Descoberta histórica em Jerusalém
Arqueólogos em Jerusalém descobriram um fragmento de cerâmica com mais de 2.700 anos que contém uma inscrição em acadiana, antiga língua semítica. A peça, encontrada próximo ao Monte do Templo, é considerada a primeira inscrição assíria já identificada na cidade e oferece uma visão inédita das relações diplomáticas e fiscais da época.
Um aviso de imposto do passado
O texto no fragmento menciona o atraso no pagamento de um tributo, citando o “primeiro dia do mês de Av”, uma data que ainda é utilizada no calendário hebraico. Especialistas acreditam que a inscrição seja um aviso de imposto enviado do imperador assírio ao rei de Judá. A datação do objeto, entre o final do século 8 a.C. e meados do século 7 a.C., coincide com um período de tensões, incluindo a revolta do rei Ezequias contra o domínio assírio, um episódio narrado na Bíblia.
Evidências da comunicação assíria
Embora o fragmento não cite o nome do destinatário, as evidências cronológicas apontam para os reinados de Ezequias, Manassés ou Josias. A análise da cerâmica confirmou que o fragmento não é de origem local, mas sim da bacia do rio Tigre, região onde ficavam os centros do Império Assírio. Isso reforça a ideia de que se trata de um documento oficial que viajou centenas de quilômetros, possivelmente contendo ordens fiscais diretas do palácio imperial.
Uma janela para a história
A descoberta, feita de forma inesperada por Moria Cohen durante a peneiração de terra, é descrita como um momento emocionante. “Saber que fui a primeira pessoa a tocar esse fragmento em 2.700 anos é indescritível”, declarou Cohen. Este achado é o único registro assírio da época do Primeiro Templo encontrado em Jerusalém até o momento e lança uma luz crucial sobre a comunicação entre a Assíria e Judá, reforçando o caráter político e internacional de Jerusalém no século 7 a.C.















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