Decisão Esperada pelo Grupo
O tribunal russo classificou o coletivo feminista Pussy Riot como uma ‘organização extremista’, uma decisão que as integrantes afirmam já ser esperada. Nadya Tolokonnikova, uma das fundadoras do grupo, comentou em sua conta na rede social X que as autoridades russas ‘estão trabalhando nisso há anos, pelo menos desde 2012’. Ela compartilhou um trecho de uma entrevista antiga, concedida de uma colônia penitenciária onde cumpriu pena após a controversa ‘oração punk’ realizada na Catedral de Cristo Salvador, em Moscou.
Objetivo de Silenciar Críticas
Em declarações anteriores no Facebook, o Pussy Riot já havia manifestado que a legislação russa tem como objetivo ‘apagar o Pussy Riot da memória dos cidadãos russos’. Muitas das integrantes do grupo, que já enfrentaram condenações e prisão por seu ativismo, vivem atualmente no exílio. Além disso, o coletivo tem se posicionado abertamente contra a ofensiva militar russa na Ucrânia, o que contribui para a crescente pressão governamental.
Lista Crescente de ‘Extremistas’
Com essa nova designação, o Pussy Riot se junta a uma lista que já inclui a Fundação Anticorrupção do falecido líder opositor Alexei Navalny, a empresa Meta (dona do Facebook e Instagram) e o ‘movimento internacional LGBTQIA+’. A inclusão nesta lista de ‘terroristas e extremistas’ confere ao governo russo um amplo leque de ferramentas jurídicas para reprimir e silenciar qualquer forma de oposição ou crítica ao regime.
Implicações da Designação
A classificação como ‘organização extremista’ impõe restrições severas às atividades do grupo e de seus membros na Rússia. Além de dificultar a organização e comunicação, a medida pode levar a novas perseguições judiciais e a um maior isolamento dos ativistas que ainda se encontram no país. A ação reflete a intensificação do controle do Estado sobre a sociedade civil e a supressão de vozes dissidentes sob o atual governo russo.















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