Itália Não Está Pronta para Assinar Acordo UE-Mercosul Imediatamente
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, declarou que a assinatura do acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, seria “prematura” nos próximos dias. A principal justificativa apresentada por Meloni reside na necessidade de concluir algumas salvaguardas cruciais para a proteção dos agricultores italianos.
Salvaguardas Agrícolas e a Confiança em Novo Prazo
Em discurso no Parlamento italiano, Meloni explicou que, embora as demandas italianas tenham sido apresentadas à Comissão Europeia e tenham sido objeto de trabalho intenso, as medidas de proteção, que incluem mecanismos de salvaguarda, um fundo de compensação e regulamentações mais rigorosas sobre pragas e doenças, ainda não foram totalmente finalizadas. Apesar disso, a primeira-ministra expressou otimismo, confiando que as condições necessárias para a assinatura do acordo serão atendidas no início de 2026.
O Acordo UE-Mercosul e as Pressões Europeias
A Comissão Europeia, com o apoio da Alemanha, busca obter o aval dos países-membros da UE antes do final do ano para o acordo, que visa criar a maior zona de livre comércio do mundo. O pacto facilitaria a exportação de produtos europeus como veículos, máquinas, vinhos e bebidas alcoólicas para a América Latina, ao mesmo tempo em que abriria o mercado europeu para carne, açúcar, arroz, mel e soja sul-americanos. Contudo, a proposta enfrenta resistência, com países como a França também expressando preocupações sobre o impacto em seu setor agrícola e defendendo o adiamento da votação para 2026.
Posição da Itália: Não Bloqueio, Mas Exigência de Garantias
Meloni fez questão de esclarecer que a posição da Itália não representa um bloqueio ou rejeição ao acordo em seu conjunto. A declaração reflete um esforço em garantir que os interesses nacionais, especialmente os do setor agrícola, sejam devidamente atendidos antes que o pacto seja formalizado. A expectativa é que, com a finalização das salvaguardas, a Itália possa dar seu aval ao acordo no início do próximo ano.















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