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Ramagem Pede à Câmara Ignorar STF, Manter Mandato e Voto Remoto em Meio a Acusações de Perseguição Política

Ramagem Pede à Câmara Ignorar STF, Manter Mandato e Voto Remoto em Meio a Acusações de Perseguição Política

Defesa de Ramagem busca manter mandato e autorização para voto remoto

A defesa do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) apresentou um pedido à Câmara dos Deputados solicitando que a Casa ignore a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e mantenha o mandato do parlamentar. A argumentação central da defesa é que Ramagem estaria sendo vítima de “perseguição política”. Além disso, o pedido inclui a autorização para que o deputado exerça suas funções parlamentares de forma remota, justificando que as votações ocorrem majoritariamente via aplicativo, o que permitiria a atuação de parlamentares mesmo em outras circunstâncias.

Presidente da Câmara desiste de levar parecer de cassação ao Plenário

Em um desenvolvimento paralelo, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), decidiu não levar o parecer sobre a cassação do mandato de Alexandre Ramagem ao Plenário da Casa. A responsabilidade por essa decisão agora recai sobre a Mesa Diretora do órgão legislativo. A manobra indica um possível adiamento ou uma nova estratégia na condução do caso dentro da Câmara.

STF oficializa pedido de extradição de Ramagem após fuga para os EUA

Na última segunda-feira (14), o ministro do STF, Alexandre de Moraes, oficializou o pedido de extradição de Ramagem, que se encontra nos Estados Unidos desde setembro. A solicitação do STF ocorre após a condenação do deputado pela participação na trama golpista de 2022, que visava impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro determinou o envio dos documentos necessários ao Ministério da Justiça e Segurança Pública para formalizar o pedido de extradição com base no tratado bilateral com os EUA.

Condenações e acusações contra o ex-diretor da Abin

Alexandre Ramagem, que atuou como ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), foi condenado a 16 anos e um mês de prisão. As acusações que pesam contra ele incluem os crimes de organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. A condenação reforça a gravidade das acusações e a base para o pedido de extradição e as medidas cautelares em curso.

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