“`json
{
"title": "Deepfakes e IA Ameaçam Apostadores de Bets: Tecnologia de Verificação É Crucial para Proteger Dinheiro em Meio ao Boom de Fraudes no Brasil",
"subtitle": "Relatório da Sumsub revela aumento alarmante de golpes sofisticados impulsionados por inteligência artificial, exigindo respostas tecnológicas robustas para garantir a segurança no mercado de apostas online.",
"content_html": "<p>O mercado de apostas esportivas, popularmente conhecido como "bets", continua em plena ascensão no Brasil, consolidando-se como um setor bilionário que atrai milhões de usuários. Um ano após a implementação de regulamentações governamentais para as plataformas de quota fixa, um desafio persistente ganha novas e preocupantes dimensões: as fraudes de identidade, agora amplificadas pelo uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) e deepfakes.</p><p>Com o setor de iGaming se tornando um alvo lucrativo para cibercriminosos, o roubo de contas de apostadores legítimos e a lavagem de dinheiro representam sérias ameaças, contrariando os esforços regulatórios do governo para combater operações ilegais. No entanto, a complexidade dos golpes evoluiu, e uma tendência alarmante se destaca: a manipulação de deepfakes para contornar sistemas de segurança das operadoras de apostas.</p><h3>A Ascensão da Fraude Impulsionada por IA</h3><p>Kris Galloway, head de iGaming da Sumsub, empresa especializada em verificação de identidade, alerta para uma tática comum utilizada por criminosos: a criação de publicidades falsas que usam deepfakes de celebridades. Essas campanhas enganosas buscam atrair a confiança dos usuários, prometendo jogos de cassino criados por figuras públicas como MrBeast ou patrocinados por grandes marcas.</p><p>Galloway explica que esses anúncios fraudulentos levam as vítimas a instalar softwares que, à primeira vista, parecem aplicativos de apostas legítimos em lojas oficiais como App Store e Google Play Store. Na realidade, são golpes disfarçados de jogos, nos quais os apostadores são induzidos a perder dinheiro progressivamente, acreditando estar participando de algo autêntico. "Obviamente são deepfakes, mas eles [criminosos] usam isso como uma forma de convencer a pessoa a fazer o download de um aplicativo", detalha Galloway.</p><p>A dimensão do problema é revelada no relatório "State of Identity Verification in the iGaming Industry 2025" da Sumsub, que aponta um aumento de 126% no uso de deepfakes em golpes no Brasil no ano de 2025. Embora o volume geral de ataques tenha diminuído globalmente para 2,2% no ano passado, os casos envolvendo golpes sofisticados com IA generativa e deepfakes dispararam 180% em todo o mundo em relação ao ano anterior.</p><h3>A Corrida Contra o Tempo da Cibersegurança</h3><p>Para o mercado de apostas, esse cenário significa uma frequência maior de ocorrências fraudulentas, incluindo manipulações de telemetria para burlar sistemas de verificação e roubos de identidade facilitados pela tecnologia. Kris Galloway expressa preocupação com a crescente apropriação da inteligência artificial pela criminalidade virtual. Uma pesquisa da Sumsub de 2025 mostrou que 78% das operadoras de apostas já detectaram casos de fraude impulsionados por IA, sendo a América Latina responsável por 39% das ocorrências de deepfakes.</p><p>Grande parte desse aumento não se deve apenas à popularidade das bets, mas também à facilidade com que criminosos digitais conseguem alterar documentos, forjar identidades e falsificar outros arquivos usando ferramentas de IA generativas. "Uma coisa que era difícil de ser feita em termos de fraude, agora qualquer pessoa pode fazer com o ChatGPT", afirma Galloway. Essa democratização da fraude exige uma resposta igualmente tecnológica e ágil das empresas de segurança.</p><h3>Biometria e o Combate à Lavagem de Dinheiro</h3><p>Em meio a esses tempos desafiadores para a segurança digital, a biometria se destaca como uma das medidas mais eficazes no combate a fraudes sofisticadas, especialmente contra deepfakes e IA. No universo das apostas, a verificação biométrica garante a integridade dos apostadores legítimos, ao mesmo tempo em que frustra tentativas de roubo de identidade e impede a criação de múltiplas contas para obter vantagens injustas ou para a lavagem de dinheiro.</p><p>As contas "laranjas" representam uma preocupação particular, caminhando lado a lado com as fraudes de identidade. Uma análise de 2024 da Sumsub revelou que a lavagem de dinheiro é um dos principais problemas enfrentados por operadoras legais, respondendo por 64,8% das ocorrências. Galloway explica que é possível identificar padrões suspeitos na forma como um jogador aposta. "Se suspeitamos que uma pessoa tem várias contas em nomes diferentes e ela faz um depósito de R$ 100 mil, joga por uns dias, faz apostas e tenta sacar R$ 95 mil, podemos analisar como o dinheiro foi movimentado e quais foram as apostas feitas", exemplifica.</p><p>A análise de apostas com odds (chances) extremamente favoráveis ou super seguras, como apostar na vitória de um time muito forte contra um fraco, pode indicar uma possível lavagem de dinheiro. Galloway ressalta que, embora se pense em valores milionários, "nem sempre há milhões envolvidos" e que ocorrências com valores mais baixos podem ser usadas para despistar o monitoramento.</p><h3>Tecnologia a Serviço da Proteção</h3><p>Para operadoras ilegais de bets, a realidade é distinta, já que não há um acompanhamento regularizado, tornando o combate a essas fraudes muito mais difícil. "Elas não recebem multas porque não sabemos onde estão, não sabemos o que elas realmente estão fazendo", comenta Galloway, destacando a importância da legislação para as bets legalizadas.</p><p>É nesse contexto que a biometria, após um período de transição, emerge como um ponto crucial na linha de frente contra fraudes em bets, especialmente as focadas em deepfakes e IAs. A lei brasileira, inclusive, obriga as operadoras a identificarem os jogadores por reconhecimento facial no momento do cadastro (onboarding), com multas que podem chegar a R$ 2 bilhões para empresas que não cumprirem a regulamentação.</p><p>Contudo, o caminho é longo. Com o crescimento das fraudes impulsionadas por ferramentas de inteligência artificial, uma tendência que deve se intensificar em 2026, surge a necessidade de investir em medidas de segurança ainda mais robustas, que vão além da biometria convencional. Já existem casos de deepfakes capazes de contornar essa tecnologia, e no setor de apostas, uma fraude desse tipo pode causar prejuízos gigantescos tanto para as operadoras quanto, principalmente, para os jogadores.</p><p>A solução reside na própria tecnologia. Se as IAs podem ser usadas por criminosos para automatizar fraudes de identidade, essas mesmas ferramentas podem ser empregadas para combatê-las. "Com a inteligência artificial é mais fácil de identificar em uma escala maior e com mais confiança", conclui Galloway, reforçando a importância de estar "sempre um passo à frente" dos criminosos na corrida tecnológica.</p>"
}
“`
Deepfakes e IA exigem que tecnologia proteja os apostadores de bets















Leave a Reply