020, onde um procurador assistente dos EUA relatou que Trump teria utilizado o jato particular de Epstein em pelo menos oito ocasiões entre 1993 e 1996. O e-mail também menciona que, em pelo menos quatro desses voos, Ghislaine Maxwell, ex-sócia e ex-namorada de Epstein e atualmente cumprindo pena por seu envolvimento no esquema, também estava presente. Outro documento, datado de 2019, traz uma carta de Epstein ao médico Larry Nassar, condenado por abuso de atletas, na qual o financista afirma que “nosso presidente também compartilha nosso amor por garotas jovens e atraentes”. Trump, assim como o ex-presidente Bill Clinton, sempre negou conhecimento ou participação no esquema de Epstein e nunca foi formalmente acusado por tais fatos. Clinton, que apareceu em fotos com Epstein e Maxwell nos arquivos divulgados anteriormente, solicitou na segunda-feira (22) a divulgação imediata de todos os documentos em que seu nome figura.

Emergência Econômica na Colômbia: Petro Decreta Medida por 30 Dias Após Rejeição de Reforma Tributária e Culpa Banco Central

Emergência Econômica na Colômbia: Petro Decreta Medida por 30 Dias Após Rejeição de Reforma Tributária e Culpa Banco Central

Governo Decreta Estado de Emergência

O governo da Colômbia declarou estado de emergência econômica por 30 dias, em uma medida anunciada na noite de segunda-feira (22). A decisão surge após o Congresso rejeitar, no último dia 9, um projeto de reforma tributária que visava arrecadar 16,3 trilhões de pesos (aproximadamente R$ 42 bilhões) para complementar o orçamento nacional de 2026. O Executivo justifica a medida como necessária para enfrentar a “incapacidade material e jurídica de garantir, de maneira contínua, oportuna e suficiente, o gozo efetivo de alguns direitos materiais e a prestação de serviços públicos essenciais”, diante de uma “situação fiscal que adquiriu caráter de gravidade”.

Reforma Tributária e Críticas ao Banco Central

Esta foi a terceira tentativa do governo do presidente Gustavo Petro de aprovar uma reforma tributária. Enquanto a primeira foi aprovada em 2022, logo após sua posse, outras duas foram rejeitadas pelo Congresso. Petro tem sido vocal em suas críticas ao Banco Central da Colômbia, alegando que o déficit nas finanças públicas do país se arrasta desde o governo de Juan Manuel Santos. Segundo o presidente, o Banco da República teria agido de forma a conter o crescimento econômico ao fixar a taxa de juros real acima da taxa de crescimento real da economia, o que ele considera uma “tese falsa sobre as causas da inflação”. Petro chegou a afirmar que o Banco da República “não se comportou como um banco central independente, mas como oposição”.

Oposição Reage e Alega Erros de Gestão

A oposição colombiana, por outro lado, atribui o agravamento do déficit fiscal ao “excesso de gastos” do governo Petro. Senadores da oposição já apresentaram uma ação de inconstitucionalidade contra o decreto que estabeleceu o estado de emergência econômica. A senadora María Fernanda Cabal criticou a medida, afirmando que a emergência “não pode ser usada para corrigir erros de planejamento ou para impor por decreto o que o Congresso rejeitou democraticamente”. Ela argumentou que o déficit fiscal e a rejeição de uma lei orçamentária não são eventos imprevistos, e que a Corte Constitucional deve atuar para proteger a separação de poderes e os cidadãos dos “bolsos saqueados pelo governo socialista de Petro”.

Implicações da Emergência Econômica

A declaração de emergência econômica confere ao Executivo a prerrogativa de estabelecer novos tributos ou modificar os existentes. A expectativa é que o governo utilize essa ferramenta para buscar novas fontes de receita e tentar estabilizar as contas públicas, em um cenário de crescente tensão política e econômica no país. A situação promete gerar debates acalorados entre o governo e a oposição, com a Corte Constitucional como um possível árbitro nas próximas semanas.

Documentos de Jeffrey Epstein citam 'grande grupo brasileiro' em anotações do FBI sobre tráfico sexual

Documentos de Jeffrey Epstein citam ‘grande grupo brasileiro’ em anotações do FBI sobre tráfico sexual

Anoteções Manuscritas Revelam Referência Misteriosa

Um dos documentos relacionados ao financista americano Jeffrey Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ), menciona um “grande grupo brasileiro”. A informação foi identificada em anotações manuscritas feitas pelo FBI em maio de 2019. O trecho, que aparece ao lado da frase “amigos dos amigos de”, está parcialmente encoberto, impedindo a identificação de quem seria a pessoa de referência.

Contexto Sugere Esquemas de Tráfico Sexual

A referência ao “grande grupo brasileiro” surge em um contexto que sugere ligações com esquemas de transporte de mulheres e menores de idade para fins de exploração sexual. Na mesma página dos documentos, há anotações sobre uma “dominicana de pele escura – parece amazônica” e sobre as preferências de Epstein, que “não queria garota espanhola ou de pele escura”.

Outras Menções ao Brasil nos Arquivos

Além da menção ao “grande grupo brasileiro”, outros documentos manuscritos divulgados também fazem referência ao Brasil. Um deles fala sobre uma modelo que “acabou de chegar do Brasil”, e outro menciona que alguém “voltou ao Brasil”. Essas citações reforçam a presença de conexões brasileiras nos arquivos relacionados ao financista.

Divulgação Parcial dos Documentos Gera Debate

A divulgação dos documentos de Epstein atende a um prazo legal estabelecido por uma lei sancionada pelo ex-presidente Donald Trump. No entanto, apenas uma parte dos arquivos foi liberada inicialmente, gerando críticas da oposição democrata. Subsequentemente, cerca de 30 mil páginas adicionais foram publicadas, com o DOJ afirmando que alegações contra Donald Trump presentes nos arquivos são “falsas e sensacionalistas”.

Venezuela aprova lei com prisão de até 20 anos para quem apoiar bloqueio de navios dos EUA

Venezuela aprova lei com prisão de até 20 anos para quem apoiar bloqueio de navios dos EUA

Venezuela endurece leis contra sanções dos EUA com pena de prisão

Parlamento aprova lei que pune com até 20 anos de reclusão quem apoiar bloqueio naval americano.

A Assembleia Nacional da Venezuela, controlada pelo chavismo, aprovou nesta terça-feira (23) uma nova lei que busca proteger o comércio e a navegação no país, classificando como “pirataria” as ações dos Estados Unidos contra petroleiros sancionados. A legislação estabelece penas severas, incluindo prisão de 15 a 20 anos, para qualquer indivíduo ou entidade que apoie, financie ou participe de atos de bloqueio ou outras sanções internacionais contra empresas venezuelanas.

Detalhamento das penalidades e multas

O Artigo 13 da nova lei especifica que o apoio a atos de “pirataria” ou bloqueio resultará em punição de 15 a 20 anos de prisão. Além da pena de reclusão, a lei prevê a aplicação de multas em bolívares, com valores equivalentes a 100 mil a 1 milhão de vezes a taxa de câmbio oficial do euro, divulgada diariamente pelo Banco Central da Venezuela. Os sancionados também podem ter seus bens confiscados, com base na Lei de Extinção de Propriedade.

Contexto das sanções americanas

A aprovação da lei ocorre em um momento de escalada nas tensões entre Venezuela e Estados Unidos. Na semana passada, o presidente americano Donald Trump anunciou um bloqueio total a navios petroleiros sancionados que se dirigem à Venezuela ou partem do país. Essa medida se soma a ações anteriores, como a apreensão do petroleiro Skipper em dezembro e a interceptação do Centuries pela Guarda Costeira dos EUA em águas internacionais próximas à costa venezuelana no último sábado (20).

Busca por petroleiro em andamento

Relatos de agências internacionais indicam que a Guarda Costeira dos EUA também está em busca do petroleiro Bella 1, que estaria a caminho da Venezuela para carregar petróleo. As ações americanas visam pressionar o regime de Nicolás Maduro, restringindo o fluxo de petróleo, principal fonte de receita do país.

Repercussões e outras ações americanas

A escalada diplomática e as ações militares americanas no Caribe têm gerado preocupação. Há relatos de reforço na presença de aviões dos EUA em uma base militar em Porto Rico, em meio à crescente tensão com o governo venezuelano. O governo de Trump tem sinalizado uma postura firme contra Maduro, com declarações que indicam a disposição de intensificar as ações caso necessário.

EUA Revogam Vistos de Europeus Acusados de Censurar Plataformas Americanas Sob Governo Trump

EUA Revogam Vistos de Europeus Acusados de Censurar Plataformas Americanas Sob Governo Trump

Tensão entre EUA e Europa Aumenta com Medida de Visto

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou a revogação de vistos de cinco cidadãos europeus, acusando-os de orquestrar a censura de conteúdos em redes sociais americanas. A medida, que visa indivíduos considerados por Washington como agentes do “complexo industrial global da censura”, eleva as tensões diplomáticas e levanta preocupações sobre a liberdade de expressão.

Identificados os Alvos da Revogação de Vistos

Embora o comunicado oficial não tenha divulgado os nomes, investigações do site The Daily Signal identificaram figuras proeminentes entre os visados. O francês Thierry Breton, ex-comissário da União Europeia para o Mercado Interno, e o inglês Imran Ahmed, diretor executivo da ONG Centro para o Combate ao Ódio Digital (CCDH), estão entre os sancionados. A CNN adicionou à lista a inglesa Clare Melford, CEO da Global Disinformation Index (GDI), e dois funcionários da organização alemã HateAid.

Acusações de “Coerção” e “Supressão de Pontos de Vista”

Segundo o Departamento de Estado, os cinco indivíduos “lideraram esforços organizados para coagir plataformas americanas a censurar, desmonetizar e suprimir pontos de vista americanos aos quais se opõem”. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou que tais ações, que visam “palestrantes e empresas americanas”, têm “consequências potencialmente graves para a política externa americana”. Ele ameaçou expandir a lista se outros atores estrangeiros não alterarem suas posições, reafirmando a política de “América Primeiro” do governo Trump.

Reações Europeias: “Caça às Bruxas” e “Ataque Autorítário”

A resposta europeia não tardou. Thierry Breton questionou no X (antigo Twitter) se a “caça às bruxas do [ex-senador americano Joseph] McCarthy está de volta”, lembrando que a Lei de Serviços Digitais (DSA) da UE foi aprovada unanimemente pelo Parlamento Europeu e por todos os 27 Estados-membros. Um porta-voz da GDI classificou a revogação de vistos como um “ataque autoritário à liberdade de expressão e um ato flagrante de censura governamental”, acusando o governo Trump de usar o peso federal para “intimidar, censurar e silenciar vozes das quais discorda”.

Trump mira Petro após Maduro: Colômbia sob pressão dos EUA por combate ao narcotráfico

Trump mira Petro após Maduro: Colômbia sob pressão dos EUA por combate ao narcotráfico

Pressão crescente na Colômbia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que, após o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, será o próximo alvo das ações americanas de combate ao narcotráfico na América Latina. A declaração surge em um contexto de crescente pressão sobre Petro, que criticou as operações militares dos EUA contra supostas embarcações ligadas ao tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico, próximas à Venezuela e Colômbia, respectivamente.

Semelhanças nas ofensivas

A Casa Branca tem adotado táticas que ecoam as ações contra o chavismo na Colômbia. Recentemente, o grupo colombiano Clan del Golfo foi classificado como organização terrorista pelo governo Trump, uma justificativa similar utilizada para bombardear embarcações venezuelanas. Anteriormente, o Tren de Aragua e o Cartel de Los Soles, ligados a Maduro, também receberam essa designação. Além disso, sanções econômicas foram impostas tanto a Maduro e seus familiares quanto a Petro, sua esposa e outros membros de seu governo, sob a alegação de que o presidente colombiano teria permitido o florescimento de cartéis de drogas em seu país.

Diferenças cruciais para Petro

Apesar das semelhanças, existem diferenças significativas que podem atenuar a intensidade das medidas americanas contra Petro em comparação com Maduro. Petro não é formalmente acusado de crimes pela Justiça dos EUA, ao contrário de Maduro, que enfrenta indiciamentos por narcoterrorismo e outras acusações, com recompensas milionárias oferecidas por sua captura. Adicionalmente, Petro foi eleito democraticamente e não demonstra intenção de perpetuar-se no poder, com um sucessor já indicado para as próximas eleições, diferentemente de Maduro, que se mantém no poder através de eleições questionadas.

Ajuda retirada e futuro incerto

Outro ponto de convergência é a retirada da ajuda financeira americana à Colômbia, que já impõe sanções à Venezuela há anos. Embora Petro possa ter um certo alívio diante das diferenças em relação a Maduro, a advertência de Trump sugere que o presidente colombiano deve permanecer vigilante quanto às futuras ações dos Estados Unidos na região.

Trump Anuncia Construção de Novos Navios de Guerra com Seu Nome e Envía Forte Recado a Maduro

Trump Anuncia Construção de Novos Navios de Guerra com Seu Nome e Envía Forte Recado a Maduro

Nova Frota de “Classe Trump” Promete Ser a Maior e Mais Poderosa Já Construída

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (22) um ambicioso plano de expansão naval, revelando a construção de dois novos navios de guerra que levarão seu nome. Durante um evento em sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida, Trump declarou que essas embarcações, que farão parte da futura “frota dourada”, serão “os maiores já construídos” e “cem vezes mais poderosas” que os navios atuais. A iniciativa visa revitalizar a indústria naval americana e aumentar a capacidade militar do país.

Ameaças Diretas a Nicolás Maduro

Em meio a operações militares americanas no Caribe e no Pacífico, Trump aproveitou a ocasião para enviar um recado direto ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro. “Se ele [Maduro] quiser fazer alguma coisa, se ele jogar duro, será a última vez que ele conseguirá jogar duro”, ameaçou Trump, reiterando declarações anteriores de que os “dias contados” do ditador venezuelano estariam próximos. A tensão entre os EUA e a Venezuela tem sido um tema recorrente na política externa da atual administração americana.

Tecnologia de Ponta e Design Exclusivo

Os novos “encouraçados” da futura “classe Trump” serão equipados com “armas e mísseis de última geração”, incluindo armamento hipersônico, canhões eletromagnéticos, mísseis de cruzeiro e “os lasers mais sofisticados do mundo”. Trump enfatizou a necessidade de construir esses navios “com rapidez”, criticando a lentidão e a falta de qualidade dos empreiteiros atuais. O próprio presidente afirmou que coordenará o design dos navios, pois se considera “uma pessoa muito ligada à estética”.

Revitalização da Indústria Naval e Desafios Geopolíticos

A ordem presidencial para a construção dos novos navios, que terão fabricação na Flórida, alinha-se com uma das metas centrais do governo Trump: modernizar a Marinha dos EUA e fortalecer a indústria naval nacional. A preocupação com a defasagem tecnológica em relação a potências como a China e as limitações dos estaleiros existentes motivam essa expansão. A expectativa é que a frota ultrapasse 20 embarcações, marcando um novo capítulo na capacidade militar naval americana.

Rússia oferece apoio total a Maduro contra bloqueio de navios dos EUA no Caribe

Rússia oferece apoio total a Maduro contra bloqueio de navios dos EUA no Caribe

Rússia ratifica apoio a Maduro

O governo da Venezuela, liderado por Nicolás Maduro, informou nesta segunda-feira (22) que a Rússia ofereceu “toda sua cooperação” e apoio contra o bloqueio de navios imposto pelos Estados Unidos. A declaração foi feita pelo chanceler venezuelano, Yván Gil, em meio a uma escalada de tensões no Mar do Caribe, onde os EUA mantêm um destacamento militar e já confiscaram dois petroleiros.

Em comunicado divulgado em seu canal no Telegram, Gil detalhou uma conversa telefônica com seu homólogo russo, Sergey Lavrov. Na ocasião, ambos discutiram o que o chanceler venezuelano classificou como “agressões” e “violações” ao direito internacional. Gil referiu-se a ataques contra embarcações, que ele qualificou como “execuções extrajudiciais” no Caribe, e aos “atos ilícitos de pirataria” atribuídos aos Estados Unidos.

Lavrov expressa solidariedade e respaldo

Segundo o chanceler venezuelano, Lavrov teria expressado “de maneira firme a solidariedade da Rússia com o povo da Venezuela e com o presidente Nicolás Maduro Moros, e ratificou seu pleno respaldo diante das hostilidades contra nosso país”. Gil antecipou que a Rússia manifestará seu “total apoio” à Venezuela durante uma reunião do Conselho de Segurança da ONU prevista para a próxima terça-feira.

Irã também oferece cooperação à Venezuela

Esta não é a primeira oferta de apoio internacional recebida pela Venezuela recentemente. No último sábado, Yván Gil também anunciou ter recebido do Irã uma proposta de cooperação “em todos os âmbitos” para combater o que Caracas descreve como “pirataria e o terrorismo internacional” dos Estados Unidos. Gil relatou ter conversado com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, para analisar “os recentes acontecimentos no Caribe, especialmente as ameaças, atos de pirataria dos Estados Unidos e o roubo de navios carregados com petróleo venezuelano”.

EUA intensificam pressão sobre regime de Maduro

As declarações ocorrem em um contexto de crescente pressão dos Estados Unidos sobre o governo de Maduro. No último domingo, a imprensa americana noticiou uma operação para interceptar um terceiro petroleiro no Mar do Caribe, próximo à costa venezuelana. No dia anterior, Washington apreendeu um navio de bandeira panamenha que, segundo os EUA, traficava petróleo sob sanções, parte da chamada “frota fantasma” venezuelana. Esta é a terceira tentativa de interceptação de um navio-tanque em um curto período, sinalizando um endurecimento das ações americanas para cortar o fluxo de petróleo da Venezuela.

No dia 10 de abril, os Estados Unidos já haviam apreendido o navio Skipper e confiscado o petróleo que ele transportava. Dias depois, o presidente Donald Trump ordenou um bloqueio total à entrada e saída do país de navios petroleiros sancionados pelos EUA, em uma estratégia para pressionar Maduro, a quem Washington acusa de liderar uma rede de tráfico de drogas.