O ano de 2026 marca o aniversário de 10 anos de títulos que não apenas definiram gêneros, mas também trouxeram aventuras e experiências memoráveis que continuam a divertir muito, mesmo uma década depois. Para quem não consegue acompanhar os lançamentos mais recentes ou possui um hardware mais simples, essa lista é um convite irrecusável para revisitar ou descobrir obras atemporais.
Nossa seleção de 10 jogos que completam uma década de vida em 2026 inclui tanto games AAA, que rodam sem problemas nas placas mais simples das últimas gerações, quanto indies que funcionam em praticamente qualquer máquina. Além disso, a maioria desses títulos pode ser encontrada a preços acessíveis em diversas plataformas atualmente.
Uma Década de Jogos Inesquecíveis: Nossos 10 Escolhidos
1. DOOM: Mais do que um jogo de tiro, DOOM de 2016 foi uma verdadeira terapia. Em uma era onde os FPS se escondiam atrás de coberturas e regeneração de vida, o Doom Slayer nos lembrou da regra de ouro: não pare de se mover. Com a trilha sonora industrial brutal de Mick Gordon e uma violência coreografada que beirava a dança, ele resgatou a alma dos jogos de ação dos anos 90, mas com uma roupagem moderna e visceral.
2. Inside: Dos mesmos criadores do aclamado Limbo, Inside é uma experiência que perdura muito tempo depois que os créditos sobem. Sem proferir uma única palavra, o jogo constrói uma narrativa perturbadora sobre controle e sociedade. A atmosfera opressiva, o design de som minimalista e o final chocante, discutido por anos, o tornam uma das obras artísticas mais importantes da década.
3. Battlefield 1: A coragem da DICE em apostar na Primeira Guerra Mundial, quando o mercado olhava para o futuro dos conflitos, foi amplamente recompensada. Battlefield 1 não se resumiu ao caos do multiplayer com 64 jogadores; foi sobre a atmosfera. O som do apito antes de uma investida, a brutalidade das trincheiras e a campanha "War Stories", que humanizou o conflito através de diferentes perspectivas, criaram uma imersão histórica sem precedentes para os fãs de shooters.
4. Dark Souls III: A conclusão épica da saga que definiu o gênero soulslike. Dark Souls III foi uma carta de amor aos fãs, misturando a velocidade de Bloodborne com a lore profunda do primeiro jogo. As batalhas contra chefes como o Nameless King e Gael não foram apenas testes de habilidade, mas momentos de pura emoção e espetáculo visual, encerrando o ciclo do fogo com a maestria que a FromSoftware nos habituou.
5. Final Fantasy XV: Após dez anos em desenvolvimento (iniciando como Versus XIII), a aventura do príncipe Noctis finalmente chegou em 2016. Apesar de alguns tropeços no lançamento, o coração do jogo era inegável: a amizade. A road trip com Gladiolus, Ignis e Prompto, regada a fotos, receitas, acampamentos e conversas banais no carro, criou um vínculo emocional tão forte que o final do jogo se tornou um dos mais impactantes da franquia.
6. Uncharted 4: A Thief’s End: A conclusão da saga de Nathan Drake elevou a barra do que chamamos de cinematográfico nos games. A Naughty Dog humanizou o caçador de tesouros, equilibrando a ação desenfreada com momentos de calmaria doméstica e o peso das relações familiares. Do visual deslumbrante de Libertalia àquela icônica perseguição de jipe em Madagascar, é um jogo que mistura espetáculo técnico com uma narrativa madura sobre obsessão e a importância de saber a hora de parar.
7. Deus Ex: Mankind Divided: Adam Jensen retornou em 2016 para explorar um mundo dividido pelo preconceito contra os "aumentados" (pessoas com modificações robóticas). O jogo brilhou ao oferecer uma Praga futurista densa e cheia de segredos. A liberdade de abordagem — seja como um fantasma pacifista ou uma máquina de guerra — e a narrativa que tocava em temas sociais pesados fizeram de Mankind Divided um RPG imersivo e cerebral, digno do legado da série.
8. Persona 5: O jogo que fez o mundo inteiro prestar atenção nos JRPGs novamente. Com um estilo visual inconfundível e muito jazz, Persona 5 nos transformou nos Phantom Thieves. A rotina de estudante durante o dia e justiceiro à noite, combinada com personagens carismáticos e uma crítica ácida à sociedade japonesa, criou um fenômeno pop que transcendeu o nicho. Dez anos depois, a trilha sonora ainda não saiu das nossas playlists.
9. No Man’s Sky: A história de redenção mais famosa dos games começou aqui. Se o lançamento de 2016 foi marcado por promessas não cumpridas, ele também plantou a semente de um universo infinito. A sensação de solidão ao explorar um planeta nunca antes visto, a escala absurda do cosmos e a promessa de que poderíamos ir a qualquer lugar capturaram a imaginação de milhões, servindo de base para o sucesso que o jogo se tornou anos depois.
10. Stardew Valley: Em meio a tantos jogos de ação e guerra com foco em qualidade gráfica, um simulador de fazenda pixelado feito por uma única pessoa chamou a atenção de milhões de jogadores. Stardew Valley foi o refúgio perfeito. A simplicidade de plantar, pescar no rio e fazer amizade com os moradores da vila nos lembrou que jogos também servem para relaxar e curar.
O Legado de um Ano Memorável nos Games
O ano de 2016 foi, sem dúvida, uma safra de ouro para a indústria dos videogames. Além dos títulos listados, outros jogos de peso como Overwatch, Watch Dogs 2, The Division e a aclamada expansão Blood and Wine de The Witcher 3 também foram lançados, enriquecendo ainda mais o cenário. Essa lista, no entanto, destaca dez obras que, por sua inovação, impacto narrativo ou puro entretenimento, permanecem relevantes e divertidas, provando que um bom jogo é verdadeiramente atemporal.