O governo chinês, através de seu porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, manifestou forte oposição à recente apreensão de petroleiros venezuelanos pelos Estados Unidos. Lin Jian classificou a ação como uma “apreensão arbitrária de navios de outro país” e uma violação do direito internacional. A declaração surge após a interceptação, por parte da Guarda Costeira dos EUA, do segundo navio transportando petróleo da Venezuela em águas internacionais.
Em coletiva de imprensa, Lin Jian reiterou a posição da China contra sanções unilaterais que, segundo ele, carecem de base legal internacional e não possuem autorização do Conselho de Segurança da ONU. “Oposição sistemática a sanções unilaterais ilegais” foi o termo utilizado, enfatizando que a China se opõe a “toda intimidação unilateral”. O porta-voz destacou que a Venezuela tem o direito de buscar “cooperação mutuamente benéfica” de forma independente, ressaltando que a “comunidade internacional compreende e apoia a posição da Venezuela na defesa de seus direitos e interesses legítimos”.
A tensão aumenta após o anúncio, em 16 de dezembro, do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre um bloqueio total de navios petroleiros sancionados que se dirigem ou partem da Venezuela. Essa medida segue a apreensão, em 10 de dezembro, do petroleiro Skipper. No último sábado (20), o Centuries foi interceptado pela Guarda Costeira americana perto da costa venezuelana. As autoridades americanas também estariam em busca do petroleiro Bella 1, que se dirigia ao país para carregar petróleo.
Em resposta às ações dos EUA, o regime de Nicolás Maduro classificou a apreensão dos petroleiros como “pirataria”. Paralelamente, a Venezuela tem buscado apoio internacional, com a Rússia já tendo oferecido “todo o apoio” contra o bloqueio imposto pelos Estados Unidos. A situação reflete as crescentes tensões geopolíticas em torno das sanções americanas contra o governo venezuelano e o comércio de seu petróleo.