Juara 77

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Lula e Milei Escancaram Divisões no Mercosul Sobre Venezuela em Cúpula Fechada

Lula e Milei Escancaram Divisões no Mercosul Sobre Venezuela em Cúpula Fechada

Racha no Bloco

Uma reunião a portas fechadas da cúpula do Mercosul neste sábado (20) expôs profundas divergências entre os presidentes da Argentina, Javier Milei, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em relação à Venezuela. Milei surpreendeu ao defender a adoção de uma postura alinhada à pressão dos Estados Unidos sobre o governo de Nicolás Maduro, sugerindo que os demais países do bloco sigam a estratégia norte-americana.

Alerta Brasileiro Contra Escalada Militar

Em contrapartida, Lula utilizou sua intervenção para expressar preocupação com a possibilidade de escalada militar na América do Sul. O presidente brasileiro criticou a presença de forças estrangeiras na região, comparando o cenário atual a ameaças externas enfrentadas décadas atrás. Lula classificou uma eventual ação armada na Venezuela como um cenário de altíssimo risco, com potencial para desencadear uma crise humanitária de grandes proporções e criar um perigoso precedente no cenário global.

Diplomacia como Caminho

Diante da tensão crescente entre os Estados Unidos e a Venezuela, Lula tem buscado atuar como interlocutor. O presidente brasileiro já manteve conversas telefônicas com Donald Trump e Nicolás Maduro, defendendo a busca por soluções diplomáticas para evitar que o impasse evolua para um conflito armado. Lula ressaltou que o direito internacional enfrenta um momento de teste e que a aposta em uma ofensiva militar seria um erro.

Cúpula e Irregularidades

Antes de suas falas, Lula fez um breve comentário irônico sobre um recente apagão em São Paulo, garantindo que a energia não falharia durante a reunião. A cúpula, que também abordou o adiamento do acordo entre Mercosul e União Europeia e a inauguração de uma ponte com o Paraguai, foi marcada pela exposição clara das diferentes visões dos líderes sobre a situação venezuelana e as relações internacionais na região.

EUA interceptam mais um petroleiro sancionado na costa da Venezuela em meio a bloqueio total

EUA interceptam mais um petroleiro sancionado na costa da Venezuela em meio a bloqueio total

Nova apreensão no Caribe

Forças dos Estados Unidos interceptaram mais um navio petroleiro sob sanções que navegava em águas internacionais próximas à costa da Venezuela. A operação, conduzida pela Guarda Costeira americana neste sábado (20), acontece poucos dias após o presidente Donald Trump anunciar um bloqueio total contra o país sul-americano.

Ações se intensificam após bloqueio total

Esta é a segunda interceptação de um petroleiro sancionado realizada pelas forças americanas na região em menos de uma semana. Na operação anterior, o petróleo bruto transportado pela embarcação foi confiscado. Analistas apontam que essas ações já causaram uma queda acentuada nas exportações de petróleo venezuelano, levando outros navios a interromperem viagens e permanecerem ancorados em águas locais por receio de novas apreensões.

EUA reafirmam compromisso com sanções

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou na última sexta-feira (19) que Washington continuará com as operações marítimas para interceptar navios petroleiros sancionados na costa da Venezuela. “Não há nada que possa impedir nossa capacidade de fazer cumprir as leis dos Estados Unidos em relação aos navios que são sancionados”, declarou Rubio.

Regime venezuelano acusa EUA de desestabilização

Em resposta às ações americanas, o regime venezuelano acusa os Estados Unidos de utilizarem as sanções e o reforço militar como ferramentas para desestabilizar o país e assumir o controle de suas reservas de petróleo. A tensão entre os dois países segue elevada, com os EUA intensificando a pressão econômica sobre Caracas.

Zelensky alerta: derrota na Ucrânia pode levar Rússia a avançar sobre a Polônia

Zelensky alerta: derrota na Ucrânia pode levar Rússia a avançar sobre a Polônia

Ucrânia como escudo contra avanço russo

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, fez um alerta contundente nesta sexta-feira (20) durante sua visita a Varsóvia: uma eventual derrota de seu país na guerra contra a Rússia poderia abrir caminho para que Moscou avance militarmente em direção à Polônia. A declaração foi proferida em uma coletiva de imprensa conjunta com o presidente polonês, Andrzej Duda.

Estratégica aliança entre Ucrânia e Polônia

“Sem a nossa independência, Moscou inevitavelmente avançará sobre a Polônia. Por isso é importante que existamos, que vocês existam, que Ucrânia e Polônia existam e que estejamos juntos”, declarou Zelensky, sublinhando a interdependência entre os dois países na manutenção da segurança regional.

O encontro entre os líderes marcou a primeira reunião oficial desde a posse de Duda como presidente polonês em agosto. A Polônia tem se consolidado como um pilar fundamental no apoio logístico e político ocidental à Ucrânia desde o início da invasão russa em 2022. Varsóvia, por sua vez, depende da resistência ucraniana para proteger suas fronteiras, enquanto Kiev utiliza o território polonês como uma rota crucial para o recebimento de ajuda militar.

Apoio europeu inabalável

O governo polonês, sob a liderança do primeiro-ministro Donald Tusk, tem mantido um firme e consistente apoio à Ucrânia. Essa aliança estratégica é vista não apenas como um auxílio a Kiev, mas como uma medida preventiva para conter a agressão russa e garantir a estabilidade na Europa Oriental.

Fragmento bíblico de 2.700 anos: Inscrição assíria revela cobrança de imposto em Jerusalém

Fragmento bíblico de 2.700 anos: Inscrição assíria revela cobrança de imposto em Jerusalém

Descoberta histórica em Jerusalém

Arqueólogos em Jerusalém descobriram um fragmento de cerâmica com mais de 2.700 anos que contém uma inscrição em acadiana, antiga língua semítica. A peça, encontrada próximo ao Monte do Templo, é considerada a primeira inscrição assíria já identificada na cidade e oferece uma visão inédita das relações diplomáticas e fiscais da época.

Um aviso de imposto do passado

O texto no fragmento menciona o atraso no pagamento de um tributo, citando o “primeiro dia do mês de Av”, uma data que ainda é utilizada no calendário hebraico. Especialistas acreditam que a inscrição seja um aviso de imposto enviado do imperador assírio ao rei de Judá. A datação do objeto, entre o final do século 8 a.C. e meados do século 7 a.C., coincide com um período de tensões, incluindo a revolta do rei Ezequias contra o domínio assírio, um episódio narrado na Bíblia.

Evidências da comunicação assíria

Embora o fragmento não cite o nome do destinatário, as evidências cronológicas apontam para os reinados de Ezequias, Manassés ou Josias. A análise da cerâmica confirmou que o fragmento não é de origem local, mas sim da bacia do rio Tigre, região onde ficavam os centros do Império Assírio. Isso reforça a ideia de que se trata de um documento oficial que viajou centenas de quilômetros, possivelmente contendo ordens fiscais diretas do palácio imperial.

Uma janela para a história

A descoberta, feita de forma inesperada por Moria Cohen durante a peneiração de terra, é descrita como um momento emocionante. “Saber que fui a primeira pessoa a tocar esse fragmento em 2.700 anos é indescritível”, declarou Cohen. Este achado é o único registro assírio da época do Primeiro Templo encontrado em Jerusalém até o momento e lança uma luz crucial sobre a comunicação entre a Assíria e Judá, reforçando o caráter político e internacional de Jerusalém no século 7 a.C.

Putin: "Não haverá invasões se a Rússia for tratada com respeito e interesses forem respeitados"

Putin: “Não haverá invasões se a Rússia for tratada com respeito e interesses forem respeitados”

Putin descarta novas invasões com condição de respeito

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou nesta sexta-feira (19) que as alegações de que o Kremlin planeja expandir suas ações militares para além da Ucrânia são “bobagem”. No entanto, ele ressaltou que a ausência de novas invasões em outros países europeus dependerá do tratamento que a Rússia receber, enfatizando a necessidade de respeito aos seus interesses.

Durante um evento televisionado em Moscou, com duração superior a quatro horas, Putin respondeu a questionamentos de público e imprensa. “Não haverá operações se vocês nos tratarem com respeito, se respeitarem nossos interesses, assim como sempre tentamos respeitar os seus”, afirmou o líder russo em resposta a uma pergunta de um jornalista da BBC.

Rússia exige respeito e fim de “enganos” com expansão da Otan

O termo “operação militar especial” é utilizado por Putin para descrever a guerra em curso na Ucrânia, iniciada com a invasão russa em fevereiro de 2022. Ele adicionou outra condição para evitar novas ofensivas contra vizinhos: “Se vocês não nos enganarem como nos enganaram com a expansão da Otan para o leste”.

Antes do início do conflito na Ucrânia, a Rússia vinha demandando que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) retornasse à sua configuração de antes de 1997, período em que diversos países do antigo Bloco de Leste ainda não haviam aderido à aliança militar, incluindo os Estados Bálticos, Polônia, Hungria e Romênia.

Putin se diz “pronto” para cessar-fogo, mas impõe entraves

Em relação às negociações para um cessar-fogo na Ucrânia, Putin declarou estar “pronto e disposto” a encerrar o conflito de forma “pacífica”. Contudo, observadores apontam que o Kremlin tem consistentemente criado obstáculos nas conversas que visam pôr fim à guerra.

Contexto: UE aprova empréstimo à Ucrânia, mas debate ativos russos

As declarações de Putin ocorreram em um momento em que líderes da União Europeia chegaram a um acordo para emprestar 90 bilhões de euros à Ucrânia até 2027. No entanto, não houve consenso sobre a utilização de ativos russos bloqueados para auxiliar o país invadido.

Secretário de Estado dos EUA minimiza apoio russo a Maduro e foca em segurança nacional

Secretário de Estado dos EUA minimiza apoio russo a Maduro e foca em segurança nacional

Apoio Russo a Maduro é Esperado, Diz Secretário de Estado Americano

O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, minimizou nesta sexta-feira (19) a importância do apoio declarado pela Rússia ao governo de Nicolás Maduro na Venezuela. Em coletiva de imprensa em Washington, Rubio afirmou que a postura de Moscou era previsível diante da crescente pressão americana na região.

EUA Focam em Proteger Interesses Nacionais

Questionado sobre a possibilidade de uma escalada de tensões com a Rússia devido à Venezuela, Rubio declarou: “Não estamos preocupados com uma escalada das tensões com a Rússia em relação à Venezuela. Sempre esperamos que eles [russos] dessem apoio retórico ao regime de Maduro”. O secretário recusou-se a detalhar se a atual investida militar dos EUA na região visa a derrubada do regime chavista, limitando-se a dizer que a estratégia americana é “proteger os interesses nacionais”.

Regime Venezuelano Acusado de Cooperar com Terroristas e Narcotráfico

Rubio destacou que o regime de Maduro é considerado ilegítimo e coopera abertamente com organizações terroristas que representam uma ameaça à segurança dos Estados Unidos. “Temos um regime ilegítimo que coopera abertamente com terroristas que ameaçam a segurança dos Estados Unidos”, afirmou o secretário. Ele também mencionou que organizações de narcotráfico operam com a cooperação do regime venezuelano para o envio de drogas, como a cocaína, para os EUA através de rotas no Caribe, o que gera uma grave situação de segurança em diversos países da região.

Críticas de Rubio às Ditaduras da Venezuela e Cuba

Marco Rubio é conhecido por sua postura firme e crítica em relação às ditaduras da Venezuela e de Cuba. Suas declarações reforçam a preocupação dos Estados Unidos com a estabilidade regional e a segurança nacional, especialmente no que diz respeito ao combate ao narcotráfico e ao terrorismo.

EUA Indiciam 260 Membros do Tren de Aragua sob Governo Trump: Gangue Venezuelana Acusada de Crimes Violentos

EUA Indiciam 260 Membros do Tren de Aragua sob Governo Trump: Gangue Venezuelana Acusada de Crimes Violentos

Nova Onda de Acusações Federais

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) anunciou um balanço expressivo: desde o início do governo Donald Trump em janeiro, 260 integrantes da gangue venezuelana Tren de Aragua foram indiciados. O comunicado divulgado nesta quinta-feira (18) detalha uma nova série de acusações federais contra 70 líderes e membros do grupo. As denúncias, apresentadas em estados como Colorado, Nebraska, Novo México, Nova York e Texas, envolvem crimes violentos como homicídio, roubo, extorsão, sequestro, lavagem de dinheiro e tráfico de substâncias controladas, tanto dentro quanto fora dos EUA.

Compromisso de Segurança Pública

A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, destacou o compromisso da administração Trump em combater o crime organizado. “Esta mais recente série de acusações em vários estados reforça o compromisso inabalável do governo Trump em restaurar a segurança pública, desmantelar redes de tráfico violentas e livrar nosso país dos terroristas do Tren de Aragua”, afirmou Bondi. A gangue foi oficialmente designada como grupo terrorista pelo governo Trump em fevereiro.

Operação Militar e Conexões com Maduro

O Tren de Aragua é um dos alvos centrais de uma operação militar dos EUA contra o narcotráfico no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico, que já resultou em 28 ataques a 29 embarcações e na morte de pelo menos 104 pessoas. Em agosto, a procuradora-geral Bondi vinculou diretamente o líder venezuelano Nicolás Maduro ao Tren de Aragua, ao dobrar para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à sua prisão ou condenação. “Maduro usa organizações terroristas estrangeiras como Tren de Aragua, [Cartel de] Sinaloa e Cartel de Los Soles para trazer drogas letais e violência para o nosso país”, declarou Bondi na ocasião, referindo-se também ao Cartel de Los Soles, também classificado como organização terrorista pela gestão Trump.

Negações e Oferta de “Ajuda”

Nicolás Maduro tem negado veementemente quaisquer ligações com o narcotráfico. Em um movimento surpreendente em setembro, o ditador venezuelano chegou a oferecer “ajuda” a Donald Trump para capturar líderes do Tren de Aragua, em meio a alegações dos EUA de que ele lidera o Cartel de Los Soles. A situação evidencia as complexas relações diplomáticas e de segurança na região, com os Estados Unidos intensificando a pressão sobre o regime venezuelano e suas supostas conexões com o crime organizado transnacional.

Dinamarca acusa Rússia de ciberataques "destruidores" contra infraestrutura crítica

Dinamarca acusa Rússia de ciberataques “destruidores” contra infraestrutura crítica

Ataques visa gerar insegurança e punir apoio à Ucrânia

O governo da Dinamarca denunciou publicamente, nesta sexta-feira (19), a ocorrência de ciberataques “destruidores e disruptivos” atribuídos à Rússia. As ações teriam como alvo infraestruturas críticas e sites governamentais, segundo avaliação oficial divulgada pelo Serviço de Inteligência de Defesa dinamarquês (FE). Esta marca a primeira vez que Copenhague atribui formalmente esse tipo de ataque ao Estado russo.

O FE detalhou que um dos episódios ocorreu no final de 2024, quando o grupo hacker Z-Pentest, supostamente ligado ao Estado russo, atacou a Tureby Alkestrup Waterworks, empresa responsável pelo abastecimento de água na região de Køge. O ataque resultou na alteração da pressão da rede, rompimento de tubulações e interrupção do fornecimento de água para centenas de residências por várias horas.

GRU e “Guerra Híbrida”

Segundo o serviço de inteligência dinamarquês, o Z-Pentest possui vínculos diretos com a Diretoria Principal de Inteligência Militar da Rússia (GRU) e opera como um instrumento da “guerra híbrida” promovida por Moscou contra nações ocidentais que apoiam a Ucrânia. O grupo já teria reivindicado centenas de ataques a infraestruturas críticas em diversos países, conforme dados citados por autoridades dos Estados Unidos.

Em outro incidente, o grupo NoName057(16), também apontado como ligado ao Estado russo, realizou ataques de negação de serviço (DDoS) contra sites oficiais da Dinamarca em novembro, pouco antes das eleições municipais e regionais. Essas ações comprometeram temporariamente o funcionamento de páginas institucionais e a comunicação pública durante o período eleitoral.

Resposta e solidariedade internacional

O serviço de inteligência dinamarquês afirmou em comunicado oficial que “o Estado russo utiliza esses grupos como instrumentos em sua guerra híbrida contra o Ocidente”, com o objetivo de fomentar a insegurança interna e retaliar países que apoiam a Ucrânia. Em resposta, o governo dinamarquês convocou o embaixador da Rússia para prestar esclarecimentos.

Ministros dinamarqueses classificaram os ataques como “completamente inaceitáveis”, ressaltando que, apesar dos danos terem sido limitados, os episódios demonstram a capacidade de “forças capazes de paralisar partes importantes da sociedade”. O incidente na Dinamarca se insere em um contexto mais amplo de ações atribuídas à Rússia desde a invasão da Ucrânia em 2022, com registros de sabotagens, ciberataques e interferências em países europeus. A União Europeia manifestou solidariedade a Copenhague e reafirmou o compromisso em fortalecer a resiliência cibernética dos Estados-membros.

Juíza Americana Hannah Dugan é Considerada Culpada por Obstruir Prisão de Imigrante Ilegal em Tribunal

Juíza Americana Hannah Dugan é Considerada Culpada por Obstruir Prisão de Imigrante Ilegal em Tribunal

Juíza Hannah Dugan Incorre em Obstrução Federal

Hannah Dugan, juíza do condado de Milwaukee, em Wisconsin, foi declarada culpada por um júri federal de obstruir procedimentos federais. A condenação ocorreu após a magistrada ter interferido na atuação de agentes de imigração durante uma audiência judicial em abril deste ano. A promotoria federal alegou que Dugan auxiliou na saída de Eduardo Flores-Ruiz, um imigrante ilegal mexicano de 31 anos, por uma rota alternativa dentro do tribunal, enquanto agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos (ICE) aguardavam para realizar a prisão.

Detalhes da Obstrução Conforme Acusação

Segundo os autos do processo, ao ser informada sobre a presença de agentes federais no tribunal, a juíza Dugan teria instruído os oficiais a se dirigirem ao escritório do juiz principal do condado. Em seguida, a acusação sustenta que ela conduziu Flores-Ruiz por um corredor diferente, permitindo que o imigrante deixasse o prédio por uma porta privativa, evitando assim a captura pelos agentes do ICE.

Absolvida de Ocultação, Mas Condenada por Obstrução

O júri decidiu absolver Hannah Dugan da acusação de ocultação, mas a considerou culpada de obstrução do trabalho das autoridades federais. Este crime, nos Estados Unidos, pode acarretar uma pena de até seis anos de prisão. A data para a audiência de sentença ainda não foi definida pelas autoridades judiciais. O advogado de defesa, Steve Biskupic, expressou decepção com o veredito, questionando a lógica do júri em absolver a juíza de ocultação e, ao mesmo tempo, considerá-la culpada de obstrução, argumentando que os elementos de ambas as acusações eram semelhantes.

Reação da Promotoria e Defesa

O promotor Brad Schimel refutou qualquer alegação de motivação política no processo, defendendo a legalidade e segurança das prisões realizadas em tribunais. Schimel destacou que a detenção de indivíduos em prédios governamentais, que passam por controle de segurança, minimiza riscos. O julgamento, que se iniciou em 15 de maio e foi concluído em 18 de maio, viu os promotores argumentarem que Dugan agiu deliberadamente para impedir a ação dos agentes federais. Em contrapartida, a defesa alegou que a juíza apenas seguiu protocolos administrativos internos do tribunal.

Presidente de Portugal Veta Nova Lei de Nacionalidade Após Parecer do Tribunal Constitucional

Presidente de Portugal Veta Nova Lei de Nacionalidade Após Parecer do Tribunal Constitucional

Presidente Veta Alterações na Lei de Nacionalidade

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, vetou nesta sexta-feira (19) a nova lei de nacionalidade aprovada pelo Parlamento. A decisão ocorre após o Tribunal Constitucional (TC) declarar inconstitucionais diversos artigos do texto, que havia sido proposto com os votos da aliança entre o governo conservador e a direita nacionalista.

Parecer do Tribunal Constitucional Motiva Veto

Em comunicado divulgado pela Presidência da República, Rebelo de Sousa explicou que a proposta de alteração da Lei de Nacionalidade foi devolvida ao Parlamento sem promulgação. A medida atende ao parecer do Tribunal Constitucional, que considerou contrários à Carta Magna vários dispositivos da nova lei. A revisão foi solicitada pelo Partido Socialista (PS).

Artigos Declarados Inconstitucionais

O Tribunal Constitucional, em decisão anunciada na última segunda-feira, considerou inconstitucionais quatro normas da alteração à lei de nacionalidade. Três delas foram declaradas inconstitucionais por unanimidade e uma por maioria. Entre os pontos rejeitados pela corte estão:

  • Impedimento do acesso à cidadania portuguesa para condenados por crimes com pena de dois ou mais anos de prisão no país.
  • Não aplicação da consolidação da nacionalidade em situações de “fraude manifesta”.
  • Concessão de cidadania pendente à data de entrada em vigor das mudanças, para reavaliação do cumprimento dos requisitos legais.
  • Cancelamento do registro de nacionalidade em caso de condutas opostas à integração à comunidade portuguesa e suas instituições.

Alterações no Código Penal Também Afetadas

Além da lei de nacionalidade, o Tribunal Constitucional também declarou inconstitucionais alguns pontos de uma alteração ao Código Penal. Essa mudança, aprovada em outubro paralelamente à lei de nacionalidade, previa a perda da cidadania portuguesa para condenados a penas de prisão iguais ou superiores a quatro anos por crimes contra a vida, integridade física, ou infrações terroristas, cometidos nos dez anos posteriores à naturalização.