Racha no Bloco
Uma reunião a portas fechadas da cúpula do Mercosul neste sábado (20) expôs profundas divergências entre os presidentes da Argentina, Javier Milei, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em relação à Venezuela. Milei surpreendeu ao defender a adoção de uma postura alinhada à pressão dos Estados Unidos sobre o governo de Nicolás Maduro, sugerindo que os demais países do bloco sigam a estratégia norte-americana.
Alerta Brasileiro Contra Escalada Militar
Em contrapartida, Lula utilizou sua intervenção para expressar preocupação com a possibilidade de escalada militar na América do Sul. O presidente brasileiro criticou a presença de forças estrangeiras na região, comparando o cenário atual a ameaças externas enfrentadas décadas atrás. Lula classificou uma eventual ação armada na Venezuela como um cenário de altíssimo risco, com potencial para desencadear uma crise humanitária de grandes proporções e criar um perigoso precedente no cenário global.
Diplomacia como Caminho
Diante da tensão crescente entre os Estados Unidos e a Venezuela, Lula tem buscado atuar como interlocutor. O presidente brasileiro já manteve conversas telefônicas com Donald Trump e Nicolás Maduro, defendendo a busca por soluções diplomáticas para evitar que o impasse evolua para um conflito armado. Lula ressaltou que o direito internacional enfrenta um momento de teste e que a aposta em uma ofensiva militar seria um erro.
Cúpula e Irregularidades
Antes de suas falas, Lula fez um breve comentário irônico sobre um recente apagão em São Paulo, garantindo que a energia não falharia durante a reunião. A cúpula, que também abordou o adiamento do acordo entre Mercosul e União Europeia e a inauguração de uma ponte com o Paraguai, foi marcada pela exposição clara das diferentes visões dos líderes sobre a situação venezuelana e as relações internacionais na região.













