O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou a retórica contra o governo venezuelano ao afirmar que o país roubou os direitos de exploração de petróleo de empresas americanas. Em declarações recentes, Trump declarou que os EUA “querem de volta” esses direitos, alegando que foram tomados “ilegalmente” e que o bloqueio total de navios petroleiros sancionados é um passo para reverter essa situação.
A indústria petrolífera venezuelana foi nacionalizada em 1976, reservando os direitos de exploração para a estatal PDVSA. Em 2007, sob o governo de Hugo Chávez, as regras foram alteradas, forçando empresas multinacionais a se tornarem sócias minoritárias ou a deixarem o país. Trump descreve essa nacionalização como “o maior roubo de riqueza e propriedade americanas já registrado”, segundo o chefe de gabinete adjunto da Casa Branca, Stephen Miller.
As declarações de Trump marcam uma aparente mudança na justificativa do governo dos EUA para pressionar a Venezuela. Anteriormente, os objetivos declarados focavam no combate ao narcotráfico e na resposta à imigração ilegal, que a Casa Branca atribui ao regime de Nicolás Maduro. Agora, a questão energética ganha destaque como principal motivação.
Em sua rede social Truth Social, Trump acusou o regime de Maduro de usar o petróleo roubado para financiar a si mesmo, o narcotráfico, o tráfico de pessoas, assassinatos e sequestros. A Venezuela, por sua vez, tem criticado o bloqueio a seus petroleiros, acusando os EUA de “roubo de riquezas”. Cuba também condenou a ação americana como “arbitrária e ilegítima”.