Foco em “quarentena” do petróleo
A Casa Branca direcionou as forças militares dos Estados Unidos a concentrar seus esforços na manutenção de uma “quarentena” econômica sobre a Venezuela. A principal estratégia, segundo um funcionário do governo americano ouvido pela agência Reuters, é priorizar a pressão econômica através da aplicação rigorosa de sanções, em detrimento de uma ação militar direta no curto prazo. A ordem é para que as forças americanas se dediquem quase exclusivamente ao “cerco do petróleo venezuelano” pelos próximos dois meses.
Sanções como principal ferramenta
A diretriz do governo dos EUA visa aumentar a pressão sobre o regime do presidente Nicolás Maduro. O funcionário anônimo declarou que os esforços até o momento já exerceram uma “pressão tremenda” sobre Maduro e que a expectativa é que, até o final de janeiro, a Venezuela enfrente uma “calamidade econômica” caso não faça “concessões significativas” aos Estados Unidos. Em linha com essa estratégia, os EUA informaram ao Conselho de Segurança da ONU que imporão e farão cumprir sanções contra a Venezuela e Maduro “na máxima extensão permitida”.
Opções militares permanecem, mas em segundo plano
Embora a possibilidade de uma ação militar não tenha sido totalmente descartada, a ordem atual reduz a probabilidade de uma ofensiva terrestre imediata. O foco é, primeiramente, utilizar a pressão econômica como meio de alcançar os objetivos da Casa Branca. Essa abordagem difere das declarações mais incisivas do presidente Donald Trump, que reiteradamente mencionou a hipótese de intervenção militar.
Reforços e apreensões de petroleiros
Como parte da estratégia de cerco econômico, a Guarda Costeira dos Estados Unidos aguarda a chegada de reforços para tentar abordar e apreender um terceiro petroleiro ligado à Venezuela. A ação visa intensificar o isolamento econômico do país e pressionar ainda mais o governo de Maduro, que Trump aconselhou a renunciar ao cargo, alertando para “consequências” caso contrário.















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