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Caças da Marinha dos EUA sobrevoam costa da Venezuela em meio a tensões crescentes no Caribe

Caças da Marinha dos EUA sobrevoam costa da Venezuela em meio a tensões crescentes no Caribe

Aeronaves militares foram detectadas operando a poucos quilômetros do litoral venezuelano.

Em um sinal de escalada de tensões na região do Caribe, caças da Marinha dos Estados Unidos sobrevoaram a costa da Venezuela nesta quarta-feira (17). Dados de rastreamento do site Flightradar24 indicaram a presença de ao menos cinco aeronaves militares operando a poucos quilômetros do litoral venezuelano.

Modelos de aeronaves e suas capacidades.

Entre as aeronaves detectadas estavam dois Boeing EA-18G Growler e três Boeing F/A-18E Super Hornet. O F/A-18E Super Hornet é um caça multifuncional, capaz de realizar missões de superioridade aérea, ataque a alvos terrestres, reconhecimento e apoio eletrônico, operando a partir de porta-aviões. Já o EA-18G Growler é especializado em guerra eletrônica, equipado com sistemas para interceptar e neutralizar radares e comunicações adversárias.

Contexto de operações militares e pressão sobre a Venezuela.

O sobrevoo ocorreu no mesmo dia em que o Departamento da Guerra dos EUA anunciou uma operação no Pacífico contra uma embarcação de narcotráfico, resultando na morte de quatro indivíduos. Segundo o Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom), essa ação faz parte das operações antidrogas na região. Os Estados Unidos têm intensificado sua presença militar no Caribe e imposto sanções, incluindo o bloqueio de navios petroleiros que entram ou saem da Venezuela. O presidente americano declarou recentemente que o país sul-americano está cercado pela “maior armada já vista”.

Reações e tensões diplomáticas.

A iniciativa americana ocorre em um contexto de fortes tensões diplomáticas entre os governos de Donald Trump e Nicolás Maduro. Recentemente, o presidente dos EUA acusou a Venezuela de roubar petróleo americano, declarando a intenção de recuperá-lo. Por outro lado, Cuba classificou o bloqueio imposto pelos EUA à Venezuela como “arbitrário e ilegítimo”.

Israel Suspeita de Envolvimento do Irã no Assassinato de Cientista Nuclear do MIT

Israel Suspeita de Envolvimento do Irã no Assassinato de Cientista Nuclear do MIT

Israel Investiga Possível Ligação Iraniana em Assassinato de Cientista Nuclear do MIT

O governo de Israel está avaliando informações de inteligência que sugerem uma possível participação do Irã no assassinato do professor Nuno Loureiro, um renomado cientista nuclear do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Loureiro foi morto a tiros em sua residência em Brookline, Massachusetts, na noite de segunda-feira (15).

Avaliação Preliminar Ainda Sem Confirmação Oficial

Segundo reportagem do The Jerusalem Post, a suspeita é uma avaliação preliminar que ainda não foi verificada pelas autoridades investigativas dos Estados Unidos. Fontes em Israel analisam dados recentes que indicariam uma conexão iraniana com o crime, mas o veículo ressalta que não há, até o momento, conclusões definitivas ou provas concretas que vinculem o assassinato a uma operação estatal ou de inteligência.

Investigação em Andamento nos EUA

Autoridades policiais de Massachusetts confirmaram que a investigação sobre o assassinato do professor está em andamento e nenhum suspeito foi preso. Todas as linhas de apuração permanecem abertas, e não há informações sobre um possível motivo para o ataque. Investigadores americanos indicaram que não há sinais de arrombamento na residência e evitam comentar especulações sobre conexões internacionais. A polícia também negou qualquer relação entre o caso e outros episódios recentes de violência armada em universidades americanas.

Perda para a Comunidade Científica

Nuno Loureiro, 47 anos, de origem portuguesa, era um dos principais pesquisadores mundiais em física do plasma e fusão nuclear. Sua morte causou forte impacto na comunidade acadêmica internacional. O MIT lamentou a perda, descrevendo Loureiro como um pesquisador de destaque e professor dedicado, cujas contribuições foram relevantes para o avanço da ciência da fusão e da física do plasma.

TikTok assina acordo para venda de ativos nos EUA e evita proibição; nova joint venture terá participação majoritária de investidores estrangeiros

TikTok assina acordo para venda de ativos nos EUA e evita proibição; nova joint venture terá participação majoritária de investidores estrangeiros

Nova Estrutura Acordada

O TikTok confirmou nesta quinta-feira (18) que assinou acordos para a venda de seus ativos nos Estados Unidos, garantindo a continuidade de suas operações no país. A informação foi divulgada pelo CEO Shou Chew em um memorando enviado aos funcionários da empresa. O movimento visa cumprir a lei americana que exigia a alienação da plataforma para evitar sua proibição nos EUA.

“Assinamos acordos com investidores referentes a uma nova joint venture do TikTok nos EUA, permitindo que mais de 170 milhões de americanos continuem descobrindo um mundo de infinitas possibilidades como parte de uma comunidade global vital”, declarou Chew no comunicado.

Participação e Controle da Joint Venture

A nova estrutura prevê que o aplicativo será controlado nos Estados Unidos por uma joint venture. De acordo com informações obtidas pela CNN, um consórcio de investidores, incluindo a gigante da tecnologia Oracle, a empresa de private equity Silver Lake e a MGX, apoiada pelos Emirados Árabes Unidos, deterá 50% da nova entidade. Cerca de 30% da joint venture será composta por afiliadas de investidores já existentes na ByteDance, empresa chinesa proprietária do TikTok. A ByteDance, por sua vez, reterá 19,9% das ações.

Contexto da Lei e Prazos

A lei aprovada pelo Congresso americano em abril de 2024 estabelecia que a ByteDance deveria vender as operações do TikTok nos EUA até 19 de janeiro deste ano, sob pena de banimento. A justificativa apresentada pelo Departamento de Justiça dos EUA era a preocupação com a segurança nacional, alegando que o TikTok representava uma ameaça. O processo de negociação e os prazos foram estendidos e redefinidos diversas vezes, incluindo períodos sob a administração do ex-presidente Donald Trump.

Finalização Prevista e Implicações

O CEO Shou Chew informou no memorando que o acordo para a venda e a formação da nova joint venture tem previsão de ser finalizado até o dia 22 de janeiro. A venda atende à exigência da lei americana que estipula que pelo menos 80% dos ativos da plataforma nos EUA devem ser vendidos para investidores não chineses. O desfecho deste acordo marca um capítulo importante na relação entre a plataforma de mídia social e o governo dos Estados Unidos.

Argentina de Milei e Síria pós Assad são eleitas 'Países do Ano' pela The Economist por transformações significativas

Argentina de Milei e Síria pós-Assad são eleitas ‘Países do Ano’ pela The Economist por transformações significativas

Argentina: Aposta em Reformas de Livre Mercado

A revista The Economist elegeu a Argentina como um dos ‘Países do Ano’ de 2025, reconhecendo a profunda transformação econômica impulsionada pelo presidente Javier Milei. Segundo a publicação, o país sul-americano se destacou pela manutenção de um programa ambicioso de reformas de livre mercado, iniciado em 2023.

Medidas como a eliminação de controles de preços, a drástica redução de gastos públicos e o corte de subsídios foram citadas como cruciais para a melhora. A The Economist ressalta que tais reformas são politicamente desafiadoras e historicamente difíceis de sustentar na Argentina.

Resultados Econômicos Impressionantes

Os dados apresentados pela revista apontam para uma queda significativa da inflação, que teria recuado de 211% em 2023 para cerca de 30% neste ano. A taxa de pobreza também apresentou uma redução expressiva de 21 pontos percentuais. Além disso, o controle do orçamento, a aproximação do peso a um câmbio mais flutuante e a remoção da maioria dos controles de capital foram destacados como avanços importantes.

Apesar do otimismo, a publicação pondera que riscos persistem, incluindo a possibilidade de retorno do peronismo e críticas ao estilo de Milei. Contudo, a revista sugere que a continuidade das reformas pode alterar a trajetória do país de forma duradoura e servir de modelo para outras nações.

Síria: Um Novo Capítulo Pós-Regime

A Síria também foi agraciada com o título, em reconhecimento a uma ‘melhora política significativa’. A queda do regime de Bashar al-Assad é vista como um ponto de virada crucial. A transição, coordenada por Ahmed al-Sharaa, surpreendeu analistas ao evitar tanto o colapso institucional quanto a imposição de uma teocracia islamista.

Sinais de Recuperação e Segurança

A revista britânica aponta que a “nova Síria” tem mantido liberdades sociais básicas, permitido atividades culturais e estabelecido relações mais construtivas com os Estados Unidos e países do Golfo. O afrouxamento das sanções ocidentais também contribuiu para sinais de recuperação econômica e o retorno de cerca de três milhões de sírios ao país.

Apesar de reconhecer os desafios remanescentes, como massacres e fragilidade institucional, a The Economist conclui que a Síria atual é mais segura e menos marcada pelo medo em comparação ao ano anterior, justificando sua inclusão como país do ano.

Por que Putin pode não acudir Maduro em caso de conflito com os EUA

Por que Putin pode não acudir Maduro em caso de conflito com os EUA

Rússia e Venezuela: Uma Parceria Sob Pressão

O presidente russo, Vladimir Putin, reafirmou recentemente seu apoio ao regime de Nicolás Maduro, declarando apoio à “proteção dos interesses nacionais e da soberania” venezuelana diante das “crescentes pressões externas”. Essa declaração ocorreu após uma conversa telefônica entre os dois líderes e em um contexto de intensificação das ações americanas no Caribe, incluindo uma operação antidrogas e a promessa de mais ações por terra por parte do presidente dos EUA, Donald Trump. Maduro, por sua vez, já havia buscado apoio militar russo e chinês em outubro, solicitando armamentos e assistência técnica.

Histórico de Apoio e Limitações Atuais

A Rússia e a Venezuela mantêm um Tratado de Associação Estratégica que inclui parcerias em segurança e combate ao terrorismo. No entanto, a expectativa de um apoio militar russo robusto em caso de um confronto direto com os Estados Unidos pode ser frustrada. Nos últimos anos, outros aliados de Moscou, como a Síria, Armênia e Irã, experimentaram as limitações da capacidade russa de intervir decisivamente em crises. A guerra na Ucrânia tem consumido uma parcela significativa dos recursos russos, com o Ministério da Defesa russo indicando que cerca de 5,1% do PIB do país foram gastos diretamente no conflito ucraniano.

Lições de Aliados Anteriores

O ditador sírio Bashar al-Assad, por exemplo, precisou fugir de seu país em 2024 após uma ofensiva rebelde, mesmo com anos de apoio russo. A Rússia não interveio para salvar seu regime. Similarmente, em 2023, a Armênia foi deixada à própria sorte diante de um conflito com o Azerbaijão, com as forças de paz russas atuando apenas como mediadoras de um cessar-fogo. O Irã também sentiu a inação russa durante um conflito com Israel em junho deste ano. Essas experiências sugerem que Putin pode priorizar os recursos e a atenção para a Ucrânia, deixando aliados em situações de crise.

Interesses Estratégicos e Cautela Russa

Analistas apontam que a Rússia pode estar relutante em enviar armamentos avançados para a Venezuela por receio de que esses equipamentos acabem em mãos americanas caso o regime de Maduro caia. Essa cautela é comparada à estratégia adotada por aliados da Ucrânia em 2022, que hesitaram em fornecer armamentos pesados por medo de que caíssem nas mãos russas. Portanto, embora o discurso de apoio de Putin a Maduro persista, a capacidade e a disposição de Moscou para uma intervenção militar concreta parecem limitadas, especialmente em face das complexidades da guerra na Ucrânia e dos riscos geopolíticos envolvidos.

Ex ministros de Petro são presos em investigação de esquema de corrupção bilionário na Colômbia

Ex-ministros de Petro são presos em investigação de esquema de corrupção bilionário na Colômbia

Decisão Judicial Prende Ex-Integrantes do Governo Petro

O Tribunal Superior de Bogotá determinou a prisão preventiva de dois ex-ministros que integraram o governo do presidente colombiano, Gustavo Petro: Ricardo Bonilla, ex-ministro da Fazenda, e Luis Fernando Velasco, ex-ministro do Interior. A decisão, proferida nesta quinta-feira (18), faz parte das investigações sobre um vasto esquema de corrupção na Unidade Nacional para a Gestão de Riscos de Desastres (UNGRD).

Organização Criminosa e Subornos Milionários

Segundo a acusação, Bonilla e Velasco teriam liderado uma organização criminosa responsável por desviar mais de 612 bilhões de pesos colombianos (aproximadamente US$ 163 milhões) entre 2023 e 2024. O dinheiro seria utilizado para pagar congressistas em troca de apoio a projetos de lei do governo. A prisão preventiva foi decretada como medida de segurança para garantir o andamento do processo judicial.

Acusações e Rejeição das Imputações

O Ministério Público colombiano informou que os ex-ministros respondem por crimes como conspiração para cometer delitos, oferta e recebimento de suborno, e interesse indevido na celebração de contratos. Embora as acusações tenham sido formalizadas no início do mês, ambos negaram as imputações e não aceitaram os termos da acusação.

Risco de Rearticulação e Continuidade das Práticas Criminosas

A juíza Aura Alexandra Rosero, responsável pela decisão, ressaltou que o fato de os investigados não ocuparem mais cargos públicos não elimina os riscos inerentes ao processo. A magistrada argumentou que as condutas investigadas se apoiaram em redes políticas e administrativas consolidadas, operadas através de terceiros, e que a prisão é “adequada, necessária e proporcional” para evitar a fuga ou a continuação das práticas criminosas.

Envolvimento em Licitações e Apoio Parlamentar

Ricardo Bonilla, que comandou a Fazenda entre maio de 2023 e dezembro de 2024, é suspeito de ter envolvimento em uma licitação de pelo menos 92 bilhões de pesos (cerca de US$ 23 milhões) destinada a beneficiar seis congressistas, em troca de apoio para a ampliação do limite de endividamento do governo. Ele deixou o ministério após seu nome ser associado às irregularidades da UNGRD.

Trajetória de Luis Fernando Velasco e o Escândalo UNGRD

Luis Fernando Velasco possui uma extensa carreira política, tendo sido presidente do Senado, diretor interino da UNGRD em abril de 2023 e ministro do Interior de maio de 2023 a junho de 2024. O escândalo da UNGRD veio à tona em fevereiro de 2024 e já é considerado o maior caso de corrupção do governo Petro. As investigações já levaram à prisão de outros ex-presidentes do Senado e da Câmara, Iván Name e Andrés Calle, respectivamente, em maio deste ano, por suspeitas de suborno e peculato.

Tensões Globais: EUA em Confronto com China e Venezuela, Acordo Mercosul UE Adiado e Crises na América Latina

Tensões Globais: EUA em Confronto com China e Venezuela, Acordo Mercosul-UE Adiado e Crises na América Latina

Política Externa Americana em Ebulição: Confrontos e Vendas de Armas

A administração do presidente Donald Trump tem intensificado as tensões em diversas frentes da política externa. Recentemente, caças da Marinha dos EUA sobrevoaram a costa da Venezuela, um movimento que, segundo análises, não contaria com o apoio russo em caso de uma ação militar. Paralelamente, os Estados Unidos impuseram sanções a juízes do Tribunal Penal Internacional (TPI), em resposta a investigações sobre autoridades israelenses. Na Ásia, a aprovação de uma venda de US$ 11 bilhões em armamentos para Taiwan provocou forte irritação na China, evidenciando a complexa relação entre as duas potências.

Europa Adia Votação de Acordo Mercosul-UE Diante de Resistência

Na Europa, o aguardado acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia enfrenta um cenário de incertezas. A votação do pacto no bloco europeu foi adiada devido à forte resistência de países como França e Itália, que expressaram preocupações significativas. Além da oposição diplomática, o acordo gerou protestos contundentes, como manifestações incendiárias de agricultores na Bélgica, que temem a concorrência de produtos sul-americanos para a produção local.

América Latina: Contraste entre Reconhecimento e Crises Econômicas e Políticas

O cenário na América Latina apresenta um quadro de contrastes. Enquanto a Argentina, sob a liderança de Javier Milei, foi apontada pela revista The Economist como um dos países do ano de 2025, outros países enfrentam sérias dificuldades. A Bolívia declarou estado de emergência econômica, encerrando subsídios aos combustíveis após 21 anos. Na Colômbia, ex-ministros do governo Petro foram detidos sob acusações de liderar um esquema milionário de corrupção. Na Venezuela, uma ONG denunciou que 91 presos políticos sofrem de doenças graves, e a premiação de María Corina pelo Nobel gerou controvérsia, com Julian Assange apresentando queixa contra a Fundação Nobel por supostamente incitar escalada militar.

Decisões Internas dos EUA Impactam Tecnologia e Costumes

Em paralelo às questões externas, a administração Trump também tomou decisões relevantes na política interna. O governo apoiou um acordo para a venda do aplicativo TikTok nos EUA e assinou um decreto que reclassifica a maconha em nível federal, visando ampliar as pesquisas sobre seu uso medicinal. No âmbito legislativo, a Câmara dos Representantes aprovou um projeto de lei que proíbe procedimentos de mudança de sexo em menores de idade em todo o país.

ONG Alerta: 91 Presos Políticos na Venezuela Sofrem com Doenças Graves e Negligência Médica

ONG Alerta: 91 Presos Políticos na Venezuela Sofrem com Doenças Graves e Negligência Médica

Relatório Detalha Câncer em Estágio Avançado e Problemas Cardíacos

A ONG Justiça, Encontro e Perdão (JEP) divulgou um relatório alarmante nesta quinta-feira (18), revelando que 91 presos políticos na Venezuela enfrentam doenças graves. Segundo a organização, a progressiva deterioração física desses detentos é resultado de uma “forma de violência estrutural” perpetrada pelo Estado.

Martha Tineo, coordenadora-geral da JEP, informou à Agência EFE que a situação é crítica, com “pelo menos oito casos de câncer em estágio avançado”. Os diagnósticos incluem adenocarcinoma de próstata, câncer de pulmão de pequenas células, linfoma não Hodgkin, sarcoma epitelióide, além de tumores pancreáticos e cerebrais.

Problemas Cardíacos e Renais Agravam o Quadro

Ainda segundo a ONG, mais de 20 presos foram diagnosticados com sérios problemas cardíacos, como síndromes coronárias agudas, insuficiência cardíaca congestiva, arritmias graves e hipertensão crônica. Doenças como diabetes e insuficiência renal crônica também afetam um número significativo de detentos.

Tineo destacou a gravidade da insuficiência renal, afirmando que alguns detentos apresentam “danos renais irreversíveis ou infecções urinárias persistentes”. A situação é agravada pela falta de acesso a cuidados essenciais, como cateteres urinários, que são negados ou inacessíveis para os presos.

Condições Inalubres e Violação de Direitos Humanos

Em uma mensagem publicada na rede social X, a JEP denunciou a “negação sistemática de assistência médica, a omissão de tratamento e a exposição a condições insalubres” nas prisões venezuelanas. A ONG enfatizou que tais práticas configuram uma “violação direta do direito à vida e à integridade física”.

A organização classificou a “deterioração física progressiva” dos detentos não como um “efeito colateral”, mas como uma “forma de violência estrutural”. A JEP apelou por uma “resposta urgente dos órgãos nacionais e internacionais de direitos humanos”, pois o Estado, ao “transformar a doença em punição e a negligência em método”, estaria criando um cenário de “tortura silenciosa”.

Divergência nos Números de Presos Políticos

A JEP contabiliza um total de 1.084 presos políticos na Venezuela, um número superior aos 893 estimados pela ONG Foro Penal, que atua na defesa de detidos por motivos políticos. O governo chavista e o Ministério Público, por outro lado, negam a existência de prisões por motivos políticos, insistindo que os detidos cometeram crimes comuns.

Trump assina decreto para reclassificar maconha e ampliar pesquisas médicas nos EUA

Trump assina decreto para reclassificar maconha e ampliar pesquisas médicas nos EUA

Ampliação de Pesquisas Médicas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto que determina a reclassificação da maconha, com o objetivo de expandir as bases para pesquisas sobre seu uso medicinal. A Casa Branca informou que a iniciativa visa remover obstáculos regulatórios e gerar mais dados científicos para auxiliar pacientes e profissionais de saúde.

Da Lista I para a Lista III

O decreto instrui a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, a agilizar a transferência da maconha da Lista I para a Lista III da Lei de Substâncias Controladas (CSA). Atualmente, a maconha está classificada na Lista I, que abrange substâncias sem uso médico comprovado e com alto potencial de abuso. A mudança para a Lista III atende a uma recomendação de 2023 do Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS), que reconheceu o uso médico da maconha.

Estudos e Acesso ao CBD

A reclassificação permitirá a intensificação de estudos sobre segurança, eficácia e efeitos a longo prazo da maconha, que eram limitados pela classificação anterior. O governo americano também atuará em conjunto com o Congresso para facilitar o acesso a produtos de canabidiol (CBD) de espectro completo, mantendo restrições a itens que possam representar riscos à saúde pública.

Evidências e Aplicações Terapêuticas

A Food and Drug Administration (FDA) reconhece evidências científicas sobre o uso da maconha no tratamento de náuseas, vômitos, anorexia associada a doenças e dor. O decreto destaca que a dor crônica é um dos principais motivos relatados por usuários de maconha medicinal, afetando uma parcela significativa da população adulta e idosa nos EUA. A Casa Branca ressalta que o decreto não legaliza a maconha em nível federal, mas cria um ambiente regulatório propício para pesquisas, orientação médica e desenvolvimento de políticas públicas na área da saúde.

África do Sul Realiza Operação em Centro de Refugiados Brancos Ligado a Trump em Joanesburgo

África do Sul Realiza Operação em Centro de Refugiados Brancos Ligado a Trump em Joanesburgo

Tensões Diplomáticas Crescem Após Ação em Joanesburgo

O Ministério do Interior da África do Sul confirmou a realização de uma operação em um centro que processa pedidos de asilo para sul-africanos brancos nos Estados Unidos, localizado em Joanesburgo. A ação, que ocorreu na terça-feira (16), resultou na prisão de sete quenianos que atuavam no local. Segundo o ministério, os indivíduos estavam no país com vistos de turista, o que os impedia legalmente de exercer atividades laborais.

EUA Reagem Fortemente e Exigem Esclarecimentos

O governo sul-africano informou que nenhum funcionário americano foi detido durante a operação. No entanto, a ação gerou uma forte reação de Washington. Tommy Pigott, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, declarou que “interferir em nossas operações com refugiados é inaceitável” e que os Estados Unidos buscam “esclarecimentos imediatos do governo sul-africano e esperam total cooperação e responsabilização”. O centro em questão é parte de um programa de refúgio para brancos sul-africanos, iniciado sob a administração do ex-presidente Donald Trump.

Programa de Refúgio para Brancos Sul-Africanos Sob Fogo

O programa, que segundo a alegação da gestão Trump visa acolher brancos sul-africanos supostamente perseguidos em seu país – alegação negada pelo governo sul-africano –, já teria transferido cerca de 400 pessoas para os EUA até o início de novembro. Os quenianos presos eram funcionários da RSC Africa, uma empresa terceirizada sediada no Quênia, responsável por auxiliar no processamento desses pedidos. O Ministério do Interior sul-africano alegou que os vistos para que realizassem tal trabalho haviam sido negados anteriormente.

Diálogo Diplomático Formal Iniciado Pelas Autoridades Sul-Africanas

A pasta sul-africana afirmou que o funcionamento do centro levanta “sérias questões sobre intenções e protocolo diplomático” e que já iniciou “diálogos diplomáticos formais com os Estados Unidos e o Quênia para resolver esta questão”. Recentemente, a administração Trump anunciou uma restrição no número de refugiados admitidos nos EUA, estabelecendo um limite de 7,5 mil para o ano fiscal corrente, com prioridade dada a sul-africanos brancos. Isso contrasta com a cota de 125 mil estabelecida por seu antecessor, Joe Biden.