Brasil se recusa a endossar texto que pede “restauração democrática” na Venezuela
O governo brasileiro, sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva, tomou a decisão de não assinar um comunicado do Mercosul que exigia a “restauração da democracia” na Venezuela. A medida, liderada pela Argentina de Javier Milei durante a cúpula do bloco em Foz do Iguaçu, no Paraná, dividiu os países membros, com Brasil e Uruguai optando por não aderir ao texto, enquanto Argentina, Paraguai e outros integrantes manifestaram apoio.
Itamaraty buscava “equilíbrio” e alertava sobre ameaças externas
Segundo o Itamaraty, a posição brasileira buscava um texto mais equilibrado, que também abordasse a presença militar estrangeira no Caribe. O governo Lula considera essa atuação uma ameaça direta à soberania regional e à estabilidade da América do Sul. Diplomatas brasileiros indicaram que o tema Venezuela já era negociado há semanas, com o Brasil aceitando discutir violações de direitos humanos e a crise humanitária no país, mas defendendo a inclusão do alerta sobre a atuação de forças militares internacionais.
Rejeição do trecho sobre militares estrangeiros gerou impasse
A rejeição dos demais países ao trecho sobre a presença militar estrangeira levou o Brasil a se retirar da mesa de negociação, resultando na ausência de sua assinatura no comunicado final. O Uruguai seguiu a mesma linha, demonstrando um claro racha interno no Mercosul sobre a abordagem da crise venezuelana. Um diplomata brasileiro lamentou o desfecho, afirmando que, apesar de cientes da iniciativa argentina, o Brasil não foi consultado sobre a linguagem final do texto.
Comunicado pressiona por democracia e gera preocupação com crise migratória
O comunicado divulgado reuniu assinaturas da Argentina, Paraguai e Panamá, além de endosso de autoridades da Bolívia, Equador e Peru. No documento, os signatários expressaram “profunda preocupação” com a crise migratória, humanitária e social na Venezuela, país que permanece suspenso do Mercosul. Os líderes reafirmaram o compromisso de promover, por meios pacíficos, a restauração da ordem democrática e o respeito aos direitos humanos no território venezuelano.















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