Ação preventiva ou sinal de alerta?
Em um movimento que levanta questionamentos sobre a estabilidade na Venezuela, a Rússia iniciou a retirada de familiares de seus diplomatas do país sul-americano. A informação, divulgada pela agência Associated Press (AP) e baseada em um oficial de inteligência europeu que pediu anonimato, indica que a operação começou na última sexta-feira (19) e envolve a saída de mulheres e crianças.
Avaliação sombria da situação
Segundo a fonte da AP, autoridades do Ministério das Relações Exteriores da Rússia estariam avaliando o cenário venezuelano em “tons muito sombrios”. A ação ocorre em um momento de crescente pressão por parte dos Estados Unidos, liderados pelo presidente Donald Trump, sobre o governo de Nicolás Maduro.
Apoio russo à Venezuela
Apesar da retirada das famílias, a Rússia tem reiterado seu apoio a Caracas. Nesta segunda-feira (22), o chanceler venezuelano, Yván Gil, afirmou que Moscou ofereceu “toda sua cooperação” e suporte contra o bloqueio de navios petroleiros imposto pelos Estados Unidos. Em agosto, o presidente russo, Vladimir Putin, já havia conversado com Maduro, reafirmando o apoio do Kremlin à “proteção dos interesses nacionais e da soberania” venezuelana diante das “crescentes pressões externas”.
Contexto de tensão com os EUA
Desde o final de agosto, os Estados Unidos intensificaram suas ações no Mar do Caribe, incluindo operações contra o narcotráfico próximas à costa venezuelana. Trump tem declarado que Maduro está com os dias “contados” e tem acusado o regime de ligação com o narcotráfico, além de estimular a entrada de imigrantes ilegais nos EUA. Recentemente, o discurso americano tem se voltado para a recuperação de petróleo que, segundo Washington, teria sido “roubado” da Venezuela.















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