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EUA Afirmam Não Impor Acordo de Paz à Ucrânia em Meio a Negociações Diplomáticas

EUA Afirmam Não Impor Acordo de Paz à Ucrânia em Meio a Negociações Diplomáticas

Diplomacia em Miami: EUA como Facilitadores

Em Miami, o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou que Washington não pretende impor um acordo de paz à Ucrânia. A afirmação ocorreu durante uma série de encontros diplomáticos que reúnem representantes ucranianos e de nações europeias, buscando uma resolução negociada para o conflito com a Rússia. Rubio enfatizou que os EUA atuam exclusivamente como facilitadores do diálogo, rejeitando a ideia de pressionar Kiev ou Moscou.

“Não podemos obrigar a Ucrânia a aceitar um acordo. Também não podemos obrigar a Rússia. Um acordo só existe se as duas partes quiserem”, declarou o Secretário, que indicou a possibilidade de participar pessoalmente das conversas no sábado. As negociações estão sob a coordenação de aliados próximos do presidente Donald Trump, como Steve Witkoff e Jared Kushner. A proposta em discussão inclui garantias de segurança para a Ucrânia, mas levanta a questão de concessões territoriais, um ponto de forte resistência interna em Kiev.

Ucrânia Busca Garantias de Segurança em Meio à Ofensiva Russa

A delegação ucraniana, liderada pelo Ministro da Defesa Rustem Umerov, tem se reunido com representantes dos Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha para alinhar as prioridades do presidente Volodimir Zelensky. O foco principal são garantias de segurança duradouras para o país. Umerov informou que as conversas com Zelensky mantêm o trabalho em “linha clara” com os objetivos do governo ucraniano.

Enquanto a diplomacia avança, o conflito militar continua intenso. A Rússia ainda não respondeu formalmente às modificações feitas pela Ucrânia e pelos países europeus em um plano de 28 pontos anteriormente apresentado por Washington, que havia sido criticado por favorecer Moscou. Poucas horas antes das declarações de Rubio, o presidente russo, Vladimir Putin, endureceu o discurso, afirmando que o desfecho da guerra depende de Kiev e seus aliados ocidentais, e projetando novos ganhos militares russos até o fim do ano. Atualmente, a Rússia controla aproximadamente 19% do território ucraniano, incluindo a Crimeia.

Violência Persiste e Rússia Critica Uso de Ativos Congelados

A violência no campo de batalha não dá sinais de diminuição. Um ataque com míssil balístico na região de Odessa, no Mar Negro, resultou na morte de sete pessoas e deixou ao menos 15 feridos, segundo autoridades locais, com o alvo sendo a infraestrutura portuária.

Em outro desenvolvimento, Vladimir Putin comentou as recentes decisões da União Europeia de não utilizar ativos russos congelados para financiar um empréstimo à Ucrânia. Cerca de 200 bilhões de euros do Banco Central russo permanecem retidos na Euroclear, em Bruxelas. Putin classificou qualquer uso desses recursos como um “assalto”.

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