Juara 77

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Vice de Maduro exige perdão e indenização dos EUA por sanções e ameaças contra a Venezuela

Vice de Maduro exige perdão e indenização dos EUA por sanções e ameaças contra a Venezuela

Tensão aumenta entre EUA e Venezuela com exigências de Caracas

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou nesta sexta-feira (19) que os Estados Unidos deveriam “pedir perdão” e pagar indenizações ao país sul-americano. A fala de Rodríguez é uma resposta direta às recentes declarações do presidente americano, Donald Trump, sobre a recuperação de ativos energéticos estadunidenses na Venezuela.

Petróleo venezuelano pertence ao Estado, afirma vice

Em mensagem divulgada em seu canal no Telegram, Delcy Rodríguez enfatizou que o petróleo e o gás da Venezuela são propriedade do Estado e que os EUA não possuem qualquer direito sobre esses recursos. “A Venezuela não deve nada aos Estados Unidos. Se quiserem nosso petróleo, devem pagar”, afirmou a vice-presidente, reiterando que Caracas não deve explicações a Washington.

Caracas exige “desculpas históricas” e compensações

Rodríguez foi além, expressando a expectativa de que a Venezuela receba “desculpas históricas” e compensações. Ela classificou as ações dos EUA contra o país como “ameaças, sanções e pressões ilegítimas”. A vice-presidente também mencionou que as autoridades venezuelanas interpretam as declarações de Trump como uma ameaça direta à soberania nacional.

EUA intensificam pressão com bloqueio de petroleiros e novas sanções

A tensão entre os dois países se intensificou nas últimas semanas. Trump determinou o bloqueio de petroleiros sancionados que transportam petróleo de ou para a Venezuela e reforçou a presença militar dos EUA no Caribe. Segundo Trump, a Venezuela está “cercada” por uma frota naval poderosa, e a pressão continuará até que o país “devolva” ativos que, segundo ele, pertencem aos EUA. Paralelamente, os Estados Unidos anunciaram novas sanções contra sete familiares e associados próximos de Cilia Flores, esposa de Nicolás Maduro, por suposta participação em transações corruptas ligadas ao regime venezuelano.

Milhares de Novos Arquivos de Jeffrey Epstein São Divulgados nos EUA: O Que Revelam os Documentos?

Milhares de Novos Arquivos de Jeffrey Epstein São Divulgados nos EUA: O Que Revelam os Documentos?

Transparência Forçada: A Liberação dos Arquivos Epstein

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos cumpriu o prazo legal estabelecido pelo Congresso e divulgou milhares de novos arquivos relacionados ao caso de Jeffrey Epstein, o financista condenado por crimes sexuais que faleceu em 2019. A liberação, que atende à Epstein Files Transparency Act, visa aumentar a transparência sobre as atividades do pedófilo e sua rede.

O Que Contêm os Novos Documentos?

O portal público do Departamento de Justiça agora abriga uma vasta quantidade de informações, incluindo imagens de viagens de Epstein com sua ex-namorada Ghislaine Maxwell, gravações de câmeras de segurança de suas residências, registros de voos e agendas de contatos. Parte do conteúdo já havia sido divulgada anteriormente, mas a nova leva promete aprofundar o entendimento sobre o caso.

Proteção às Vítimas e Investigações em Andamento

Apesar da vasta quantidade de material liberado, o Departamento de Justiça ressalta que muitos documentos contêm trechos censurados. Essa medida visa proteger a identidade das vítimas e garantir a integridade de investigações ainda em curso, conforme exigido pela legislação.

Novas Revelações e Conexões

Entre os documentos divulgados, destacam-se fotografias inéditas do ex-presidente Bill Clinton ao lado de Epstein e Ghislaine Maxwell, registradas em ambientes de lazer. Embora a data e o local exatos dessas imagens não estejam claros, elas adicionam mais uma camada de complexidade ao intrincado círculo de relacionamentos do financista. O acervo total a ser divulgado ultrapassa 300 gigabytes, prometendo mais revelações.

Otan Debate Estratégias de Guerra Híbrida e Ações Preventivas Contra Rússia em Meio a Tensões Crescentes

Otan Debate Estratégias de Guerra Híbrida e Ações Preventivas Contra Rússia em Meio a Tensões Crescentes

Debate Interno Sobre Confronto Indireto se Intensifica

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) tem intensificado discussões internas sobre a possibilidade de um confronto indireto e prolongado com a Rússia, focando no uso de ferramentas de guerra híbrida. Essas táticas incluem ciberataques, operações de informação, sabotagem e pressões econômicas. O debate surge em um cenário de crescentes tensões, agravadas pela guerra na Ucrânia e por ações russas em países aliados e em suas proximidades.

Otan Considera Ações Preventivas em Cibersegurança

O almirante italiano Giuseppe Cavo Dragone, presidente do Comitê Militar da Otan, revelou em entrevista ao jornal Financial Times que a aliança está avaliando uma postura mais “proativa” em cibersegurança. Dragone mencionou a possibilidade de ações preventivas contra Moscou, ressaltando que tal abordagem se distanciaria do “modo normal de agir” da Otan, mas que o conceito de defesa pode abranger respostas antecipadas a ameaças persistentes.

Rússia Reage com Críticas e Alerta para Escalada

Em resposta às declarações de Dragone, Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, classificou a postura como “um passo extremamente irresponsável”, sugerindo uma disposição da Otan para a escalada. Segundo ela, esse tipo de discurso prejudica os esforços diplomáticos para a resolução do conflito na Ucrânia.

Alertas Sobre Ameaças Russas e a “Zona Cinzenta”

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, alertou recentemente que a Rússia poderia atacar um país membro nos próximos cinco anos, citando o aumento da produção militar russa e a intensificação de operações encobertas. Analistas europeus apontam que o foco da discussão não é uma guerra convencional imediata, mas sim o enfrentamento contínuo na chamada “zona cinzenta” das tensões. Think tanks como o Center for European Policy Analysis (CEPA) e o Atlantic Council descrevem a guerra híbrida como um “elemento permanente da estratégia russa”, utilizando tecnologias modernas e táticas herdadas da era soviética para desestabilizar países ocidentais.

Propostas para Dissuadir a Agressão Híbrida

Embora medidas defensivas isoladas possam mitigar danos, análises como a do CEPA sugerem que elas não são suficientes para dissuadir Moscou. O centro defende que a Otan e a União Europeia imponham custos claros e coordenados à Rússia, através de sanções direcionadas, expulsões diplomáticas, ações legais e respostas cibernéticas. Autoridades da Otan, no entanto, reiteram que o objetivo principal é a dissuasão e a defesa coletiva, com aumento dos gastos militares, integração de capacidades e apoio contínuo à Ucrânia.

EUA lançam Operação Ataque Hawkeye na Síria em retaliação a atentado do Estado Islâmico que matou militares americanos

EUA lançam Operação Ataque Hawkeye na Síria em retaliação a atentado do Estado Islâmico que matou militares americanos

Ataque em resposta a emboscada em Palmira

As forças americanas iniciaram uma operação militar na Síria, denominada Operação Ataque Hawkeye, como retaliação direta a um atentado perpetrado pelo Estado Islâmico em 13 de dezembro, que resultou na morte de dois militares dos EUA e um intérprete em Palmira. A informação foi divulgada pelo Secretário de Guerra americano, Pete Hegseth, em sua conta na rede social X.

“Hoje, as forças americanas iniciaram a Operação Ataque Hawkeye na Síria para eliminar combatentes, infraestrutura e instalações de armas do Estado Islâmico, em resposta direta ao ataque contra as forças americanas ocorrido em 13 de dezembro em Palmira, na Síria”, declarou Hegseth, enfatizando que a ação não representa o início de uma guerra, mas sim “uma declaração de vingança”.

Operação militar em múltiplos locais

Segundo um oficial do governo americano que falou à emissora CBS, os ataques estão sendo conduzidos em diversas localidades no centro da Síria, com o emprego de aeronaves de combate, helicópteros de ataque e artilharia. Fontes da CNN reportaram que aproximadamente 70 alvos foram atingidos.

Hegseth reiterou o compromisso dos Estados Unidos em defender seu povo, declarando: “Os Estados Unidos da América, sob a liderança do presidente [Donald] Trump, jamais hesitarão e jamais cederão na defesa de seu povo”. Ele acrescentou: “Como dissemos logo após o ataque brutal, se você atacar americanos — em qualquer lugar do mundo —, passará o resto de sua breve e angustiante vida sabendo que os Estados Unidos o caçarão, o encontrarão e o matarão impiedosamente. Hoje, caçamos e matamos nossos inimigos. Muitos deles. E continuaremos”.

Presidente Trump confirma retaliação séria

Pouco tempo após o anúncio de Hegseth, o presidente Donald Trump comentou a operação em sua plataforma Truth Social, indicando que o governo sírio apoia a ação. “Devido ao assassinato brutal de bravos patriotas americanos pelo Estado Islâmico na Síria, cujas almas nobres recebi de volta em solo americano no início desta semana em uma cerimônia muito digna, anuncio que os Estados Unidos estão infligindo uma retaliação muito séria, exatamente como prometi, aos terroristas assassinos responsáveis”, escreveu Trump.

Vítimas do atentado em Palmira

O atentado em Palmira, que motivou a atual operação, vitimou os sargentos William Howard e Edgar Torres Tovar, ambos da Guarda Nacional de Iowa, e um intérprete identificado como Ayad Mansoor Sakat. O ataque foi realizado por um atirador ligado ao Estado Islâmico. Além das fatalidades, outros três membros da Guarda Nacional de Iowa ficaram feridos no incidente.

Maduro cria 'Nobel da Paz' alternativo e se autoconcede prêmio após crítica a reconhecimento de opositora

Maduro cria ‘Nobel da Paz’ alternativo e se autoconcede prêmio após crítica a reconhecimento de opositora

Maduro Cria Prêmio Próprio em Resposta a Nobel de Paz para Opositora

Em uma reação direta à concessão do Prêmio Nobel da Paz à líder oposicionista venezuelana María Corina Machado, o presidente Nicolás Maduro anunciou a criação de um novo galardão, o prêmio “Arquiteto da Paz”. A honraria, que parece ser uma alternativa ao reconhecimento internacional, foi prontamente concedida ao próprio Maduro.

Sociedade Bolivariana da Venezuela Concede o Prêmio

Segundo informações da agência Ansa, o prêmio foi entregue pela Sociedade Bolivariana da Venezuela, uma entidade que se dedica à divulgação do legado de Simón Bolívar. A cerimônia ocorreu em Caracas e coincidiu com a celebração do 195º aniversário da morte do líder histórico. A sociedade justificou a escolha de Maduro alegando seu trabalho na “construção e preservação da paz na Venezuela e na América Latina”, omitindo as críticas sobre violações de direitos humanos e outras controvérsias.

Reações Oficiais ao Nobel da Paz e ao Novo Prêmio

A premiação de María Corina Machado já havia gerado fortes reações no governo venezuelano. A vice-presidente executiva, Delcy Rodríguez, classificou a cerimônia do Nobel em Oslo como um “velório” e um “fracasso total”. Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, também criticou o prêmio, questionando a concessão a alguém que, segundo ele, defende intervenção militar e celebra mortes. Anteriormente, Diosdado Cabello, uma figura proeminente do chavismo, havia desqualificado o Nobel da Paz como um “leilão”.

Discurso de Maduro e Contexto Político

Durante a cerimônia de entrega do prêmio “Arquiteto da Paz”, Nicolás Maduro discursou sobre o “espírito” de Simón Bolívar e a luta contra o que chamou de “imperialismo”. Ele mencionou que “todo o mal que o imperialismo tenta nos causar está se convertendo em uma força de luta”, em aparente referência a ações militares dos Estados Unidos na região. A criação deste prêmio alternativo e a autoconcessão surgem em um contexto de intensa polarização política e críticas internacionais ao governo venezuelano.

Marco Rubio: Relação EUA Brasil em "trajetória positiva" com avanços em comércio e "boa sintonia" entre Trump e Lula

Marco Rubio: Relação EUA-Brasil em “trajetória positiva” com avanços em comércio e “boa sintonia” entre Trump e Lula

Relação Bilateral em Ascensão

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou nesta sexta-feira (19) que a relação entre os Estados Unidos e o Brasil está em uma “trajetória positiva”, impulsionada pela “boa sintonia” observada nas conversas entre o presidente Donald Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Rubio, houve progresso em diversos temas de interesse comum, com destaque para o comércio bilateral.

Avanços e Ponte Pessoal

Rubio ressaltou que os dois presidentes já mantiveram duas conversas telefônicas e um encontro diplomático, nos quais foram feitos avanços em pontos da agenda bilateral. “Ainda há trabalho a ser feito”, admitiu o secretário, mas enfatizou a importância da relação pessoal entre Trump e Lula para o desenvolvimento das negociações. “Os dois presidentes se deram bem. Achamos isso importante no contexto dessas conversas”, declarou.

Diálogo com Chanceler Brasileiro

Em conversa recente com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, Rubio reiterou a percepção de “boa sintonia” entre os líderes e destacou o interesse americano em aprofundar a cooperação. “Temos muitas questões em comum com o Brasil nas quais gostaríamos de trabalhar juntos, além de laços fortes. Sendo da Flórida, por exemplo, sei o quão importante o Brasil tem sido para nós como parceiro”, afirmou.

Contexto de Medidas Bilaterais

As declarações de Rubio ocorrem em um momento de recentes decisões do governo Trump que impactaram a relação bilateral. Na semana passada, o Departamento do Tesouro dos EUA retirou o ministro do STF Alexandre de Moraes e sua esposa da lista de sancionados pela Lei Magnitsky, após pedidos do presidente Lula. Anteriormente, Trump já havia revogado tarifas adicionais sobre produtos agrícolas brasileiros e tarifas comerciais recíprocas de 10%.

Venezuela: Tema em Aberto

Apesar do tom otimista sobre as relações gerais, Marco Rubio indicou que não há informações específicas sobre o papel do Brasil em relação à Venezuela. “Quanto ao papel do Brasil na Venezuela, não tenho nada específico a oferecer hoje”, disse o secretário, sugerindo que o assunto não foi detalhado nas conversas recentes entre os líderes.

Bolívia Fim dos Subsídios de Combustível: Presidente Rodrigo Paz Anuncia Medida Drástica Após 21 Anos e Declara Emergência Econômica

Bolívia Fim dos Subsídios de Combustível: Presidente Rodrigo Paz Anuncia Medida Drástica Após 21 Anos e Declara Emergência Econômica

Crise Econômica e Medidas Urgentes

O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, declarou estado de emergência econômica, financeira, energética e social no país, anunciando o fim dos subsídios aos combustíveis, prática mantida desde 2004. Segundo Paz, a política de preços subsidiados tornou-se “absolutamente irracional” diante da grave crise que o país enfrenta, descrita como a “pior da história” em termos econômicos, financeiros, sociais e ambientais.

Herança de Dificuldades e Novas Diretrizes

Ao assumir a presidência em novembro, encerrando quase duas décadas de governos do partido Movimento ao Socialismo (MAS), Rodrigo Paz afirmou ter herdado uma Bolívia “ferida economicamente, ferida em suas reservas, sem dólares, com inflação crescente, sem combustível e com um Estado dilacerado por dentro”. A nova gestão promete substituir os subsídios por preços de combustíveis “claros e públicos”.

Pacote de Reformas e Apoio Internacional

Além da suspensão dos subsídios, o pacote econômico anunciado pelo presidente boliviano inclui reajustes e ampliação de benefícios sociais, além de um aumento de 20% no salário mínimo. Uma medida adicional proíbe o Banco Central da Bolívia de voltar a financiar empresas públicas. Os Estados Unidos, por meio do secretário de Estado Marco Rubio, elogiaram as reformas, classificando-as como um passo importante para restaurar a estabilidade e a prosperidade na Bolívia.

Contexto Político e Perspectivas Futuras

A decisão de Paz ocorre em um cenário de transição política significativa na Bolívia, com o fim do longo período de governos socialistas. O presidente, eleito com a plataforma “Capitalismo para Todos”, enfatizou a necessidade de medidas enérgicas para reverter o quadro de dificuldades e restaurar a confiança no país.

PL da Dosimetria: Imprensa Internacional Destaca Possível Redução da Pena de Bolsonaro e Repercussão do Veto de Lula

PL da Dosimetria: Imprensa Internacional Destaca Possível Redução da Pena de Bolsonaro e Repercussão do Veto de Lula

Aprovação do PL da Dosimetria Gera Manchetes Internacionais

A recente aprovação do Projeto de Lei da Dosimetria no Senado Federal, que visa alterar os critérios para a fixação de penas a condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, tem sido amplamente repercutida pela imprensa internacional. A medida, que pode significativamente reduzir a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro, chamou a atenção de veículos de comunicação na Argentina, Reino Unido e Estados Unidos.

Repercussão na Argentina: Veto de Lula e Possibilidade de Derrubada

O jornal argentino La Nacion destacou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já sinalizou sua intenção de vetar o projeto, mesmo com o aval do Congresso Nacional. Caso o PL seja sancionado, Bolsonaro, atualmente com uma condenação de 27 anos, poderia ter sua pena reduzida para dois anos e quatro meses de prisão. A publicação ressalta, contudo, que o Congresso tem a prerrogativa de derrubar um eventual veto presidencial.

Reuters Aponta Resistência e Possível Luta no STF

A agência de notícias Reuters informou que o projeto provavelmente enfrentará resistência tanto do Supremo Tribunal Federal (STF) quanto do presidente Lula. A agência também mencionou uma versão preliminar do projeto que previa anistia total aos envolvidos em manifestações políticas após a eleição de Lula, mas que foi descartada na votação final.

The Guardian e The Washington Post: Comemoração Familiar e Prisão Domiciliar

O jornal britânico The Guardian observou que, embora a proposta não atinja a anistia completa desejada por Bolsonaro e seus filhos, sua aprovação está sendo celebrada pela família do ex-presidente. Já o The Washington Post apontou que, se o projeto de lei resistir a um possível veto de Lula, Bolsonaro poderá ser transferido para prisão domiciliar já em 2028.

Infobae Destaca Passo Crucial para Revisão de Sentenças

O jornal argentino Infobae descreveu a aprovação do PL como um “passo crucial” para a revisão das sentenças de Jair Bolsonaro e dos demais envolvidos nos atos de 8 de janeiro. A publicação enfatizou que a medida facilita a redução do tempo de prisão e acelera a transição para regimes menos restritivos. O Infobae também destacou que, mesmo com a sanção presidencial, a lei poderá enfrentar contestações judiciais no STF.

Julian Assange denuncia Fundação Nobel por suposta apropriação indébita em prêmio concedido a María Corina Machado

Julian Assange denuncia Fundação Nobel por suposta apropriação indébita em prêmio concedido a María Corina Machado

Assange acusa Fundação Nobel de transformar prêmio em ferramenta de guerra

O jornalista e ativista australiano Julian Assange, conhecido por fundar o site WikiLeaks, apresentou uma queixa-crime na Suécia contra membros da Fundação Nobel. A denúncia, registrada na quarta-feira (17), alega irregularidades na concessão do Prêmio Nobel da Paz à líder oposicionista venezuelana María Corina Machado. Segundo um comunicado divulgado pelo WikiLeaks, Assange sustenta que 30 indivíduos ligados à fundação, incluindo sua presidente Astrid Söderbergh Widding e a diretora-executiva Hanna Stjärne, teriam transformado o prêmio em um “instrumento de guerra”.

Alegações de apropriação indébita e facilitação de crimes de guerra

Na queixa-crime, Assange argumenta que a premiação de 2025 a María Corina Machado configura apropriação indébita e facilitação de crimes de guerra, conforme a legislação sueca. O fundador do WikiLeaks busca o congelamento de 11 milhões de coroas suecas (aproximadamente US$ 1,18 milhão) em transferências que estariam pendentes para Machado. Assange baseia sua acusação no fato de que, em sua visão, Machado teria continuado a incentivar o governo do então presidente Donald Trump a escalar ações militares. Ele se refere especificamente à operação americana contra o narcotráfico no Mar do Caribe, próxima à Venezuela, que, segundo Trump, envolveria ações terrestres em breve.

Machado teria influenciado decisão por guerra, segundo Assange

“Usando-se de sua posição privilegiada como ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, Machado pode muito bem ter inclinado a balança a favor da guerra, facilitada pelos suspeitos nomeados”, declarou Assange em sua denúncia. A premiação de Machado ocorreu em reconhecimento à sua luta pela restauração da democracia na Venezuela. Até o momento, nem a Fundação Nobel nem a própria María Corina Machado se pronunciaram oficialmente sobre as acusações apresentadas por Julian Assange.

Sede da Fundação Nobel na Suécia e acordo de Assange com EUA

Embora o comitê que define o vencedor do Prêmio Nobel da Paz seja norueguês, a Fundação Nobel tem sua sede em Estocolmo, na Suécia, o que justifica a apresentação da queixa-crime naquele país. Recentemente, Julian Assange chegou a um acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o que permitiu sua saída da prisão de segurança máxima no Reino Unido e seu retorno à Austrália, encerrando um longo processo judicial relacionado ao vazamento de documentos sigilosos.

Acordo UE Mercosul: Votação Adiadas para Janeiro Após Resistência da França e Itália

Acordo UE-Mercosul: Votação Adiadas para Janeiro Após Resistência da França e Itália

Adiamento da Votação

A União Europeia adiou a votação do acordo comercial com o Mercosul, que estava marcada para esta sexta-feira (19). A decisão foi tomada após forte resistência de países como França e Itália, e agora a expectativa é que a votação ocorra em janeiro. Fontes diplomáticas indicam que o governo italiano necessita de mais tempo para analisar o conteúdo do acordo, o que inviabiliza a assinatura prevista para este fim de semana.

Reação do Mercosul e Ameaça de Lula

Apesar do adiamento, a postergação foi considerada aceitável pelos países do Mercosul. No entanto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que atualmente preside o bloco sul-americano de forma rotativa, havia ameaçado anteriormente que o acordo seria cancelado caso não fosse assinado neste fim de semana. Os países do Mercosul já foram formalmente notificados sobre a decisão europeia.

Oposição Francesa e Dúvidas Italianas

A França tem se posicionado firmemente contra o acordo em suas condições atuais, com o presidente Emmanuel Macron defendendo novas negociações em janeiro. Paris exige salvaguardas para o setor agrícola europeu, incluindo regras mais rigorosas sobre pesticidas e inspeções mais eficientes nos portos da UE. A Itália, por sua vez, levantou dúvidas de última hora, contribuindo para a inviabilidade da aprovação por maioria qualificada no Conselho da UE, que exige pelo menos 55% dos países-membros representando 65% da população do bloco.

Protestos de Produtores Rurais

Nas últimas semanas, milhares de produtores rurais europeus realizaram protestos, bloqueando vias com tratores perto das sedes do Conselho Europeu e do Parlamento Europeu. Os manifestantes alegam que o acordo permitiria a entrada de produtos agrícolas sul-americanos que não atendem às mesmas exigências ambientais e sanitárias impostas aos agricultores europeus. O acordo, negociado há mais de 25 anos, visa eliminar tarifas e criar um mercado com cerca de 780 milhões de pessoas.