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Ransomware VolkLocker do CyberVolk Tem Falha Crítica que Permite Recuperar Arquivos Sem Pagar Resgate, Revela Pesquisa da SentinelOne

Ransomware VolkLocker do CyberVolk Tem Falha Crítica que Permite Recuperar Arquivos Sem Pagar Resgate, Revela Pesquisa da SentinelOne

Um novo ransomware-as-a-service (RaaS) chamado VolkLocker, atribuído ao grupo de hackerativistas pró-Rússia CyberVolk (também conhecido como GLORIAMIST), foi lançado com a promessa de criptografar arquivos e exigir resgate sob a ameaça de exclusão em poucas horas. No entanto, uma pesquisa detalhada da empresa de segurança SentinelOne revelou uma falha crítica em sua implementação que permite às vítimas desencriptar e recuperar seus arquivos sem a necessidade de pagar qualquer valor aos criminosos.

A SentinelOne descobriu a atividade do VolkLocker em agosto de 2025. Escrito na linguagem Golang, o malware é capaz de afetar tanto sistemas Windows quanto Linux. O serviço de RaaS oferece aos criminosos a possibilidade de configurar o ataque, incluindo endereço Bitcoin para resgate, token e ID de bot do Telegram para comunicação, prazo de criptografia, extensões de arquivos-alvo e opções de autodestruição.

Como o VolkLocker Atua Antes da Falha

Após infectar um computador, o VolkLocker segue um padrão de ataque típico. Ele tenta escalar privilégios, realiza um reconhecimento extenso no sistema e verifica o endereço MAC local para evitar a detecção por programas de virtualização, como Oracle e VMWare. Em seguida, lista todos os drivers disponíveis e determina quais arquivos serão criptografados com base nas configurações fornecidas pelo operador do ataque.

A criptografia é realizada usando o algoritmo AES-256 no modo Galois/Counter (GCM), através do pacote crypto/rand. Os arquivos criptografados recebem extensões como .locked ou .cvolk. Além da criptografia, o ransomware também executa ações para evitar detecção, como deletar arquivos espelhados e encerrar processos do Microsoft Defender Antivirus. Uma característica notável é um contador de 48 horas que ameaça apagar o conteúdo das pastas Documentos, Desktop, Downloads e Imagens caso o resgate não seja pago.

A Falha de Implementação que Salva as Vítimas

O grande calcanhar de Aquiles do VolkLocker reside em uma falha crítica de implementação. A chave-mestra de criptografia do ransomware não apenas fica “hard-coded” nos arquivos binários do malware, mas também é gravada em texto corrido na pasta temporária do sistema (C:UsersAppDataLocalTempsystem_backup.key). Isso significa que um usuário afetado pode simplesmente localizar essa chave e utilizá-la para liberar seus arquivos sem ceder às exigências dos golpistas.

O Grupo CyberVolk e Seu Modelo de RaaS

As operações de RaaS do grupo CyberVolk são conduzidas principalmente via Telegram, onde oferecem suas ferramentas. Os custos variam entre US$ 800 (aproximadamente R$ 4.320) e US$ 1.100 (cerca de R$ 5.940) para versões destinadas a sistemas Windows ou Linux, e entre US$ 1.600 (R$ 8.640) e US$ 2.200 (R$ 11.880) para ataques que visam ambos os sistemas. O ransomware inclui automação via Telegram para facilitar o contato com as vítimas e a coleta de informações do sistema.

Em novembro deste ano, o grupo expandiu seu portfólio, anunciando também a venda de trojans de acesso remoto (RATs) e keyloggers, cada um custando US$ 500 (R$ 2.700). O CyberVolk iniciou suas atividades com RaaS em junho de 2024, conduzindo ataques DDoS e ransomware contra governos e entidades públicas, sempre em apoio a interesses do governo russo. Embora o grupo se posicione como pró-Rússia, acredita-se que sua origem seja na Índia, conforme apontado pela SentinelOne.

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