Quem assume a Venezuela se Maduro cair? Conheça os possíveis sucessores e os desafios de cada um
Enquanto a pressão internacional aumenta sobre o regime chavista, nomes como Delcy Rodríguez, Juan Guaidó, Edmundo González e María Corina Machado despontam como potenciais líderes em um cenário de transição. Entenda os perfis e as barreiras.
A crescente pressão dos Estados Unidos sobre o governo de Nicolás Maduro levanta a questão sobre quem poderia assumir o poder na Venezuela em caso de uma deposição do ditador. Embora nomes como o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, e o número 2 do chavismo, Diosdado Cabello, sejam mencionados, a gestão americana dificilmente aceitaria ambos devido ao seu alinhamento com o regime e às acusações que pesam contra eles, incluindo recompensas por suas prisões.
Delcy Rodríguez: A vice de Maduro e suas nuances
A vice-presidente Delcy Rodríguez foi cogitada por Maduro para liderar um governo interino, um pedido que, segundo a Reuters, foi rejeitado pelos EUA. Apesar de algumas políticas econômicas pró-mercado serem atribuídas a ela, Delcy é vista como uma figura alinhada às posições mais radicais do chavismo. Suas declarações contundentes, como a descrição da cerimônia do Prêmio Nobel da Paz para María Corina Machado como um “velório”, e a atuação de seu irmão, Jorge Rodríguez, na linha de frente chavista, com iniciativas como a retirada da Venezuela do Tribunal Penal Internacional e a reivindicação da região do Essequibo, reforçam essa percepção.
Juan Guaidó: Do protagonismo à perda de relevância
Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino em 2019 e obteve reconhecimento internacional, viu sua importância política diminuir. Apesar do apoio inicial de diversos países, a ausência de resultados concretos na destituição do chavismo e a subsequente extinção da presidência interina pela Assembleia Nacional em 2022 o deixaram em segundo plano. A ascensão de Edmundo González e María Corina Machado na oposição também contribuiu para a redução de suas chances de suceder Maduro.
Edmundo González: O vencedor não reconhecido e o asilo político
Edmundo González foi declarado vencedor da eleição presidencial de 28 de julho de 2024, mas o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), sob controle chavista, fraudou o resultado em favor de Maduro. Mesmo com atas de votação comprovando a vitória da oposição, o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) ratificou o resultado ilegítimo. Após ter sua prisão decretada pela justiça venezuelana, González buscou asilo na Espanha. Países como Estados Unidos e Argentina exigem o respeito ao resultado eleitoral, e María Corina Machado tem defendido que González assuma a presidência, com ela como vice, em reconhecimento às urnas.
María Corina Machado: A líder inabilitada e a força da oposição
María Corina Machado, impedida de disputar a eleição presidencial por ineligibilidade imposta pelo regime chavista, tornou-se a principal apoiadora de Edmundo González. Sua luta pela democracia lhe rendeu o Prêmio Nobel da Paz. Apesar de defender a posse de González, Machado possui forte apoio dos Estados Unidos e não pode ser descartada como uma figura central em um eventual arranjo político, que poderia incluir novas eleições. Sua influência e reconhecimento internacional a posicionam como uma força política a ser considerada no futuro da Venezuela.















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