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Sem Brasil e Argentina: 7 países da América do Sul emitem comunicado conjunto pela democracia na Venezuela

Sem Brasil e Argentina: 7 países da América do Sul emitem comunicado conjunto pela democracia na Venezuela

Crise Migratória e Críticas à Democracia Venezolana

Sete países da América do Sul, incluindo Argentina e Paraguai, emitiram um comunicado conjunto expressando “profunda preocupação com a grave crise migratória, humanitária e social na Venezuela”. O documento, assinado pelos presidentes Javier Milei (Argentina), Santiago Peña (Paraguai) e José Raúl Mulino (Panamá), além de altas autoridades da Bolívia, Equador e Peru, pede a restauração da democracia no país governado por Nicolás Maduro.

A carta foi divulgada após a 67ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, realizada em Foz do Iguaçu, no Paraná. Os signatários “instaram as autoridades venezuelanas a cumprirem as normas internacionais sobre a matéria, a libertarem imediatamente e a garantirem o devido processo legal e a integridade física de todos os cidadãos arbitrariamente privados de sua liberdade”.

Racha no Mercosul e Divergências Internacionais

O comunicado conjunto dos sete países evidencia um racha significativo dentro do próprio Mercosul em relação à Venezuela. Vale ressaltar que o Brasil, um dos membros fundadores do bloco, não assinou a declaração. A Venezuela está suspensa da união aduaneira desde 2016.

A divergência ficou ainda mais clara durante a cúpula. Na fala que encerrou o evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva alertou para os riscos de uma intervenção externa na Venezuela. Em contrapartida, o presidente argentino, Javier Milei, manifestou apoio à pressão militar dos Estados Unidos contra o governo de Maduro.

Composição do Bloco e Contexto Regional

Os países que compõem o Mercosul são Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia. Equador, Panamá e Peru integram o grupo como Estados Associados. A posição divergente sobre a Venezuela reflete os diferentes alinhamentos políticos e estratégias diplomáticas entre os países da região diante da crise política e humanitária no país sul-americano.

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